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Captação de recursos

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é uma autarquia fundamental para o mercado financeiro brasileiro. Afinal, ela regulamenta e fiscaliza o ambiente de investimentos do Brasil, definindo regras e procedimentos. Entre as diretrizes estabelecidas pela CVM, está a ICVM 400.

Essa é uma instrução bastante relevante para o mercado de capitais e deve ser conhecida por investidores e profissionais da área. Assim, é possível entender quais são as regras a cumprir e como todos os envolvidos no mercado financeiro devem agir perante elas.

Neste artigo, você descobrirá como funciona a instrução ICVM 400 e quais são os seus pontos de atenção. Continue a leitura!

O que é uma instrução CVM?

Antes de conhecer especificamente essa diretriz, vale a pena saber o que são as instruções da CVM. Na prática, elas são documentos desenvolvidos pela autarquia que têm o objetivo de definir instruções a serem adotadas no mercado financeiro.

Logo, as instruções da CVM trazem regras relacionadas ao funcionamento do mercado de capitais. Desse modo, elas devem ser consideradas e respeitadas por todos os participantes do mercado.

No geral, o uso dessas instruções visa trazer mais transparência e alinhamento sobre os processos do mercado financeiro. Com isso, é possível padronizar diretrizes e garantir que todas as etapas ocorram de modo regulamentado.

O que é a ICVM 400?

Agora que você entende o que são as instruções da CVM, é interessante conhecer uma das mais importantes: a ICVM 400. Ela é a responsável por definir as principais regras para empresas e fundos de investimento que realizam a oferta pública inicial (IPO) ou uma oferta secundária (follow on).

Logo, essa é a diretriz que determina quais são as regras que companhias e fundos devem observar, caso desejem captar recursos via distribuição de ofertas na bolsa de valores. Nesse sentido, você deve saber que o IPO consiste na estreia de uma empresa ou fundo na bolsa.

Para empresas, o processo corresponde à abertura de capital. A partir dele, o empreendimento passa a ter ações negociadas no mercado, permitindo a participação de investidores que tenham interesse em se tornar acionistas.

Já o follow on é uma nova emissão de ações ou cotas por uma empresa ou um fundo que já está listado na bolsa de valores. Logo, o procedimento viabiliza uma nova captação de recursos. Em ambos os casos, a ICVM 400 estabelece as normas que determinam como o processo deve ser executado.

Quais são os principais pontos dessa instrução?

O próximo passo para conhecer a ICVM 400 é compreender quais regras ela estabelece. Na prática, o foco está nas informações que devem ser apresentadas sobre a oferta de distribuição, o que permitirá que os investidores tenham acesso aos dados para embasar suas decisões.

Assim, a ICVM 400 traz questões obrigatórias acerca da atuação da empresa ou do fundo de investimentos neste cenário. Veja quais são os pontos principais!

Criação de um prospecto definitivo

Conforme a instrução da CVM, o empreendimento ou fundo que deseje realizar uma oferta de distribuição deve elaborar um prospecto. Ele serve como um material publicitário, mas que também tem o objetivo de trazer informações importantes sobre todo o processo.

Nesse caso, é preciso incluir tanto os dados da empresa quanto da oferta em si. Entre as informações, estão:

  • total da emissão de valores mobiliários;
  • condições específicas de distribuição, desde os preços até o cronograma;
  • formação do capital social da empresa;
  • instituição intermediária do processo de distribuição;
  • apresentação de todos os riscos relacionados à companhia ou ao fundo, entre outras questões.

Logo, o prospecto tem o objetivo de apresentar um panorama da empresa ou fundo, permitindo que o investidor faça uma análise completa. Assim, cada participante do mercado financeiro pode definir se vale a pena ou não participar da coleta de intenções de investimento.

Registro junto à CVM

De acordo com a ICVM 400, também é obrigatório que o pedido de IPO ou follow on seja registrado junto à CVM. Para tanto, deve ocorrer a apresentação de diversos documentos — que passarão por uma análise da autarquia regulamentadora.

A ideia é que a instituição possa avaliar todos os pedidos para confrontar e conferir informações. Assim, há como garantir a validade dos pedidos e proteger o mercado financeiro de possíveis fraudes.

Qual é a importância da ICVM 400?

Como você viu, a ICVM 400 determina como devem ocorrer as ofertas de distribuição na bolsa. Por conta disso, sua importância está relacionada à proteção que é oferecida aos investidores, já que os seus interesses são protegidos a partir desse tipo de norma.

Essa instrução também garante que exista mais transparência na divulgação de informações, o que favorece uma tomada de decisão mais robusta. Ainda, a ICVM 400 serve para padronizar etapas, certificando que todos os processos relacionados ao mercado de capitais ocorram de maneira semelhante.

Portanto, esse conjunto de regras ajuda a proteger o mercado de modo completo. Assim, é possível diminuir os riscos de fraudes e outras questões que prejudiquem o funcionamento do ambiente financeiro.

Qual é a diferença entre ICVM 400 e 476?

Além de conhecer a ICVM 400, é relevante saber que existe outra instrução ligada às ofertas públicas de distribuição: a ICVM 476. No entanto, ela apresenta diferenças importantes em relação à ICVM 400, já que está relacionada às ofertas com esforços restritos.

Nesse caso, ela determina que o limite de investidores na oferta seja de 75 pessoas — das quais apenas 50 realmente podem investir. Além disso, a oferta de distribuição de ações ou cotas deve acontecer com foco em investidores profissionais.

Logo, as ofertas reguladas pela ICVM 476 são voltadas para quem dispõe de R$ 10 milhões investidos ou tem certificação do mercado financeiro. Junto a essas regras, a instrução simplifica o processo da oferta. O IPO ou follow on não precisa ser registrado na CVM, não exige prospecto e ocorre de maneira mais rápida.

Por outro lado, a ICVM 400 se aplica a qualquer distribuição de ofertas que não tenha esforços restritos. Portanto, conhecer essas distinções permite saber quando cada uma das instruções é utilizada no mercado financeiro.

Como você acompanhou, a ICVM 400 define todas as regras que devem ser observadas na oferta pública de ações e cotas de fundos de investimento na bolsa brasileira. Com isso, ela ajuda a proteger os participantes do mercado financeiro, garantindo padronização e celeridade aos processos.

Essas informações foram úteis? Se quiser conferir mais conteúdos sobre o mercado financeiro, aproveite para acompanhar nossas publicações no LinkedIn!

Captar recursos é uma oportunidade inteligente e muitas vezes necessária para as empresas. Dessa forma, é possível dispor de dinheiro para viabilizar a estratégia do negócio. No entanto, a obtenção de dinheiro deve ocorrer de modo estruturado. Por isso, recorrer ao plano de captação de recursos é extremamente importante.

Com o planejamento, é mais fácil definir quais são os pontos essenciais para a captação do dinheiro ser concluída com sucesso. Além disso, o plano é uma oportunidade para conhecer e avaliar as formas de obtenção de recursos que estão disponíveis no mercado.

Na sequência, descubra como elaborar um plano de captação de recursos para aproveitar as vantagens dessa estratégia!

O que é e como funciona um plano de captação de recursos?

Para entender essa ferramenta, é importante notar que o plano de captação de recursos funciona como um mapa. Assim, ele estabelece os objetivos e as ações necessárias para a empresa angariar os valores desejados.

Logo, o plano ajuda a definir quais devem ser as ações voltadas à obtenção de dinheiro para o negócio. Ainda, seu funcionamento inclui o direcionamento sobre quais alternativas escolher para dispor de recursos externos, de modo a atender aos objetivos definidos pela empresa.

Quais as vantagens de ter um plano desse tipo?

Agora que você sabe para que serve o plano de captação de recursos, é interessante conhecer quais vantagens ele pode oferecer. Um dos pontos importantes é o fortalecimento da organização financeira, graças à estruturação de ações para alcançar e utilizar o dinheiro recebido.

Ainda, o plano de captação aumenta as chances de o negócio obter o crédito necessário. Afinal, é possível defini-lo de modo estratégico, conhecendo quais são os desafios a superar e onde estão as principais oportunidades para obter os recursos.

A ferramenta também permite que a empresa encontre a solução personalizada ideal. Em vez de escolher um meio de captação apenas por ser o mais comum, por exemplo, é possível encontrar o que faz real sentido para o negócio.

Dessa forma, o plano de captação de recursos é essencial para identificar e aproveitar oportunidades melhores no mercado. Em geral, a estratégia pode ajudar a garantir a obtenção dos valores necessários de maneira mais rápida e econômica.

Como fazer um plano de captação de recursos para sua empresa?

Após compreender a importância desse plano, é necessário entender como desenvolver o planejamento ideal para o seu negócio.

A seguir, você aprenderá a elaborar um plano de captação para o seu empreendimento. Confira!

Defina os objetivos empresariais

O primeiro passo para desenvolver seu plano é identificar o destino dos recursos captados. . Assim, é possível entender qual será a quantia solicitada e qual é a finalidade, o que permite encontrar a solução mais adequada para as necessidades da companhia.

