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NA MÍDIA – Suno | Janeiro de 2022

Se você não frequenta bares da região da Faria Lima ou do Leblon, é provável que nunca tenha ouvido falar sobre o tamanho do mercado americano de Commercial Paper.

São quase US$ 2 trilhões de carteira e até o Fed (Federal Reserve), o banco central americano, é participante ativo, comprando e vendendo esses títulos. Mas por que ele é tão grande?

Simples: por lá, as empresas usam-no como um instrumento muito eficaz de captação de recursos de curto prazo, essencialmente capital de giro, o que por si só já representa um grande volume. Porém, some-se a isso a grande oferta de dinheiro (equivalente à liquidez) por Money Market Funds e temos o papel trocando de mãos rapidamente, o que gera dinâmica de financiamento via mercado de capitais à economia real.

Trago elementos do mercado americano de capitais, mais desenvolvido do que o nosso, para mostrar que temos um enorme potencial em nossas mãos agora. Em agosto do ano passado, foi aprovada a Lei 14.195, que regula a Nota Comercial, equiparável ao Commercial Paper. Daí o exemplo, justamente por poder dar a flexibilidade que a empresa precisava somada à segurança jurídica que faltava ao investidor para que este mercado decolasse no Brasil.

Entre os principais benefícios para as empresas em relação ao crédito por meio de instrumentos bancários, como a CCB, está a eficiência do IOF. Só aqui já há uma economia de cerca de 2%. Além da eficiência financeira, temos a maior celeridade e a menor burocracia necessária para uma emissão do que debêntures e pode ser emitida por sociedade limitada ou anônima. É um tipo de título que qualquer FIDC ou mesmo bancos deveriam usar desde já no lugar das CCB, por exemplo, tanto pelo custo quanto pela condição de liquidez.

O desenvolvimento do mercado deste título também compete a quem provê infraestrutura, pois é preciso ter em mente que se trata de um negócio em que se pode ganhar muito na escala, mas é preciso ser menos ganancioso a cada operação em termos de custo para viabilizá-lo. Será que a fábrica de artesanato do mercado local, que cobra alto para customizar cada operação, encara este desafio?

NA MÍDIA  Suno, dezembro de 2021

É comum ouvir de empresas, inclusive as de médio porte, que a captação de recursos no
mercado de capitais é só para “gente grande”. Até aquelas fora do eixo RJ-SP, mesmo maiores,
sentem-se intimidadas, tanto pelas siglas quanto pela linguagem com termos chiques em
língua estrangeira e afins.

O curioso é que muitas dessas empresas teriam boas condições de acessar recursos de fundos
de renda fixa privada, por exemplo, e despertariam grande interesse de Family Offices – só
para ficar em um perfil de investidor mais adepto ao risco. Normalmente, as boas condições
são determinadas pela característica média do perfil de endividamento da empresa brasileira
que não de grande porte, o que seria concentrada em crédito bancário, com maiores spreads e
mais curto prazo.

Mas, se as condições são boas e há interessados nesta desintermediação do crédito que só os
bancos conhecem hoje, por que é difícil a popularização dessa fonte de recursos? Na minha
visão, pela junção de três fatores:

1) Educação financeira: o desconhecimento e a desinformação dificultam o entendimento
do que pode ser o benefício econômico para a companhia, mantendo-a nas linhas
convencionais de crédito.

2) Liquidez: cada vez mais, gestoras de recursos e fundos interessados em renda fixa
privada têm surgido, o que cumpre um papel fundamental de liquidez tanto em
mercado primário, para grandes emissões ou de risco mais elevado, como para o
mercado secundário. Isso permite que pessoas físicas, ao investirem nesse tipo de
operação, possam reaver seus recursos antes do vencimento da operação.

3) Capilaridade: há recursos para serem alocados, mas os gestores desconhecem as
empresas. As empresas, por sua vez, desconhecem os gestores e seus critérios para
liberação de recursos. É preciso uma rede ampla de atendimento para que as duas
pontas se encontrem.