Em determinadas situações, a captação de recursos é voltada para o curto prazo — como é o caso da obtenção de capital de giro. Em outros cenários, a intenção é dispor dos valores necessários para expandir o negócio ou consolidá-lo no ramo de atuação.

Logo, as ações em cada caso deverão ser diferentes. Além disso, os objetivos devem ser alinhados ao planejamento financeiro. Ou seja, é preciso angariar valores compatíveis com a capacidade de pagamento da empresa, pois montantes muito elevados podem gerar dificuldades no orçamento.

Conheça as principais fontes de recursos

Depois de estabelecer os objetivos financeiros, é essencial conhecer as ferramentas que podem auxiliar na captação de recursos. Entre as soluções, estão alternativas ligadas ao mercado bancário e também ao mercado de capitais.

Veja como funcionam algumas das possibilidades!

Crédito bancário

Uma das opções para obter recursos é buscá-los em instituições financeiras, como os bancos. Nesse caso, sua empresa pode recorrer a um empréstimo ou financiamento, por exemplo.

Porém, essa é uma alternativa que requer cuidado, já que costuma estar entre as mais caras disponíveis. Devido à cobrança de altos juros, é comum ter que pagar um valor muito maior do que o montante obtido.

IPO

Já no mercado de capitais, uma das alternativas envolve a realização de uma oferta pública inicial (IPO). O processo consiste em abrir o capital da empresa, que passa a ter ações negociadas na bolsa de valores.

Com isso, é preciso abrir mão de uma parte do negócio, que pode ser adquirida pelos investidores que desejam participar dos seus resultados. Mas é necessário considerar as limitações dessa escolha: além de não ser tão dinâmico, o processo até a abertura pode gerar custos elevados.

CRI e CRA

Apesar de a presença na bolsa de valores ser uma alternativa, ela não é a única possibilidade do mercado de capitais. A sua empresa também pode recorrer à emissão de títulos de renda fixa. Dois exemplos são o certificado de recebíveis imobiliários (CRI) e do agronegócio (CRA).

Para a emissão desses instrumentos são envolvidas as securitizadoras, responsáveis por converter os recebíveis da empresa em títulos negociáveis. Assim, seu negócio pode antecipar os valores que tem para receber e, em troca, ceder os direitos creditórios para uma securitizadora.

Então a instituição emite os títulos e os negocia com os investidores. No entanto, como o nome indica, o CRI e o CRA são limitados a empresas do setor agro ou imobiliário. Logo, é preciso conferir se o seu empreendimento se encaixa nos requisitos para a emissão dos títulos.

Debêntures

Uma opção mais livre no mercado de capitais são as debêntures. Elas são títulos de dívida emitidos por sociedades anônimas não financeiras. Assim, a empresa pode emitir diretamente as aplicações — e definir o pagamento de juros com um retorno prefixado, pós-fixado ou híbrido.

Em geral, as debêntures têm vencimento de médio e longo prazo. Desse modo, elas tendem a servir para obter capital com um prazo maior e custos menores.

Notas comerciais

No seu plano de captação de recursos, também é possível incluir as notas comerciais ou commercial papers.

Por meio desses títulos, o negócio assume uma dívida com o investidor, comprometendo-se a pagar o débito nas condições acordadas de juros e de prazo. Em geral, as notas comerciais são voltadas para o curto prazo, o que as torna adequadas para obter capital de giro com a isenção de IOF, por exemplo.

Selecione as opções ideais para o empreendimento

Depois de identificar as principais possibilidades para a captação de recursos, é necessário definir quais são as alternativas ideais para atingir as suas metas financeiras. Por isso, é preciso estabelecer quais instrumentos utilizar.

Ademais, é preciso buscar parceiros estratégicos. A Laqus como uma central depositária, por exemplo, pode facilitar o processo e viabilizar a captação do dinheiro para realizar os planos da sua empresa com maior tranquilidade.

Como você acompanhou, fazer um plano de captação de recursos é útil para otimizar a administração empresarial e alcançar objetivos. Com a criação do plano estratégico e a adoção das melhores soluções, será possível obter os valores necessários para realizar as metas definidas.

Ficou interessado nas soluções de captação de recursos? Entre em contato conosco da Laqus e descubra como podemos ajudá-lo!

 

O número de investidores no Brasil está aumentando. Em fevereiro de 2022, a B3 (a bolsa de valores brasileira) atingiu 5 milhões de contas de pessoas físicas investindo em renda variável. E a renda fixa também segue em crescimento, alcançando 10 milhões de CPFs em dezembro de 2021.

Isso significa que, cada vez mais, os brasileiros estão percebendo a importância de investir. Nesse sentido, conhecer o que é a ANBIMA se torna importante tanto para o investidor comum quanto para aquele que deseja se tornar um profissional de investimento.

Para entender melhor o seu conceito, neste artigo você conhecerá a ANBIMA, seu funcionamento e o seu papel no mercado financeiro. Acompanhe até o final!

O que é a ANBIMA?

O mercado financeiro é bastante amplo e conta com diversas alternativas de investimento para todo o tipo de investidor. Nesse contexto, é natural a criação de associações para defender os interesses de determinados participantes — é o caso da ANBIMA.

A sigla representa a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais. Ela foi fundada em outubro de 2009, após a fusão da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (ANBID) com a Associação Nacional das Instituições do Mercado Financeiro (ANDIMA).

Trata-se de uma associação que representa bancos, gestoras, corretoras, distribuidoras e administradoras de valores mobiliários no mercado financeiro e de capitais. Nesse sentido, ela é considerada uma das principais entidades relacionadas ao universo dos investimentos.

Entre seus objetivos, está apoiar o crescimento do mercado visando o desenvolvimento econômico e social. Sua atuação é pautada em 4 pilares: a representação, autorregulação, informação e educação.

Como a ANBIMA funciona?

Após conferir o que é a ANBIMA, talvez você queira saber como ela funciona. Para compreender essa questão, é necessário entender o que é o SFN (Sistema Financeiro Nacional).

Ele é formado pelo conjunto de entidades e instituições que promovem a intermediação financeira. Ou seja, o grupo de entidades que possibilitam o encontro entre fornecedores e tomadores de recursos.

Por meio do sistema financeiro que o Governo, empresas, bancos e pessoas movimentam recursos, pagam suas dívidas e realizam investimentos. Nesse contexto, a ANBIMA integra o SFN, contribuindo com a regulamentação do setor, estabelecendo regras e boas práticas.

No entanto, por ser uma associação privada, a ANBIMA atua com a autorregulação. Isso significa que ela cria regulamentações às instituições visando garantir a transparência e a segurança nos mercados financeiros de capitais, mas a adesão aos códigos e normas é voluntária.

Contudo, a partir de sua adesão, os membros são obrigados a seguir as regras impostas pelo órgão. Em caso de descumprimento por um associado, por exemplo, a ANBIMA pode aplicar penalidades — como multas, advertências, suspensão e até a exclusão da associação.

Ademais, a ANBIMA possui autorização da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) — órgão que regula e fiscaliza o mercado — para fornecer certificações aos interessados que desejam se tornar profissionais de investimentos.

Quais são as certificações fornecidas pela ANBIMA?

Como forma de promover a informação e a educação, a ANBIMA oferece cursos sobre o mercado financeiro e capacitação de investidores profissionais. Assim, ela organiza os conteúdos e elabora as avaliações aos candidatos que se inscrevem em seus programas de qualificação.

Cada um de suas certificações habilita o profissional ao exercício de uma atividade específica. Atualmente, a ANBIMA oferece 6 certificações. São elas:

CPA 10 — destinada aos profissionais que atuam na distribuição de investimentos;

CPA 20 — voltada a profissionais que desejam trabalhar com clientes do varejo de alta renda, investidores institucionais, entre outros;

CEA — habilita o profissional a atuar como especialista de investimentos e, assim, poder recomendar alternativas e assessorar gerentes de contas;

CFG — atende a quem deseja iniciar a carreira como gestor de recursos de terceiros, assumir cargos em empresas de asset management, entre outras;

CGA — exigida para exercer a função de gestor de fundos de investimento. Por exemplo, fundos de renda fixa, ações, cambiais e multimercados;

CGE — com essa certificação profissional, você estará habilitado para ocupar o cargo de gestor em fundos estruturados, como fundos em participações, direitos creditórios e imobiliários.

Em caso de aprovação, o candidato poderá exercer a atividade de investidor profissional de acordo com a certificação obtida. Logo, qualquer pessoa que tenha o interesse em se tornar um profissional do mercado, deve considerar tirar uma certificação junto à ANBIMA.

Qual é o papel da ANBIMA?

Ao chegar até aqui, é possível entender que a ANBIMA tem um papel bastante relevante no mercado financeiro. Como sua atuação se dá de forma autônoma em relação às instituições que representa, ela tem poder de influenciar o próprio mercado, ao mesmo tempo em que auxilia o investidor.