Acredito muito que a capilaridade é o fator crítico de sucesso para o crescimento mais
acelerado da participação desta fonte de recursos junto a empresas médias, no mínimo.
Informá-las sobre a forma e em quais condições poderiam acessar o mercado de capitais,
tendo a tecnologia disponível hoje como grande alavanca, melhora a educação, o que fomenta
a liquidez e retroalimenta os agentes que entregarão essa capilaridade.

NA MÍDIA – Revista Healthers | Março de 2015

Sabemos que no Brasil o regime é de taxas de câmbio flutuante. Isso as vezes nos pega desprevenidos, com a moeda brasileira se apreciando e depreciando fortemente, principalmente em relação à moeda americana, o dólar. Mas há como neutralizar os efeitos desta variação no fluxo de caixa?

A resposta é: sim, há meios para tirarmos a volatilidade do fluxo de caixa, do resultado e até do patrimônio líquido, a depender da moeda de contabilização da companhia. Hoje o mercado financeiro brasileiro tem instrumentos seguros de proteção, denominados Instrumentos de Hedge, que podem dar este efeito nas demonstrações financeiras e facilitar a gestão diária das empresas expostas à moeda estrangeira.

No setor de saúde, com um alto índice de equipamentos importados, é comum o financiamento à importação (FINIMP), uma linha de crédito provida pelos bancos para ajudar as empresas deste mercado em seu planejamento de caixa. Este tipo de financiamento é indexado à moeda estrangeira e, consequentemente, deixa a companhia exposta às variações da moeda para a data de pagamento prevista. Porém, uma simples operação de proteção chamada Termo de Moedas (ou Forward, como queiram) pode prefixar a taxa de câmbio no momento da contratação do empréstimo.

Colocando de forma mais didática, junto à contratação do FINIMP a empresa faz a compra a termo de moeda, fixando na data da contratação do empréstimo a taxa de câmbio pelo qual a sua importação será paga na data de vencimento. Isso traz previsibilidade ao fluxo de caixa e permite um melhor planejamento de caixa, controlando com maior assertividade a sua disponibilidade de recursos sem comprometer a liquidez em caso de depreciação da moeda nacional.

Há outras opções como o Swap, por exemplo. Caso a empresa não tenha a intenção de prefixar uma taxa de câmbio, mas sim indexar a sua dívida tal qual o seu caixa, é possível fazer a troca da variação cambial pela variação do CDI, indexando sinteticamente a dívida ao CDI.

Cumpre destacar que há efeitos tributários e contábeis diferentes por instrumento e que devem ser considerados na estratégia de proteção de cada empresa. Hoje, com a adoção das normas internacionais de contabilidade no Brasil, o desafio de executar uma política de proteção a riscos de mercado é equiparável à complexidade de seu controle.

O que por hora favorece as empresas, não só do setor de saúde, ainda é o baixo grau de conhecimento que as auditorias possuem em instrumentos financeiros em geral, confiando plenamente naquilo informado pelos bancos. Esta é uma prática que não deve ser seguida em absoluto, já que por diversos normativos do Banco Central os bancos são obrigados a contabilizar as operações de derivativos considerando o risco de crédito do cliente, ou seja, provisionando perdas. Ao contabilizar os valores informados pelos bancos, as empresas estão colocando os efeitos de seu próprio risco de crédito em seu resultado, em prejuízo ao acionista.

Enfim, maneiras de se proteger dos riscos de mercado existem há muito tempo e são plenamente acessíveis. A questão central é definir claramente qual o objetivo daquela proteção, medi-la como tal e garantir boa eficiência em termos de controle para que ao final da operação de proteção não se julgue a estratégia de forma isolada, mas sim considerando aquilo que se pretendia originalmente proteger e os efeitos conjuntos disso.

Artigo publicado originalmente na Revista Healthers, em março de 2015.

NA MÍDIA – FORBES | Dezembro de 2020

A empresa de tecnologia Laqus, (antiga Mark 2 Market) recebeu autorização do colegiado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para operar como central depositária. A decisão foi tomada em reunião realizada na última terça-feira, 8, e possibilita à companhia atuar como depositária de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), título que movimenta R$ 43 bilhões no País. Atualmente, a B3 é a única companhia autorizada a operar neste mercado.

O processo de autorização da Laqus teve início em 2018 e a empresa deve ainda cumprir condições pré-estabelecidas pela CVM para entrar em operação. A empresa hoje controla quase R$ 300 bilhões em sua plataforma, ajudando securitizadoras e emissores do mercado de capitais na gestão de dívidas, derivativos e aplicações. No mercado de CRA, o volume de transações controlado pela empresa é de aproximadamente R$20 bilhões.

Fundada em 2010 pelo paulistano Rodrigo Amaro, a Laqus (antiga Mark 2 Market)pretende num segundo momento avançar sua oferta para CRIs (Certificado de Recebíveis Imobiliários), debêntures e, no futuro, outros valores mobiliários, como ações.

Fonte: IstoÉ.

NA MÍDIA Suno | Outubro de 2021

O país passa por um momento político conturbado, com a discussão sobre o teto de gastos tendo de um lado a agenda social e, do outro, a da responsabilidade fiscal perante o mercado.

Chegamos a esta discussão pois a pauta reformista do governo não encontrou endosso da ala política e, no caso, a reforma tributária não criou espaço no orçamento (também conhecido como aumento de impostos) para novas despesas — o que deu asas à imaginação da equipe econômica na forma como o rompimento do teto de gastos seria vendido ao mercado. Alguns desertaram no caminho, por divergir da forma e, talvez, do conteúdo também.

Enfim, esta instabilidade dá razão àqueles que dizem que no Brasil até o passado é incerto. Temos visto um mercado de capitais muito movimentado no ano de 2021 e, em especial, a renda fixa privada ainda batendo recordes de volume de emissões. Acontece que, neste período de fim de ano, podemos presenciar um novo boom de emissões, fruto do medo desta mudança do passado.

Sugeriu-se no texto da reforma tributária a tributação de reservas de lucros que fossem distribuídas a partir de janeiro de 2022, e aí quem à época optou por não distribuir está hoje buscando uma saída para evitar o novo tributo sobre o velho lucro.

Uma das maneiras que as empresas estão encontrando para viabilizar a distribuição é recorrer ao mercado de capitais para fazer novas emissões, que podem ser subscritas pelos próprios acionistas das companhias. Ou, então, que estes novos recursos recomponham o caixa das empresas e permitam a distribuição neste ano, antes da tributação. Fiscalmente eficiente, a operação tem encontrado empresários inseguros estudando a alternativa.

Se queremos um mercado de renda fixa privada pujante e líquido, devemos dar a segurança jurídica aos investidores de forma ampla, e não seletiva. Prejudicar a capacidade de pagamento das empresas ou alterar premissas de viabilidade de estruturas de capital vigentes não é colaborar com este desenvolvimento do mercado. Quem sabe dessa vez pensaremos apenas no futuro fiscal do país sem alterar o passado, mas isso só o tempo (e o Congresso) dirá.

NA MÍDIA – Veja | Dezembro de 2020

A empresa de tecnologia Laqus (antiga M2M) está conversando com mais de um fundo e se prepara para abrir uma rodada de investimentos com o objetivo de captar entre 4 e 5 milhões de dólares. A operação deve ocorrer entre março e abril de 2021 e a porcentagem a ser colocada no mercado dependerá das ofertas dos investidores.

A companhia que produz software de gestão para operações financeiras e tesouraria recebeu no final de 2013 aportes de dois fundos de Venture Capital brasileiros, entre eles a KPTL. Responsável por cerca de 50% do mercado de Certificado de Recebimento do Agronegócio (CRA), a M2M foi autorizada em dezembro pela CVM como a única companhia além da B3 a atuar como Central Depositária de CRAs.

“Pretendemos competir com a bolsa no mercado de renda variável em um prazo de 2 a 5 anos, dependendo do quanto o mercado demandar”, diz o CEO Rodrigo Amato. No curto prazo, a ideia é avançar a atuação para CRIs (Certificado de Recebíveis Imobiliários) e debêntures. Em três anos, a expectativa é de faturar de 25 a 30 milhões de reais por ano com os serviços oferecidos.