Quando uma pessoa pretende começar a investir, é comum que ela busque instituições ou corretoras que forneçam investimentos de seu interesse. Elas são responsáveis por oferecer e classificar os produtos ou ativos financeiros mais adequados ao seu perfil de investidor e objetivos.

No entanto, quem não tem muita experiência sobre o mercado ainda pode encontrar dificuldades em fazer escolhas. Afinal, além de considerar questões como o aporte inicial e a rentabilidade proposta, é preciso conferir também:

  • os riscos associados;
  • proteções ou garantias existentes;
  • eventual prazo de carência de resgate;
  • impostos que incidem no investimento;
  • entre outros.

Com tantos detalhes, o interessado pode necessitar de suporte profissional — seja para entender melhor uma alternativa de investimento ou para auxiliá-lo na tomada de decisão. Nesse sentido, a ANBIMA exerce um papel fundamental, pois treina e capacita o profissional que atua nesse ramo.

Dessa maneira, a associação contribui para a proteção do investidor e do próprio mercado financeiro. Isso evita que pessoas cometam equívocos quando estão investindo, assim como impede uma atuação tendenciosa de empresas ou de um gerente bancário, por exemplo.

Assim, o investidor consegue tomar decisões mais adequadas ao que, de fato, está buscando no mercado. Portanto, por meio da autorregulação, a ANBIMA promove boas práticas em relação às negociações do mercado, construindo um ambiente mais forte e transparente.

Conclusão

Agora você sabe o que é a ANBIMA e suas principais certificações, conseguiu entender a importância dessa associação para o mercado financeiro e de capitais? Por isso, conhecer o assunto é fundamental para quem deseja investir ou se tornar um profissional de investimentos!

Para saber mais a respeito da atuação dos órgãos regulatórios do mercado de capitais e adentrar este mercado entre em contato conosco!

Ao considerar o mercado financeiro, é essencial entender que ele apresenta diferentes divisões — e cada uma pode funcionar de maneira diferente. Entre as possibilidades, existem o mercado primário e o mercado secundário, os quais apresentam características particulares.

Por isso, vale a pena conhecer como cada um funciona e qual é o papel de ambos. A partir desse entendimento, torna-se possível definir qual é o melhor ambiente para operar, considerando as oportunidades que estão disponíveis nos dois ecossistemas.

Neste contexto, descubra a seguir o que é o mercado primário e o mercado secundário e veja como eles se distinguem!

O que é o mercado primário e como funciona?

Para começar, o mercado primário representa o ambiente onde os novos valores mobiliários são negociados por meio de uma relação direta entre o emissor e os investidores. É o caso, por exemplo, de uma emissão de títulos de dívida de uma empresa.

Uma vez que eles sejam criados, a companhia negocia diretamente com os investidores. Ou seja, com a venda dos títulos, o dinheiro segue para a empresa e o investidor passa a agir como uma espécie de credor do empreendimento.

Também é o que acontece quando uma empresa faz uma oferta pública inicial (IPO) de ações ou mesmo uma oferta secundária (follow on). Dessa forma, o negócio capta recursos com a realização dos aportes de investidores na bolsa de valores.

O que é o mercado secundário e como funciona?

Já o mercado secundário funciona de maneira diferente. Ele prevê a negociação de valores mobiliários entre terceiros, de modo alheio ao emissor desses investimentos.

Ou seja, os valores mobiliários são negociados entre os próprios investidores, sem que exista interferência do negócio. No caso, portanto, o dinheiro movimentado segue para quem vende os valores mobiliários — e não para a empresa que os emitiu inicialmente.

Quais são as principais diferenças entre mercado primário e secundário?

Como você viu, esses dois mercados têm diferenças importantes acerca do funcionamento e de quem capta os valores oriundos das negociações. Porém, existem outras distinções que também devem ser consideradas.

Uma delas envolve os investimentos que podem ser encontrados em cada ambiente. Os títulos públicos, por exemplo, são mais frequentes no mercado primário, pela negociação via Tesouro Direto. Porém, não é impossível encontrar alguns deles sendo negociados no mercado secundário.

Por outro lado, as ações só fazem parte do mercado primário durante um IPO ou follow on. A partir disso, todas as negociações ocorrem no mercado secundário da bolsa de valores. O mesmo acontece com fundos que têm cotas negociadas na bolsa, como é o caso dos fundos imobiliários (FIIs).

Já os títulos privados de renda fixa podem ser encontrados nos dois ambientes. Entre eles, estão alternativas como debêntures, os certificados de recebíveis do agronegócio (CRAs) e as notas comerciais — ou commercial papers.

Nesses casos, a negociação via mercado secundário oferece liquidez aos investidores. Caso não seja possível resgatar um título de maneira antecipada com o emissor, a venda nesse ambiente se torna uma alternativa para transformar os valores mobiliários em dinheiro.

Outra diferença importante em relação aos mercados primário e secundário na renda fixa é o preço dos títulos. Quando você aplica diretamente com o emissor, o investimento mínimo é definido por ele — e as taxas de rentabilidade também.

Nas negociações do mercado secundário, contudo, os títulos costumam ser vendidos pelo preço de mercado a cada momento. Com isso, é possível que o comprador encontre oportunidades diferentes do mercado primário. Já o vendedor do título pode ter prejuízo na venda, em alguns casos.

Qual é a importância de cada mercado?

Até aqui, você descobriu que o mercado primário e o mercado secundário funcionam de maneira diferente e também apresentam oportunidades distintas. Além disso, é necessário considerar que cada um tem a sua importância.

O mercado primário é essencial, por exemplo, para realizar a emissão de novos valores mobiliários. Graças a ele, as empresas podem captar recursos e os investidores têm acesso a oportunidades inéditas no mercado de capitais.

Já o mercado secundário é relevante para viabilizar a negociação entre investidores, o que pode aumentar a liquidez. Ainda, ele cria um ambiente propício à realização de negócios, contando com transparência e mais segurança.

No geral, os dois mercados se complementam, pois viabilizam oportunidades tanto para os emissores quanto para os investidores.

Por que é importante conhecer os dois mercados?

Entender o funcionamento do mercado primário e do mercado secundário é importante para todos que participam do ambiente de investimentos.

Para entender melhor, confira quais são os impactos para cada um dos participantes envolvidos nesses processos!

Emissores

Os emissores de valores mobiliários são diretamente impactados pela existência do mercado primário e secundário. Como vimos, o primeiro possibilita captar recursos com custos menores na comparação com empréstimos e financiamentos, por exemplo.

Por outro lado, o mercado secundário pode atrair novos investidores. Sabendo que é possível vender os ativos nesse ambiente, a tendência é que haja maior liquidez para as negociações.

Investidores

Para os investidores, ambos os mercados podem ser importantes e oferecer benefícios. Participar do mercado primário ajuda a aproveitar investimentos diversos de modo direto e desde o começo. Ademais, essa é uma forma de ajudar uma empresa a captar recursos via valores mobiliários.

Já o mercado secundário permite que os investidores negociem aplicações de renda fixa antes do vencimento, por exemplo, e também traz dinamicidade para a renda variável. Isso pode gerar mais flexibilidade para a estratégia, de acordo com os objetivos ao investir.

Profissionais do mercado financeiro

Conhecer ambos os mercados também é importante para profissionais do setor. Um assessor de investimentos, por exemplo, deve entender melhor o funcionamento dos mercados para apresentar as informações aos clientes investidores.

Além disso, os profissionais podem apoiar empresas que desejam emitir valores mobiliários para captar recursos. Como consequência, o conhecimento sobre o mercado primário se torna especialmente relevante.

Como você viu, o mercado primário e o mercado secundário se diferenciam, principalmente, pelo tipo de negociação. Enquanto o primeiro garante a captação de recursos pelos emissores, o segundo envolve a negociação entre investidores — e é preciso entender ambos os ambientes e suas diferenças!

Essas informações foram úteis para você? Para ter ajuda e entender melhor as alternativas do mercado de capitais, entre em contato conosco da Laqus!

O mercado de capitais é formado por estruturas e processos que servem para garantir a disponibilidade de valores mobiliários de diferentes tipos. Entre os procedimentos que fazem parte desse ambiente estão a oferta pública e a oferta privada.

Ambas consistem em etapas de lançamento de ações, títulos e outros investimentos, mas são apresentadas de forma distinta ao mercado. Com isso, é importante conhecer cada uma das alternativas para entender o que pode fazer sentido para a sua estratégia.

Neste artigo, você compreenderá o que é a oferta pública e a oferta privada e saberá qual delas pode valer mais a pena. Continue a leitura e descubra!

Por que abrir capital no mercado financeiro?

Quando o assunto envolve a realização de ofertas públicas ou privadas, é comum que haja uma relação com a abertura de capital de um negócio no mercado. Esse processo consiste na mudança de status de uma empresa, que passa a negociar ações no mercado.

Normalmente, a estreia acontece via oferta pública inicial (IPO). A partir desse momento, os investidores podem adquirir ações para participar dos resultados da companhia em questão.