Fonte: Veja.

NA MÍDIA – Valor Econômico | Abril de 2020

Diante do cenário pandêmico, em entrevista para o Valor Econômico nosso CEO, Rodrigo Amato, retratou sobreo o impacto da pandemia nas startups e como a Laqus (antiga M2M) lidou com as circunstâncias adversas.

NA MÍDIA – SUNO | Outubro de 2021

Recentemente, a SEC (Securities and Exchange Commission), a CVM americana, autorizou a proposta de inclusão da NASDAQ (principal bolsa dos Estados Unidos sediada em Nova Iorque), a qual propõe que suas mais de 3,7 mil empresas listadas tenham pelo menos uma mulher e um membro LGBT e/ou outra minoria em seus conselhos de administração. Empresas brasileiras listadas na NASDAQ, como XP, Arco Educação, Stone, Vinci e Pátria terão que se adequar às novas regras.

Essa é uma iniciativa que acontece na gestão da CEO Adena Friedman que tem um compromisso forte com a diversidade. Nas palavras dela, ainda que o cenário esteja longe do ideal, a nova proposta de composição do board “é um elemento importante para dar aos investidores a confiança na sustentabilidade futura da companhia.”

A proposta de inclusão, claro, sempre gera discussões, mas pessoalmente avalio como de extrema importância porque é o start da renovação na estrutura dos conselhos, e consequentemente, de fomento à ampliação de discussões sobre diversidade de uma forma muito mais efetiva pois serão justamente as mulheres e outras minorias que estarão no centro de tomadas de decisões dessas companhias.

A notícia veio ao encontro com outra, desta vez, mais pessoal, de uma antiga cliente, diretora financeira e VP de uma empresa do setor fumageiro no Rio Grande do Sul que estava saindo para um sabático. No momento em que lia sobre a proposta de inclusão da NASDAQ, me lembrei das viagens que fazia pelo interior do estado para falar de produtos financeiros para empresas de vários segmentos do agro, como produtores de arroz, couro, fumo e soja. E me lembrei o quanto essa diretora financeira me marcou na época, muito antes de termos notícia de políticas de inclusão dentro das empresas. Então, era um prazer negociar com ela, e tê-la como referência de profissional, num ecossistema com poucas referências de lideranças femininas.

Desde que iniciei minha carreira no mercado financeiro, percebi que precisava estudar e me esforçar ao máximo para evitar vieses de gênero. O esforço valeu a pena e um diretor de São Paulo, mais jovem que a gerência gaúcha, apresentou naquela época (há 17 anos precisamente) a visão de que era importante o fomento da diversidade para a área. Com isso, fui convidada para iniciar as atividades em São Paulo, junto com mais duas estagiárias recém formadas, estreamos como as primeiras mulheres dentro de uma grande tesouraria na capital paulista.

Hoje, como sócia-diretora da Laqus, sinto a responsabilidade de ser essa referência positiva para outras mulheres e, principalmente, utilizar minha posição para propor iniciativas de inclusão à medida que nos estruturamos e crescemos. Atualmente, nós mulheres, somos 34% do quadro de colaboradores da empresa, mas sabemos que temos um caminho ainda a trilhar, que será benéfico tanto para a companhia, quanto para o fomento de novos negócios. Tanto é que um recente estudo da consultoria Mckinsey aponta que empresas latino-americanas mais abertas à diversidade na percepção de seus funcionários têm em média 55% mais chance de obter rentabilidade superior aos seus concorrentes. Trocando em miúdos, todos ganham, a sociedade e os negócios tornam-se mais sustentáveis e lucrativos.

Por fim, o mercado financeiro e do agronegócio está mudando (ainda que a passos lentos), vemos cada vez mais mulheres ocupando cargos de liderança e posições de destaque nestes setores. Por isso, penso que movimentos de grande visibilidade como o da NASDAQ, entre outras empresas aqui mesmo no Brasil, são importantes no fomento da diversidade dentro das companhias, e que por consequência, corroboram numa sociedade mais plural e produtiva.