Para a empresa, a abertura de capital pode ser vantajosa para realizar a captação de recursos. Afinal, após a oferta inicial, o dinheiro segue para o caixa da instituição.

Outros motivos para abrir o capital envolvem o fortalecimento do negócio no mercado e o aumento da liquidez para os acionistas já existentes. Porém, como você verá, essa não é a única alternativa para obter recursos no mercado de capitais.

O que é a oferta pública e como funciona?

Depois de entender a possibilidade de abrir capital, vale a pena conhecer o que representa a oferta pública. Ela consiste em uma distribuição ampla de valores mobiliários para o público, sendo comunicada de forma extensiva a todo o mercado.

Nesse processo de oferta pública, pode ocorrer a disponibilização de ações, mas também a emissão de títulos, por exemplo. Algumas alternativas são as notas comerciais, também conhecidas como ou commercial papers, que podem ser distribuídas por meio de uma oferta pública, segundo a Instrução nº 566 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O que é a oferta privada e como funciona?

A oferta privada acontece de maneira diferente do procedimento público. Em vez de ela ser aberta ao público de modo amplo, esse tipo de oferta é voltado a um grupo selecionado de investidores interessados.

Nesse caso, portanto, não ocorre uma ampla divulgação da emissão de títulos. Em vez disso, a comunicação é direcionada para um conjunto fechado de pessoas físicas ou jurídicas, o que limita a participação.

Ainda, é importante notar que fazer uma oferta privada não é o mesmo que uma oferta pública com esforços restritos. O segundo caso está previsto pela Instrução nº 476 da CVM e dispõe sobre a possibilidade de os valores mobiliários serem distribuídos a um número menor de investidores.

Nesse cenário, a oferta acontece para 75 investidores profissionais, como um fundo de investimento. Porém, apenas 50 deles podem efetivamente investir. A diferença para a oferta pública tradicional é a isenção de registro na CVM.

Essa dinâmica tende a tornar o processo mais fácil e barato. Contudo, mesmo assim, a oferta pública com esforços restritos não é uma oferta privada. Portanto, é preciso ter atenção para não se confundir sobre as regras exercidas.

Quais são as principais diferenças entre as alternativas?

Como você viu até aqui, a oferta pública e a oferta privada funcionam de maneira distinta. Portanto, vale a pena se aprofundar nas diferenças que existem entre essas opções.

Uma das distinções é a necessidade de registro. Uma oferta pública tradicional precisa cumprir diversas etapas regulatórias, como registro na CVM, apresentação de prospecto e outras fases. Isso torna o processo mais caro e mais demorado, e também pode dificultar o acesso ao crédito.

Em uma oferta privada, por outro lado, não é preciso executar essas etapas de registro. Logo, o procedimento tende a ser mais dinâmico e acessível, facilitando a obtenção de recursos.

Ainda, a oferta pública costuma prever a obrigatoriedade de contratação de instituições intermediárias para sua realização. Enquanto isso, a oferta privada tende a ser mais flexível nesse sentido.

Outra diferença é o ambiente de negociação. Uma oferta pública de ações, por exemplo, prevê a negociação dos valores mobiliários na bolsa de valores. Já títulos emitidos de forma privada podem ser negociados em uma instituição depositária.

Qual tipo de oferta vale mais a pena?

Agora que você sabe quais são os tipos de oferta que existem no mercado, é interessante pensar em qual delas pode ser a melhor alternativa. Nesse sentido, avalie tanto os objetivos quanto as possibilidades do negócio.

A abertura de capital na bolsa de valores, por exemplo, costuma ter a oferta pública como padrão. Isso significa ter custos mais elevados com todas as etapas de registro, apresentação de prospecto e formação da oferta.

Nesse caso, uma possibilidade seria fazer uma oferta restrita. Porém, o alcance ao público não é tão elevado — e a estratégia de captação pode ficar comprometida.

Na emissão de títulos, por sua vez, a oferta privada pode apresentar diferentes vantagens. Afinal, a simplificação das etapas facilita o acesso ao crédito e gera mais rapidez e eficiência para obter os recursos.

Além disso, é possível contar com estrutura e segurança sem precisar enfrentar muita burocracia. Com a Laqus, o emissor tem apoio de uma instituição depositária, o que garante a ajuda na execução dos processos. Ademais, é uma forma de tornar a oferta mais atraente para os investidores.

Se você escolher a oferta privada, note que é importante ter atenção à divulgação. O mais comum é que o processo seja feito de maneira limitada, para evitar a caracterização de uma oferta pública. Afinal, isso levaria ao cumprimento das obrigações desse tipo de procedimento.

Agora você sabe o que é uma oferta pública e o que é uma oferta privada. Como vimos, elas apresentam diferenças nos custos e na burocracia e podem ser usadas em diferentes contextos. Analisar cada uma das possibilidades é essencial para decidir como fazer o lançamento de valores mobiliários.

Este artigo foi útil para você? Se quiser saber mais sobre as ofertas privadas, entre em contato com o nosso time da Laqus!

O avanço do setor tecnológico traz novidades que também são voltadas para quem deseja investir ou realizar operações financeiras com mais vantagens. Uma dessas possibilidades envolve a tokenização de ativos, que pode ser bastante versátil.

Mas, para considerar o uso desse processo, é importante conhecê-lo e saber como ele funciona. Assim, você pode analisar se faz sentido utilizá-lo como investidor ou na hora de efetuar a captação de recursos para uma empresa, por exemplo.

Na sequência, descubra o que é a tokenização de ativos e veja o que essa alternativa pode oferecer!

O que é um token?

Um token é a representação digital e negociável de um ativo tangível ou intangível. Ou seja, é como se o token fosse um elemento que carregasse o valor de um ativo referenciado — qualquer que seja ele.

Em geral, esse token faz parte de uma estrutura voltada para a negociação. A mais conhecida é o blockchain, que consiste em uma metodologia criptografada de transmitir informações digitais.

Funciona assim: quando uma operação é realizada, o registro é feito em um bloco, que tem um código de identificação único. Quando o bloco é totalmente “preenchido”, outro é criado. O próximo bloco sempre carrega o próprio código (chamado hash) e o código do bloco anterior.

Isso permite criar uma corrente de blocos interligados, o que ajuda a garantir a segurança e diminui os riscos de fraudes. Por conta dessa questão, o blockchain permite tanto a negociação de ativos digitais quanto a execução de contratos inteligentes, por exemplo.

O que é tokenização?

Agora que você entende o que é um token, é possível compreender o processo de tokenização de ativos. Essa etapa corresponde à transformação de um ativo em partes menores (os tokens), que são negociadas digitalmente.

Como você verá, existem diferentes tipos de token, mas a tokenização tem um funcionamento geral semelhante. A ideia, portanto, é permitir que mais pessoas negociem pequenas partes de um ativo com valor atrelado.

Guardadas as devidas proporções do mercado de capitais, é como uma empresa que divide parte do seu capital social em ações negociáveis, por exemplo. A diferença é que o processo tende a ser mais simples e descentralizado, além de não se limitar a um ativo financeiro.

Como funciona o processo de tokenização?

Outro ponto importante sobre a tokenização envolve conhecer como ela ocorre. A tokenização de ativos acontece em etapas estruturadas, começando pela identificação do ativo que será tokenizado.

É preciso passar por um processo que contempla questões jurídicas, como a definição das partes envolvidas e do bem que será dividido em partes menores. A criação efetiva do token ocorre via blockchain, por meio de um dos contratos inteligentes.

Assim, é lançado um novo ativo digital em uma rede pública, que serve para a escrituração das operações e de suas informações. As negociações dos tokens acontecem em plataformas específicas — que têm surgido em números cada vez maiores, a partir do avanço desse processo tecnológico.

Quais são exemplos de tokenização de ativos no mercado?

Apesar de a criação de tokens ser relativamente recente, é possível encontrar usos consolidados dela no setor tecnológico.

A seguir, confira quais são algumas alternativas que já existem no mercado e como elas funcionam!

Moedas digitais

O exemplo mais conhecido de tokenização de ativos envolve as moedas virtuais, como o bitcoin. Elas podem ser negociadas digitalmente e têm valor atrelado ao volume de negociação e de interesse por parte dos investidores.

No caso da ethereum, o conceito de token fica ainda mais evidente. Ela é, na verdade, uma plataforma, enquanto o ether é o token que serve como moeda virtual. Logo, negocia-se ether — e não ethereum.

NFTs

Um token não fungível (NFT) está relacionado a um ativo que não pode ser substituído. É o que acontece com uma obra de arte ou com uma ilustração digital, por exemplo.

O NFT, então, funciona como um tipo de certificado de autenticidade referente ao registro desse ativo. Obras de arte físicas têm certificados de originalidade, o que garante que elas sejam únicas e o que faz com que tenham valor. O NFT é semelhante, mas existe de maneira digital.

Tokens agrícolas

A tokenização de ativos já chegou até mesmo ao segmento do agronegócio. É possível acompanhar, por exemplo, a criação de tokens financeiros que estão atrelados ao preço de commodities agrícolas e permitem o investimento com mais facilidade.