(*)sócia-diretora da Laqus, empresa de tecnologia com ampla experiência em assuntos relacionados à tesouraria e gestão de risco. Em junho de 2021, obteve a homologação junto à CVM para atuar como depositária de valores mobiliários.

Estamos nos aproximando do final de mais um trimestre e com ele o acúmulo de atividades extras é inevitável. Você já parou para pensar que é possível automatizar todos os processo desse período e deixar as planilhas de lado?

A execução do fechamento trimestral das companhias de capital aberto, tem como  objetivo demonstrar a eficácia de todos os controles e processos existentes, sendo assim, o processo tende a ser bastante desafiador, o que torna esse momento atípico em termos de horas trabalhadas e esforços alocados.

Dentre as atividades que as áreas financeiras precisam executar, estão a confecção e revisão das notas explicativas das demonstrações financeiras, cálculo de sensibilidade à cenários adversos, e, no caso de companhias que operam com derivativos e aplicam o hedge accounting, a demonstração da efetividade do programa de hedge.

Para as notas explicativas, a empresa precisa montar relatórios de variação do saldo da dívida ou dos derivativos, que inclui, naturalmente, o cálculo prévio dessas posições. O cálculo de sensibilidade, que é uma análise de stress para cada tipo de fator de risco, tem também como precedente o cálculo inicial das posições no fechamento. Para essas companhias que operam com derivativos, é necessário contabilizá-los e apresentá-los ao valor de mercado conforme determinam as regras CPC 38 e CPC 48. Assim sendo, pequenos erros operacionais são graves no fechamento trimestral porque podem levar à um cálculo incorreto do saldo accrual ou da marcação à mercado de todos os instrumentos, podendo implicar até em risco de imagem à companhia frente à a investidores e acionistas.

Outro processo importante no fechamento de trimestre é o acompanhamento dos covenants contratuais, que normalmente tem recorrência definida conforme publicação das demonstrações financeiras. O seu cumprimento, que também é acompanhado pelas firmas de auditoria, é de extrema importância, evitando assim o vencimento imediato/antecipado da operação contratada.

Para assegurar credibilidade a todas as informações acima, as empresas de auditoria são contratadas para validação de controles, políticas, operações e, principalmente, dos números demonstrados nos resultados. Durante esse processo, os auditores precisam entender os controles e processos da empresa e quanto mais manual forem esses controles, maior será o tempo de investigação, tornando o processo mais moroso para todos.

Portanto, a grande questão é: a sua empresa continua fazendo todo o controle do fechamento de trimestre de forma manual, por meio de planilhas? Se sim, você já deve ter percebido a alta probabilidade de ter trabalho redobrado e custos extras.

Conheça o Monitor

Com o Monitor, da Laqus, sua companhia conseguirá automatizar todas essas atividades de forma segura e em apenas um lugar. Com poucos cliques, é possível ter os relatórios de hedge accounting e sensibilidade, garantindo a utilização das melhores práticas do mercado financeiro. Além disso, terá o apoio de uma equipe de especialistas para validação dos números, suporte nas interações diretas ou indiretas com a auditoria e treinamento da ferramenta sempre que necessário, facilitando e centralizando todos os relatórios.

Essa automatização também é válida para as obrigações dos contratos financeiros. Por meio do Covenants, da Laqus, é possível fazer a gestão ativa do cumprimento das obrigações, sem precisar lembrar às áreas responsáveis do que e quando precisam fazer. Tudo isso com muita conveniência, criando grupos de usuários/participantes, configuração de recorrências dos avisos, confirmação de cumprimento com upload de documento comprobatório, entre outros, tudo extraído para relatórios.

Conte com a Laqus e facilite o fechamento do trimestre da sua companhia com um ecossistema de soluções para as Tesourarias, além de um time de especialistas sempre disposto a ouvir as necessidades do mercado, a fim de melhorar ainda mais a sua experiência.

NA MÍDIA – SUNO | Setembro de 2021

Quando falamos sobre um monopólio, inicialmente associamos a coisas ruins, como ganância do monopolista, serviço ruim e caro e por aí vai. Nem sempre é assim e é fato que todo empreendedor busca um monopólio para chamar de seu, que o diga Peter Thiel em seu aclamado livro De Zero a Um, em que ele destaca que a maior prova de um produto superior à concorrência é quando ele consegue eliminá-la, tornando-se enfim um monopólio, mas num sentido mais metafórico do que aplicado.

O domínio de um determinado mercado também depende do recorte e este é feito à conveniência de quem quer ou não ser chamado de monopolista. O Google (GOGL34), por exemplo, diz que tem apenas uma fração do mercado mundial de publicidade, mas quando olhamos o mercado de buscadores, seu domínio é absoluto e incontestável.

A Apple (AAPL34) avançou no sentido de obter o monopólio da indústria da música, até que o Spotify (S1PO34) entregou uma experiência melhor ao usuário e permitiu que outros streamplayers entrassem no jogo, ainda que ele não seja tão equilibrado assim.

Já a Amazon (AMZO34) , como a loja de tudo, na outra ponta é um monopsônio da indústria literária, pois uma editora que não vende para a Amazon não sobrevive, o que lhe dá grande poder de negociação de preços e prazos e, segundo sua filosofia, isso se reverte em melhores preços e prazos para seus clientes e assim ela fica cada vez maior.

No mercado brasileiro temos alguns monopólios ainda resquícios de serviços regulados, de uma época em que o controle de determinados serviços era importante para políticas de Estado, como a exploração e distribuição de petróleo e seus derivados, para ficarmos apenas no exemplo da Petrobras (PETR4). Entretanto, vemos hoje um desejo do governo de liberalizar mercados e, sem juízo de valor sobre a forma e conveniência da iniciativa, no médio-longo prazo isso tende a beneficiar o consumidor final por meio de uma pressão natural da concorrência que leva à inovação.

É verdade que as empresas americanas citadas anteriormente são todas privadas e reconhecidas por inovar, e ao mesmo tempo, fazem parte de um mercado com dinâmica concorrencial o que as faz tomar esta postura a fim de que estejam a frente de qualquer outra empresa que ameace sua soberania e é isso que o consumidor final deseja em seu benefício.

Em resumo, os monopólios não são necessariamente um mal em si, pois isso depende de uma série de características do mercado em que se verificam: quais os custos de saída do cliente? Qual o poder de barganha do monopolista com os principais clientes? Há concentração de clientes? Quando este é o caso, por vezes um produto melhor não tem a chance de chegar ao mercado por conta da amplitude de relacionamentos e tamanho do monopolista, mas se o mercado é livre e os clientes conseguem migrar facilmente para a melhor e mais conveniente experiência, o monopólio só dura até o próximo monopólio de um produto superior ou uma melhor relação custo x benefício, o que é bom para quem inova e para o cliente no final do dia.

NA MÍDIA – VALOR ECONÔMICO | Maio de 2019

O mercado de depósito de títulos de dívida corporativa, hoje dominado pela B3, pode ter um novo competidor. A empresa de tecnologia Laqus (antiga Mark 2 Market) acaba de protocolar um pedido junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) de autorização para funcionar como Central Depositária de Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA), um título privado. Mas esse é só o primeiro passo para entrar no mercado, que, em outros países, é bem mais pulverizado.

A meta de Rodrigo Amato, fundador da Laqus, é alcançar voos mais altos depois que o modelo de negócio – e a segurança do sistema – se provar. “Queremos, mais para frente, expandir nossa atuação para outros segmentos do mercado de dívida corporativa. Mas primeiro precisamos mostrar ao mercado e à CVM que temos capacidade técnica e operacional para ser depositária de CRAs”, diz Amato.

O executivo, que antes de fundar a empresa trabalhou com estruturação de derivativos, renda fixa e captação de recursos para médias e grandes empresas nos bancos Itaú e Santander, diz que não quer competir com a B3. “A bolsa é verticalizada em serviços, é difícil disputar com ela os clientes. Nosso público será a distribuidora e não os bancos”, conta Amato.