Também existe a emissão de tokens voltados à Cédula de Produto Rural (CPR) digital. Com isso, a tendência é que a negociação entre as partes seja simplificada, ao mesmo tempo em que estimula o segmento.

Por que é importante entender esse processo?

Agora que você sabe como funciona a tokenização de ativos e para que serve, vale entender por que é relevante conhecê-la. Esse é um avanço do mercado tecnológico que pode trazer novas oportunidades tanto para quem investe quanto para empresas que desejam captar recursos.

A tokenização também tem vantagens ligadas à praticidade de negociação e à transparência, devido ao registro público das transações. Além disso, o processo pode auxiliar a diminuir os custos para os envolvidos e ajudar na rastreabilidade logística.

Ainda, a tokenização pode ser uma forma de investir em tecnologia, aproveitando o potencial de crescimento desse setor. Porém, também é preciso ter atenção com os riscos envolvidos, já que a volatilidade tende a ser mais elevada.

Ao mesmo tempo, é necessário considerar as questões referentes à regulamentação. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) desenvolveu um ambiente de testes, onde têm sido conduzidos experimentos de tokenização, fora da regulamentação.

Futuramente, eles podem apresentar regras específicas para o mercado brasileiro. Portanto, é preciso ter atenção com esse aspecto, já que os tokens ainda não são regulamentados como investimentos tradicionais no Brasil.

Como você viu, a tokenização é um processo que pode facilitar a negociação de ativos, de modo digital e transparente. Porém, antes de recorrer a ela é preciso considerar os riscos envolvidos e verificar se o processo atende às suas necessidades.

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Cada segmento de mercado apresenta obstáculos próprios para o alcance de objetivos estratégicos. No setor logístico, isso não é diferente. Existem algumas barreiras ligadas a ele que podem afetar o desenvolvimento do negócio.

Conhecer essas dificuldades é o primeiro ponto para encontrar a melhor maneira de resolvê-las. Nesse sentido, uma das possibilidades é a captação de recursos. Com mais dinheiro, é possível fazer os investimentos necessários para impulsionar a companhia.

A seguir, conheça os principais desafios encontrados no segmento logístico e entenda como pode ocorrer a captação de recursos para superá-los!

Quais são as principais dores do setor logístico?

Dentro da área logística, existem diferentes dificuldades e obstáculos que podem afetar os resultados do negócio. Por exemplo, é comum que existam problemas em relação ao espaço e controle de armazenamento.

Geralmente, também surgem questões sobre o transporte — o que envolve a segurança, rastreabilidade, eficiência e cumprimento de prazos. Ainda, podem aparecer pontos de atenção ligados aos equipamentos da empresa.

Para entender melhor, considere as demandas dos veículos do negócio. É necessário organizar a manutenção preventiva, realizar eventuais manutenções corretivas e coordenar a atualização ou expansão das frotas, por exemplo.

Também é preciso considerar possíveis dificuldades para unir as áreas diversas da logística, garantindo um movimento integrado na empresa. Vale notar que esses obstáculos não se limitam a negócios que atuam estritamente no segmento logístico, como transportadoras.

Diversas empresas têm um setor interno de logística — como companhias de varejo. Elas precisam cuidar do estoque e, por vezes, da movimentação de produtos para atender à demanda. Embora a logística não seja a atividade-fim do negócio, é parte importante da estratégia comercial.

Quais investimentos podem ajudar a solucionar essas questões?

Como você acompanhou, o universo logístico tem desafios que devem ser considerados e superados. Para solucioná-los, faz sentido realizar investimentos na estrutura e nos processos da empresa. Assim, as dores podem ser convertidas em oportunidades.

Nesse sentido, os desafios de estoque podem ser superados com a ajuda de recursos de controle de entrada e saída do armazenamento, por exemplo. Também existe a possibilidade de estabelecer métodos de gerenciamento do estoque e mudanças no layout de armazenagem.

O transporte, por sua vez, pode ser otimizado pelo investimento em sistemas de rastreio e monitoramento em tempo real (telemetria). A roteirização dos transportes e a contratação de seguros específicos também costumam ajudar — especialmente, em relação à segurança.

Para integrar o universo do transporte e do armazenamento, uma ideia interessante é contar com soluções de gerenciamento logístico. O uso de um software ajuda a automatizar tarefas — desde a emissão de documentos à criação e ao acompanhamento de um plano de manutenção.

Como a captação de recursos é importante para otimizar o setor logístico?

Acabamos de ver que realizar investimentos estratégicos no setor logístico é fundamental para superar os principais obstáculos dele. Para isso ser possível, a empresa deve dispor do dinheiro necessário para concretizar os planos de melhoria.

Porém, empresas de diferentes portes podem encontrar dificuldades em ter recursos disponíveis quando há problemas na logística. Afinal, muitos resultados financeiros dependem desse setor. Se ele for menos eficiente, o desempenho das finanças também é afetado.

Para resolver a questão, é possível focar na captação de recursos. Com outras fontes financeiras, o dinheiro obtido pode ser direcionado para o crescimento da empresa. Desse modo, fica mais fácil superar os obstáculos e consolidar um desempenho alinhado à estratégia estabelecida.

Como captar recursos para impulsionar o negócio?

Considerando que a obtenção de recursos pode ajudar a impulsionar o setor logístico, é preciso saber como essa dinâmica pode ser implementada. Na prática, existem diferentes formas de atrair capital — embora nem todas sejam adequadas a todas as empresas.

A seguir, veja quais são as principais alternativas para captação de recursos e entenda o que considerar para decidir entre elas!

Financiamentos

Os financiamentos são produtos financeiros que funcionam como empréstimos. Eles oferecem a liberação de um montante financeiro, em troca de pagamentos parcelados sobre os quais incidem a taxa de juros.

No entanto, essa alternativa é pouco dinâmica, pois exige uma extensa análise de crédito e requer que os recursos sejam utilizados de maneira específica. Além disso, o financiamento é a modalidade mais cara entre as formas de captação.

FIIs

Os fundos de investimento imobiliário (FII) também podem servir para a captação de recursos do setor logístico. Eles são fundos que investem a maior parte do dinheiro em ativos do segmento de imóveis — podendo ser propriedades físicas ou não.

Para as empresas que desejam obter recursos, uma opção pode ser adotar o modelo sale and leaseback (SLB). Essa operação consiste em vender um imóvel (como um galpão logístico) para um FII e, em seguida, alugar esse mesmo imóvel.

Logo, você pode vender o bem e manter o seu uso, mediante o aluguel. Essa é uma forma de transformar o ativo em dinheiro líquido. Porém, a alternativa pode ser pouco acessível para companhias menores.

Debêntures

As debêntures são títulos de dívida emitidos por empresas, mediante registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Elas são investimentos de renda fixa, com rentabilidade prefixada, pós-fixada ou híbrida. Em geral, as debêntures apresentam prazos mais longos e baixa liquidez.

Quando esses títulos são emitidos por empresas ligadas ao segmento de infraestrutura — como aquelas que atuam exclusivamente no setor de logística —, eles podem ser debêntures incentivadas e oferecer isenção de Imposto de Renda (IR) para pessoa física.

IPO

No mercado de capitais, outra maneira de captar recursos envolve a oferta pública inicial (IPO). Esse é o processo de abertura de capital na bolsa de valores, mediante a venda de ações.

Apesar de ser uma alternativa para captar altos montantes financeiros, o IPO envolve um procedimento longo e que tende a envolver custos mais elevados.

Com isso, ele pode não ser uma opção para pequenas e médias empresas — e mesmo grandes companhias podem ter dificuldades de ter acesso essa alternativa.

Notas comerciais

Entre as opções do mercado para a obtenção de recursos, existem as notas comerciais ou commercial papers. Elas consistem em uma espécie de compromisso de pagamento, firmado entre o emissor e quem empresta o dinheiro.

A rentabilidade das notas comerciais também pode ser prefixada, pós-fixada ou híbrida, já que esse é um investimento de renda fixa. Além disso, não possuem prazo máximo para emissão.

Logo, essa é uma alternativa para captar recursos de curto prazo, com previsibilidade e economia — em especial, em relação ao financiamento. Ademais, é uma escolha versátil, que permite o uso do dinheiro segundo os interesses. Por isso, as notas comerciais podem ser as mais vantajosas para companhias do setor logístico.

Conseguiu entender como o setor logístico pode obter recursos para vencer os desafios cotidianos? Entre as soluções, o destaque fica para a nota comercial, que oferece praticidade de emissão, atratividade para os investidores e potencial para empresas de diferentes portes angariarem recursos.

Quer conhecer melhor as formas de captar dinheiro para o seu negócio? Fale conosco da Laqus e saiba mais!

A inflação é um dos principais indicadores econômicos de um país. Ela representa o avanço contínuo e generalizado de preços de produtos e serviços, então impacta diretamente o cotidiano. Em um contexto de inflação mais elevada, buscar investimentos atrelados a ela pode ser interessante.

Desse modo, é possível proteger a carteira de maneira simples e efetiva. Porém, antes de investir, é necessário compreender como funcionam as aplicações desse tipo e como elas podem ajudar na sua estratégia de investimento para tomar decisões mais acertadas.

Neste artigo, você conhecerá 3 investimentos atrelados à inflação que podem compor e proteger o seu poder de compra. Confira!

Por que é importante proteger a carteira da inflação?

Como a inflação envolve uma medida de avanço de preços, ela também está relacionada ao valor do dinheiro ao longo do tempo. A tendência é que o aumento nesse indicador resulte em uma diminuição do valor da moeda. Logo, há uma perda do poder de compra, afetando diretamente o seu patrimônio.

Já em relação aos investimentos, especificamente, é preciso considerar os conceitos de rentabilidade nominal e rentabilidade real. A rentabilidade nominal corresponde à variação bruta entre o valor obtido ao final do investimento e o montante alocado inicialmente.

Por outro lado, a rentabilidade real desconta a inflação do retorno nominal. Desse modo, quanto maior for a inflação, menor será o resultado realmente obtido com o aporte. Em períodos de grande aumento desse indicador, há o risco de a rentabilidade real ser negativa.

Isso significa que, embora tenha havido rendimento sobre o patrimônio alocado, ele não foi suficiente para superar a perda do poder de compra. Nesse tipo de cenário, o seu patrimônio, além de não avançar realmente, sofre uma retração.

Como proteger o portfólio da inflação?

Considerando o impacto da inflação sobre o portfólio, é essencial tomar medidas que ajudem na proteção do patrimônio dos seus efeitos. Uma das formas de fazer isso é buscando investimentos que rendam acima desse indicador.

A ideia é encontrar aplicações que tenham um rendimento garantido que fique acima da taxa de avanço de preços da economia. Para tanto, é possível recorrer às alternativas de renda fixa, que apresentam a lógica de rentabilidade para o investidor antes do aporte.

Assim, você pode buscar investimentos que tenham a rentabilidade atrelada à inflação. Desse modo, há como garantir um avanço real dos seus recursos, mesmo quando o indicador estiver elevado.

3 aplicações financeiras do crédito privado atreladas à inflação

Com o que você conferiu até aqui, é possível perceber as vantagens de realizar investimentos que ofereçam proteção contra o impacto da inflação. Para tanto, vale considerar buscar alternativas do crédito privado, que faz parte da renda fixa.

Com os títulos disponíveis, há como encontrar saídas de como investir na inflação e se proteger do cenário. A seguir, conheça quais são essas possibilidades!

1. CRI

O certificado de recebíveis imobiliários (CRI) é um tipo de título de renda fixa atrelado ao mercado de imóveis. Ele é emitido a partir da cessão de direitos creditórios de uma empresa do setor, em troca da antecipação de recebíveis.

Então, a empresa (cedente) dá o direito à emissora do CRI de receber os valores que serão pagos pelos clientes (sacados) no futuro. Nesse ponto, os direitos são transformados em títulos por um processo conhecido como securitização, e passam a ser negociados no mercado.

Para haver a proteção da inflação, o rendimento deve ser híbrido. Ou seja, composto por uma taxa fixa mais a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Normalmente, esse investimento tem um prazo mais longo e menos liquidez. Porém, também pode oferecer um retorno maior que os demais títulos de renda fixa, o que ajuda na composição do portfólio.

2. CRA

Já o certificado de recebíveis do agronegócio (CRA) é semelhante ao CRI, mas tem como diferença o setor de atuação. No caso, o CRA é baseado nos direitos creditórios de empresas ligadas ao segmento do agronegócio.

A dinâmica do investimento é igual à do CRI, então ele apresenta as mesmas vantagens. Ademais, tanto o CRA e quanto o CRI são isentos de Imposto de Renda (IR) para a pessoa física. Logo, é possível obter uma rentabilidade líquida maior e favorecer a conquista do retorno real sobre o patrimônio alocado.

3. Debêntures

Já as debêntures são títulos de dívida emitidos por sociedades anônimas de diferentes segmentos. As companhias emitem esses títulos para captar recursos para suas atividades e, em troca, pagam o retorno combinado. Se ele for atrelado à inflação, oferece proteção contra um cenário de alta no indicador.

É comum que as debêntures tenham prazos de vencimento de 2 anos ou mais, além de baixa liquidez. Porém, elas podem oferecer um potencial de ganhos maior que o de outros títulos atrelados à inflação.

Vale notar que existem debêntures de diferentes tipos. Veja as principais:

  • debêntures comuns: são tributadas pelo Imposto de Renda;
  • debêntures incentivadas: são emitidas por empresas ligadas à infraestrutura e são isentas de IR;
  • debêntures conversíveis: permitem o pagamento de retorno em ações da companhia emissora;
  • debêntures permutáveis: permitem que o pagamento ocorra em ações de outra empresa;
  • debêntures simples: são aquelas que não podem ser convertidas em ações;
  • debêntures perpétuas: não têm prazo certo de vencimento e oferecem condições de pagamento contínuo de retorno.

Como escolher investimentos diante de uma inflação alta?

Agora que você sabe onde investir com a inflação alta, é importante entender como escolher entre as alternativas do mercado financeiro. O primeiro passo envolve a análise do perfil de investidor. Embora essas opções apresentadas sejam de renda fixa, elas têm riscos maiores que outros títulos.

Isso acontece porque elas não têm cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Logo, é preciso conferir se essa característica está alinhada ao seu nível de tolerância aos riscos.

Além disso, é necessário considerar os objetivos financeiros. Como esses são títulos com prazo maior e liquidez reduzida, é comum que sejam mais adequados para quem pode manter o dinheiro aplicado por mais tempo.

Por outro lado, as alternativas que você conferiu podem ajudar na composição de uma carteira de investimentos diversificada — e com maior proteção em relação à variação do IPCA. Com isso em mente, é possível selecionar os títulos mais alinhados com a sua estratégia e necessidades.

Neste artigo, você viu 3 possibilidades de investimentos atrelados à inflação que podem oferecer proteção contra a perda do poder de compra. Antes de aplicar o dinheiro, vale considerar as características dos títulos, do perfil de investidor e dos seus objetivos para fazer escolhas adequadas para o portfólio.

Quer saber mais sobre essas alternativas? Fale com um especialista Laqus e entenda como podemos ajudar!

NA MÍDIA – Suno | Abril de 2022

O mercado de capitais está em um momento de transformação, especialmente das relações entre seus participantes, pois há novas plataformas de acesso surgindo e isso pode mudar a dinâmica que conhecemos hoje. Dentro das empresas, aqueles que ocupam cargos de liderança e decisão já contam com experiências pessoais alinhadas à nova economia, transformada pelo desejo da conveniência ao usuário e pela integração de serviços em benefício da melhor experiência. Novos marketplaces surgem a cada dia e estamos nos acostumando a consumir de ecossistemas, e não mais de empresas.

São pessoas que começam a buscar uma jornada similar para as relações profissionais e maneiras de ter acesso ao mesmo nível de serviço e conveniência para as empresas em que trabalham. É neste contexto que o mundo crypto e suas tecnologias de base estão ganhando terreno.

Hoje, a tokenização é a ponta deste iceberg, pois há uma série de benefícios à conveniência e redução de custo, como registros, controles e titularidade viabilizados fora do mundo físico, em que necessitamos de carimbos, selos e burocracia. Por vezes, isso faz com que o acesso ao mercado de capitais não seja muito diferente da experiência vivida por Dom João VI ao desembarcar no Brasil, na medida em que precisou financiar junto aos ingleses boa parte das despesas da corte.

O acesso ao capital tende ainda a estar concentrado nos bancos, pois esta é nossa cultura e organização do capital no Brasil. Porém, à medida que for mais simples para as empresas buscar e comparar as alternativas, vamos transferindo o poder de decisão ao usuário e melhorando o cenário competitivo, seja no setor bancário, seja no mercado de capitais.

Temos ainda fontes de recursos externas (investidor estrangeiro), fundos de investimento locais e outras possibilidades que podem ser exploradas, mas é notável o anseio das companhias por melhores soluções pensadas para elas, que lhes entreguem conveniência e transparência. A descentralização da informação e finanças deve refletir isso, e não um ambiente anárquico, regulado ou não, que gere insegurança jurídica e afaste o investidor, pois estaríamos construindo paredes e não pontes entre os agentes de mercado.

O risco é toda situação indesejável e incontrolável que pode ocorrer e afetar os resultados nos investimentos. Para lidar com cenários desse tipo, é preciso saber o que é a gestão de risco e como essa ferramenta funciona.

O gerenciamento pode ser adotado de diversas formas nos investimentos de pessoas físicas e jurídicas. Assim, é possível garantir uma percepção melhor e mais preparo para alcançar o desempenho buscado na carteira.

Na sequência, descubra o que é a gestão de risco para investimentos e entenda quais são os pontos para considerar em relação a ela!

O que é a gestão de risco e para que ela serve?