Hoje, quando uma empresa decide emitir uma dívida, os assessores da emissão – bancos e escritórios de advocacia – escolhem o custodiante, que são geralmente os próprios bancos, e a depositária dos títulos. Como só existe a B3 no mercado brasileiro, não há muito o que discutir. As informações sobre a emissão são passadas à securitizadora, que estrutura o papel. A partir daí as distribuidoras (corretoras independentes e de bancos) se encarregam de vender os títulos a investidores.

A ideia da Laqus é convencer as distribuidoras, que estão na ponta de venda, a pedir que as emissoras a escolham como depositária. Um de seus diferenciais será a especialização no mercado de CRA, no qual já atua com um software de gestão para tesourarias de empresas. Só no segmento de CRAs, são gerenciados em sua plataforma R$ 18 bilhões, o que significa metade desse mercado.

Outra vantagem será disponibilizar aos distribuidores informações também das empresas menores. “Com a autorização de depositária da CVM, poderemos cobrar dos clientes relatórios periódicos com investimentos e desempenho financeiro, que farão parte da análise de preço e risco desses títulos. Isso aumenta a transparência e dá espaço para as menores também disputarem esse mercado de dívida corporativa”, afirma Amato.

Fundada em 2010, a Laqus começou oferecendo serviços de consultoria em emissões de dívida corporativa. Ao perceber a dificuldade que as companhias tinham para gerenciar suas operações financeiras e controlar os riscos dessas emissões, Amato levantou dinheiro com dois fundos de investimento, o A5 Capital Partners e o family office Mantiqueira Participações, para contratar desenvolvedores e construir um software para esse mercado.

Além de ajudar a tesouraria e a diretoria financeira na gestão operacional de dívida corporativa própria (emissões em mercado de capitais, bancárias ou entre empresas), pelo software eles também podem acompanhar outras operações da empresa, como aplicações financeiras e derivativos. Os executivos têm ainda acesso a informações atualizadas sobre o mercado de dívida e cotações para tomar de decisões – dados que nem sempre são fornecidos pelas instituições bancárias.

“Se o tesoureiro acorda e lê uma notícia política que pode impactar o mercado, precisa chegar na empresa e ter informações suficientes para decidir se vale antecipar o pagamento de uma dívida, fazer um contrato de hedge cambial ou qualquer outra coisa da sua alçada”, diz Amato. Atualmente, a plataforma gerencia R$ 183 bilhões de dívida corporativa como um todo (CRA, debêntures e outros títulos de dívida).

Por ser um mercado que, até então, só teve um grande competidor – antes a Cetip e, desde a fusão com a BM&FBovespa, em março de 2017, a B3 -, a Laqus se preparou por um bom tempo antes de entrar com a solicitação. Nos últimos sete meses, foram diversas reuniões com o escritório de advocacia Pinheiro Neto, seu assessor jurídico no processo, e com a Infra Soluções, consultoria de ex-funcionários da Cetip.

Desde que a CVM publicou mudanças nas instruções que ditam quem pode ou não fazer parte da infraestrutura do mercado financeiro, foram poucos os que se aventuraram para tentar competir com a B3. É ela quem atua como registradora e depositária das ofertas tanto no mercado de renda fixa, quanto no de ações.

No mercado de capitais, a ATS tentou competir com a B3, mas ainda não obteve autorização. No segmento de depósito de dívida corporativa, até agora, ninguém havia entrado com esse pedido, segundo a CVM. “Trata-se da primeira solicitação realizada junto à autarquia, para atuar como central depositária, após edição da instrução 541, de 2013, que dispõe sobre o assunto. O pedido da empresa Laqus está sendo analisado pela Superintendência de Relações com o Mercado e Intermediários (SMI) da CVM”, disse a reguladora em nota ao Valor.

A categoria em que a Laqus quer atuar é conhecida como Infraestrutura do Mercado Financeiro, ou IMF, em que organizações possibilitam às empresas e investidores se encontrarem e obterem informação umas sobre as outras e sobre as operações realizadas, de forma segura e independente. Quem quer comprar e vender títulos, por exemplo, precisa passar por esse ambiente. Nele são oferecidos serviços como registro, depósito, liquidação, entre outros.

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