A gestão de riscos é um conjunto de estratégias que serve para identificar os riscos e definir meios de mitigar suas ocorrências e seus efeitos. Esse gerenciamento, portanto, envolve uma análise inicial do nível tolerável de riscos.

Além disso, é preciso analisar quais são as situações que os riscos podem ocorrer. Logo, a gestão prevê a elaboração de um plano — que pode servir tanto para evitar o aumento do nível de riscos quanto para diminuir os impactos, caso eles se concretizem.

É importante notar que a gestão de risco não tem origem nos investimentos. Ele costuma ser executado por pessoas jurídicas, em diferentes contextos. Nesse sentido, são avaliadas questões no aspecto financeiro, operacional, estratégico, mercadológico e outros.

Também é comum que uma gestão de risco empresarial dê origem a medidas de compliance e alinhamento. Desse modo, a companhia passa a ter mais controle sobre essas situações, além de direcionamento e alinhamento sobre a forma de agir.

O que é a gestão de risco nos investimentos?

Como você viu, o gerenciamento de risco pode ser feito de diversas maneiras — em especial, no contexto corporativo. Além desses quadros, vale saber que ele pode ser adotado na realização de investimentos, sendo válido para investidores físicos ou empresas.

Quando se fala de investimentos, a gestão envolve a análise dos riscos que existem em qualquer tipo de investimento. Logo, a ideia não é evitar ou neutralizar totalmente os riscos, pois esse movimento não é realmente possível.

Em vez disso, o gerenciamento é feito de modo a planejar a composição do patrimônio e diluir riscos na medida do possível. Uma das formas de alcançar essa meta é garantindo que a carteira esteja alinhada em relação às necessidades de segurança de cada investidor.

Por que é importante entender esse conceito?

Devido ao seu papel nos investimentos, conhecer a gestão de risco é essencial para qualquer tipo de investidor. A partir dela, é possível identificar ameaças financeiras e os impactos que elas podem causar na carteira e no patrimônio, de maneira geral.

Assim, o conceito ajuda na escolha dos investimentos. É viável, por exemplo, priorizar uma aplicação financeira menos arriscada quando o objetivo é ter mais segurança. A gestão também é uma forma de identificar os melhores investimentos para as características do investidor — como perfil e objetivos.

No geral, compreender a gestão de risco pode ajudar a proteger o patrimônio e a tomar decisões adequadas quanto aos ativos e às operações. Assim, é possível aproveitar as oportunidades do mercado financeiro de maneira alinhada à sua tolerância ao risco.

Para profissionais do mercado financeiro, conhecer o conceito e saber como aplicá-lo também é essencial. Um agente autônomo de investimento (AAI), por exemplo, deve saber como orientar os investidores a gerenciarem o risco da carteira.

Dessa forma, o assessor pode prestar um suporte mais adequado, tanto para pessoas físicas quanto para pessoas jurídicas que desejam compor uma carteira equilibrada. Sem dúvida, esse é um dos pontos mais importantes na hora de atender investidores.

Como aplicar a gestão de risco nos investimentos?

Com base no que você viu até aqui, é possível perceber a importância da gestão de risco. Por isso, é preciso ter atenção para colocá-la em prática e ajudar seus clientes a obterem a respectiva proteção em relação à carteira e à estratégia de investimentos.

Quer saber como esse processo deve ser feito? Descubra quais são as etapas mais importantes para acertar no gerenciamento de risco dos investimentos!

Análise do perfil de investidor

O primeiro aspecto envolve conhecer qual é o perfil de investidor. Ele serve para indicar o nível de tolerância ao risco de cada pessoa ou empresa. Nesse sentido, o investidor pode ser conservador, moderado ou arrojado.

Com essa definição, é possível identificar quais podem ser os melhores investimentos para atender à tolerância aos riscos do investidor. Assim, o assessor de investimentos precisa se guiar pelo perfil para apresentar alternativas alinhadas com a capacidade que o cliente tem de correr riscos.

Definição de objetivos financeiros

Um bom gerenciamento de risco também envolve os objetivos financeiros e seus respectivos prazos. Pensando na diluição de riscos, por exemplo, pode ser interessante que alternativas mais arriscadas sejam vistas para o longo prazo.

Já se o objetivo for de curto prazo, buscar uma aplicação financeira mais segura pode ser o ideal. Portanto, é possível realizar um gerenciamento alinhado de acordo com os objetivos e interesses de cada investidor.

Compreensão dos investimentos e seus riscos

Para gerenciar os riscos ao investir, também é essencial conhecer os investimentos disponíveis e suas características. Dessa forma, é possível compreender qual é a relação entre risco e retorno, o prazo e demais questões relevantes.

Nesse aspecto, o papel do profissional do mercado financeiro é especialmente relevante. O AAI é capacitado para apresentar diferentes oportunidades, explicando para o investidor seu funcionamento e os riscos. Assim, quem investe pode definir qual é a melhor alternativa para o seu portfólio.

Diversificação de carteira

Independentemente do nível de tolerância ao risco, todo investidor deve diversificar a carteira. Essa decisão ajuda a evitar a concentração de recursos em poucas condições e pode diminuir parte dos riscos.

Para fazer a diversificação, é necessário considerar os aspectos dos investimentos e da estratégia definida para o gerenciamento de riscos. Assim, a carteira passa a ter as características adequadas a cada investidor.

Agora você sabe o que é a gestão de risco e como ela pode ser aplicada nos investimentos. Devido à sua importância, o gerenciamento deve ser usado tanto por investidores quanto por profissionais do mercado financeiro, de modo que seja possível encontrar a melhor configuração para cada caso!

Essas informações foram úteis para você? Se quiser entender melhor as oportunidades disponíveis para a diversificação, fale conosco da Laqus!

 

A captação de recursos por parte das empresas não precisa se limitar à busca de produtos bancários. É possível utilizar os diferentes instrumentos financeiros existentes, entre os quais estão o contrato de mútuo e a nota comercial.

Embora ambos sirvam como um compromisso de pagamento por parte da companhia que capta recursos, as opções têm diferenças relevantes. Ao conhecê-las, você pode definir qual é a melhor alternativa para o seu empreendimento.

Neste artigo, você saberá mais sobre essas possibilidades e entenderá se o melhor é optar pelo contrato de mútuo ou pela nota comercial. Confira!

O que é o contrato de mútuo e para que serve?

O contrato de mútuo é um instrumento legal que permite o empréstimo entre dois ou mais particulares. Ou seja, por meio dele uma empresa pode obter recursos de um sócio ou de investidores, em troca de um pagamento com condições previamente estabelecidas.

O funcionamento desse contrato começa pelo estabelecimento de duas partes importantes: o mutuante (quem empresta os recursos) e o mutuário (quem toma os recursos). É possível que mutuante e mutuário sejam duas pessoas físicas, duas pessoas jurídicas ou uma pessoa física e outra jurídica.

No contrato, também é preciso estabelecer o prazo para pagamento dos recursos e a taxa de juros a ser considerada. Além disso, é possível incluir a finalidade de uso dos recursos — embora essa informação não seja obrigatória.

Em caso de atrasos ou inadimplência, pode haver a cobrança de multa e de atualização monetária. A execução pode ser extrajudicial e, portanto, não exige abertura de processo.

O contrato de mútuo conversível, por sua vez, permite que o mutuante escolha se deseja se tornar sócio da empresa após o prazo do empréstimo. Nesse cenário, o mutuante define se quer participar da sociedade ou se pretende recuperar o investimento na forma de dinheiro.

O que é a nota comercial e para que serve?

Assim como o contrato de mútuo, a nota comercial ou commercial paper é uma alternativa para uma empresa que deseja captar recursos. Porém, essa é uma opção que faz parte do mercado de capitais e tem características específicas.

A nota comercial funciona como um título de dívida, que permite que o investidor disponibilize recursos para a empresa emissora, com características estabelecidas diante das condições especificadas.

Nesse sentido, os commercial papers devem ser emitidos de modo a constar dados como a identificação do credor, valor disponibilizado, taxa de juros e prazo de pagamento. Se for o caso, é possível incluir garantias — o que tende a melhorar a classificação do título e tornar o crédito mais barato.

Assim como acontece com o contrato de mútuo, a nota comercial pode ser executada extrajudicialmente, caso o valor não seja pago conforme as condições apresentadas.

Quais as principais diferenças entre eles?

Como você viu até aqui, o contrato de mútuo e a nota comercial têm semelhanças pontuais. No entanto, eles também diferem em pontos distintos, os quais devem ser considerados para que seja viável escolher qual é a melhor opção para sua empresa.

A seguir, confira quais são as principais diferenças entre eles!

Rentabilidade

A rentabilidade do contrato de mútuo é, normalmente, definida por uma taxa de juros fixa, prevista entre as partes. No caso da nota comercial, há três possibilidades de retorno: prefixado, pós-fixado ou híbrido.

Isso acontece porque esse é um investimento de renda fixa que faz parte do mercado de capitais. A rentabilidade prefixada, por exemplo, é estabelecida antecipadamente por uma taxa de juros.

Já a rentabilidade pós-fixada costuma acompanhar um indicador, como o Certificado de Depósito Interbancário (CDI). Na rentabilidade híbrida, é comum que o retorno seja dado por uma taxa de juros mais a variação de um indicador — sendo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) o mais comum.

Prazo

Outra diferença entre o contrato de mútuo e as notas comerciais envolve o prazo. No contrato, ele é acordado livremente entre as partes, então cada tipo tem um funcionamento específico.

Na nota comercial, o prazo parte de 180 dias e não possui prazo máximo. Como consequência, a empresa pode ter mais visibilidade quanto à captação de recursos — o que pode favorecer a gestão financeira sobre as contas a pagar.

Regulamentação

Até aqui, você viu que tanto o contrato de mútuo quanto a nota comercial são legais. Contudo, existem diferenças quanto à regulamentação entre eles. No caso do contrato de mútuo, não há a verificação por nenhuma autoridade competente, sendo esse um contrato feito seguindo o Código Civil.

Já as notas comerciais são regulamentadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), um dos principais órgãos do mercado financeiro brasileiro. Com isso, ambas as partes podem ter mais segurança quanto à atuação e ao recebimento dos recursos.

Qual a melhor opção para empresas que buscam recursos?

Depois de conferir as principais características sobre o contrato de mútuo e as notas comerciais, é possível definir a solução mais adequada para a sua empresa. No geral, as notas comerciais costumam ser mais atraentes, devido às condições que apresentam.

Afinal, como você viu, trata-se de títulos do mercado de capitais, que oferecem mais proteção para as partes envolvidas. Isso pode ajudar a atrair mais investidores, ao mesmo tempo que garante proteção jurídica para o negócio.

Também há o fato de haver mais previsibilidade quanto aos prazos, cujos limites são pré-estabelecidos. Essa dinâmica pode otimizar a gestão financeira e, assim, garantir um resultado melhor para a empresa.

Outro ponto positivo da nota comercial é a flexibilidade da sua utilização. Ela é especialmente útil para recursos de curto prazo, como capital de giro ou despesas pontuais. Desse modo, há como evitar o endividamento prolongado do negócio.

Ao mesmo tempo, ela é uma alternativa que pode ter juros mais baratos que outras formas de captação — até no caso do contrato de mútuo. Assim, o empreendimento consegue diminuir os custos com a obtenção do crédito.

Ainda, a nota comercial pode facilitar a captação de investidores. Como os commercial papers permitem a troca de credor, tende a ser mais fácil encontrar interessados e obter os recursos.

Neste artigo, você descobriu o que são o contrato de mútuo e a nota comercial. Considerando as diferenças entre eles, a nota comercial se mostra especialmente vantajosa — então, vale a pena considerar a alternativa para seu empreendimento captar recursos.

Essas informações foram úteis? Se quiser conhecer as opções disponíveis para o seu  negócio, entre em contato conosco da Laqus!

A bolsa de valores é um ambiente de negociação para diversos ativos e, entre eles, estão as ações. Para entender esse tipo de investimento, entretanto, é necessário saber o que é uma empresa de capital aberto.

Afinal, é essa mudança sobre o capital social que possibilita que investidores participem dos resultados dos empreendimentos. Ao mesmo tempo, vale saber que essa não é a única alternativa existente no mercado de capitais para investir em empresas.

Por isso, entenda o que é um negócio com capital aberto e descubra quais são as outras possibilidades de investimento!

O que é uma empresa de capital aberto?

Uma companhia de capital aberto representa um empreendimento cujas ações são negociadas na bolsa de valores. Isso significa que qualquer investidor interessado em comprar os papéis disponíveis e se tornar um acionista.

Como o investidor passa a ser um sócio da empresa, ele assume os riscos da companhia. Porém, também é possível se beneficiar de uma possível valorização dela e, portanto, do aumento de preço das ações. Também há chances de receber proventos, como os dividendos.

Como funciona o processo de abertura de capital?

Além de entender o que são empresas de capital aberto, é preciso compreender como ocorre esse processo de abertura. Na prática, a compra e venda de ações na bolsa acontece a partir da oferta pública inicial (IPO).

Porém, antes de fazer um IPO, o negócio deve atender a diversas obrigações previstas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Logo, no Brasil, as empresas de capital aberto precisam cumprir todas as regras desse órgão regulamentador.

Entre elas, estão o pedido de registro, a apresentação de dados e relatórios e a realização de auditorias. Também ocorrem processos para identificar os interesses do mercado na empresa e para precificar as ações.

Uma vez que ocorra o IPO, a gestão deve ser transparente, atendendo aos critérios da governança corporativa. Assim, as decisões das empresas listadas na bolsa envolvem o conselho administrativo formado por todos os sócios. Já os resultados, como o balanço patrimonial, são divulgados trimestralmente para todo o mercado.

Quais as diferenças entre empresas de capital aberto e fechado?

O próximo aspecto para entender sobre uma empresa de capital aberto é a diferença que existe para uma companhia de capital fechado. Na prática, a principal distinção é o tipo de participação que pode existir em relação aos sócios.

Como você viu, as empresas com ações negociadas na bolsa de valores podem receber investimentos de qualquer interessado em adquirir os papéis. Já em um empreendimento de capital fechado, a participação depende de um acordo de aquisição de parte da companhia.

Então, embora em ambos haja uma divisão do controle, a empresa de capital fechado pode decidir quem participará do negócio.

Quais são as vantagens da abertura de capital?

Passar por todo o processo para abrir o capital é vantajoso tanto para a empresa quanto para os investidores. Uma companhia que realiza esse procedimento consegue captar dinheiro pela venda das ações emitidas. Com isso, ela terá recursos para investir em processos de expansão, melhoria ou fortalecimento, por exemplo.

Para o investidor, existe a chance de participar dos resultados das empresas listadas na bolsa. Além de ter a oportunidade de lucrar com a valorização, há outras formas de obter retorno, como o recebimento de dividendos. Nesse caso, o investidor recebe parte do lucro líquido do negócio.

Quais são os riscos e as desvantagens?

Apesar das vantagens, também existem riscos e pontos negativos que devem ser considerados em relação às empresas de capital aberto. Para a companhia, é preciso considerar a necessidade de ceder parte do negócio para os acionistas.

Afinal, o processo gera mudanças na estrutura societária, na tomada de decisão e no funcionamento geral. Ademais, é necessário atender a diversos critérios regulatórios e de transparência. Portanto, há uma mudança na forma de atuação da companhia.

Para os investidores, esse é um investimento de renda variável. Logo, não é possível prever se o aporte trará ganhos ou qual será o resultado obtido, existindo riscos de perdas financeiras.

Além disso, quem investe fica exposto às decisões e circunstâncias do negócio. O cenário pode afetar a atratividade da companhia e impactar seu valor de mercado.

Quais empresas podem abrir capital?

Após conhecer os pontos positivos e negativos da abertura de capital, vale saber que, teoricamente, toda empresa pode ter ações negociadas na bolsa. Não existem restrições quanto ao tamanho ou ao setor, desde que seja um empreendimento legítimo.

Porém, é preciso protocolar o pedido de registro na CVM, o que pode ser deferido ou não. Ainda, é necessário ter capacidade financeira e operacional para realizar todos os procedimentos exigidos até a abertura do capital.

Existem outras possibilidades de investir em empresas?

Até aqui, você viu que o investidor pode adquirir ações de uma empresa que é de capital aberto e participar do empreendimento. Porém, essa não é a única possibilidade para fazer investimentos que envolvem uma companhia.

Também existe a chance de recorrer aos títulos emitidos por empresas, os quais funcionam como um empréstimo. Nesse caso, quem aplica o dinheiro não se torna um acionista e, sim, uma espécie de credor do negócio.

No mercado de capitais, há diversas ferramentas que as empresas podem usar para captar recursos financeiros para seu patrimônio líquido. Há, por exemplo, o certificado de recebíveis do agronegócio (CRA) para empreendimentos desse setor.

Também existem as debêntures, que são títulos de dívida, e as notas comerciais, que funcionam como uma promessa de pagamento. Todas essas opções são aplicações de renda fixa e, por isso, tendem a oferecer previsibilidade e menos riscos que o investimento em ações.

No geral, saber como investir além da compra de ações é importante para o investidor que deseja diversificar ou atender melhor a seu perfil.

Para um profissional do mercado financeiro, como um assessor de investimentos, o conhecimento permite orientar os clientes acerca das alternativas de investimento — e mesmo as empresas sobre as alternativas para levantar recursos.

Com base no que você conferiu, foi possível aprender que uma empresa de capital aberto é uma companhia com ações vendidas na bolsa de valores. Essa é uma oportunidade para os investidores se tornarem sócios, mas existem outras formas de investimento que envolvem empresas — como os títulos de dívida.

Conseguiu compreender as características desse tipo de negócio? Se quiser conhecer melhor as oportunidades do mercado, fale conosco da Laqus!