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Administrar o próprio negócio envolve diversos desafios. É preciso entregar um serviço ou produto de excelência para o cliente, além de gerenciar operações internas da companhia. Nesse sentido, fazer o fluxo de caixa operacional é uma tarefa essencial.

Afinal, a área financeira de um negócio demanda bastante atenção. Se ela não estiver funcionando bem, toda a saúde da empresa fica comprometida. Portanto, esse conceito deve ser conhecido por todo empreendedor.

Neste artigo, você entenderá o que é o fluxo de caixa operacional e como estruturá-lo na sua empresa. Vamos lá?

O que é fluxo de caixa operacional?

Gerenciar os fluxos de uma empresa é uma das principais obrigações da rotina empresarial, já que essa atividade permite medir o retorno do negócio. De forma geral, todas as entradas e saídas da companhia são consideradas fluxos de caixa.

Nesse sentido, o fluxo de caixa operacional demonstra as receitas das vendas e as despesas geradas pela administração e produção. Isso inclui a compra de matéria-prima, o gasto com processos logísticos, os pagamentos dos funcionários e da energia elétrica, entre outros.

Assim, a ferramenta apresenta a variação do capital de giro e a rotina do negócio. Contudo, ele não considera investimentos, juros, variações de mercado e outros dados financeiros do tipo.

Para que serve e como funciona esse instrumento?

Agora que você sabe o que é o fluxo de caixa operacional, pode entender que ele serve para compreender qual é o mínimo de recursos que a empresa precisa para manter-se funcionando sem prejuízos.

Como você viu, o cálculo considera os gastos com mão de obra, água e luz, entre outras despesas. Ou seja, para calcular esse tipo de fluxo de caixa, é preciso somar o lucro antes de juros e impostos (LAJIR) à desvalorização e subtrair os impostos.

Logo, a fórmula é esta:

Fluxo de caixa operacional = (LAJIR + desvalorização) – impostos

Para compreender melhor, imagine que uma empresa tenha LAJIR igual à R$ 20 mil, uma desvalorização de R$ 2 mil e pague R$ 5 mil de impostos.

Nesse cenário, o cálculo fica:

Fluxo de caixa operacional = (R$ 20 mil + R$ 2 mil) – R$ 5 mil

Fluxo de caixa operacional = R$ 17 mil

Dessa forma, é possível concluir que o fluxo de caixa operacional dessa empresa é de R$ 17 mil. Mantendo esse valor positivo, a companhia pode traçar planos de longo prazo para o negócio. Afinal, esse resultado permite saber que as demandas e entregas estão em harmonia.

Como estruturar um fluxo de caixa operacional?

Como você viu, acompanhar o fluxo de caixa operacional é uma tarefa importante para as empresas, mas é comum surgirem dúvidas durante o processo.

Confira um passo a passo que pode ajudá-lo a estruturar essa tarefa:

Contabilize o saldo inicial

O primeiro passo é contabilizar quanto dinheiro a empresa tem em caixa. Com o saldo inicial em mãos, você poderá controlar melhor as entradas e saídas do negócio ao longo do tempo.

Registre as entradas e saídas

O saldo do caixa deve ser atualizado constantemente, incluindo o que entra e o que sai da empresa. Assim, todas as receitas e despesas devem ser lançadas para um melhor controle do fluxo de caixa.

Em relação às contas variáveis — como a de energia elétrica —, é interessante fazer o lançamento para ter uma projeção dos 12 meses seguintes. Dessa forma, quando houver um imprevisto, é possível agir antecipadamente.

Faça revisões

Após realizar o planejamento para os próximos 12 meses — que envolve lançar todas as despesas e receitas previstas —, é importante fazer uma revisão periódica dos planos. Isso porque o valor de um custo pode aumentar ou reduzir com o tempo, por exemplo.

Portanto, é fundamental que toda movimentação financeira da empresa seja lançada de forma atualizada no controle financeiro. Entre elas, estão ajustes de valores, novas despesas etc.

Categorize as receitas e despesas

Categorizar as receitas e despesas é essencial para entender exatamente quais são as suas maiores entradas e saídas. Assim, a análise fica mais rápida e eficiente — facilitando a definição de estratégias de economia, por exemplo.

O que fazer para aumentar a captação de recursos?

Após entender como estruturar o fluxo de caixa, você pode se interessar por aumentar a captação de recursos para melhorar os resultados do negócio. Para isso, é possível buscar soluções no mercado bancário, como empréstimos ou financiamentos.

Contudo, essas alternativas nem sempre atendem às necessidades do negócio, além de serem mais caras — especialmente pela cobrança de juros altos. Em contrapartida, existem opções no mercado de capitais, como títulos emitidos por empresas.

Diante das possibilidades, é viável encontrar uma alternativa adequada para o seu negócio. Confira as principais oportunidades do mercado:

Debêntures

As debêntures são títulos de dívida de renda fixa que podem ser emitidos pela empresa e devem proporcionar retorno prefixado, pós-fixado ou híbrido. Esse título não prevê um prazo de vencimento, mas, em geral, varia de 2 a 10 anos.

Como as debêntures públicas podem ser negociadas no mercado secundário, o investidor pode obter maior liquidez. Porém, o interesse pelo título dependerá da capacidade de pagamento do emissor e das condições da aplicação.

CRIs e CRAs

O certificado de recebíveis imobiliários e do agronegócio (CRI e CRA) são emitidos por securitizadoras e envolvem a antecipação de recebíveis. Assim, a empresa do ramo imobiliário ou do agronegócio busca uma securitizadora, que antecipa o pagamento de valores a receber.

A liberação de valores é realizada com um pequeno deságio e a instituição passa a deter os direitos creditórios. Com isso, eles são transformados em títulos disponibilizados no mercado financeiro.

Os CRIs e CRAs podem ser prefixados, pós-fixados ou híbridos e o pagamento aos investidores dependerá da quitação pelos clientes.

Notas comerciais

Também é possível obter recursos com o uso das notas comerciais. Elas funcionam como uma promessa de pagamento por parte do emissor para o investidor, que é responsável por disponibilizar os recursos. Assim, a companhia se compromete a pagar o montante acrescido de juros.

Uma das vantagens da emissão desse título é não haver a obrigatoriedade de garantia real, o que pode simplificar o processo. Além disso, a nota comercial possui retorno em curto prazo, fazendo com que ela seja especialmente adequada para obter capital de giro.

Agora você sabe o que é o fluxo de caixa operacional e pode começar a utilizá-lo na sua empresa. Lembre-se de que existem diversas alternativas disponíveis no mercado caso o empreendimento precise captar recursos para melhorar os resultados.

Quer conhecer melhor as oportunidades do mercado financeiro? Então entre em contato conosco da Laqus!

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é uma autarquia fundamental para o mercado financeiro brasileiro. Afinal, ela regulamenta e fiscaliza o ambiente de investimentos do Brasil, definindo regras e procedimentos. Entre as diretrizes estabelecidas pela CVM, está a ICVM 400.

Essa é uma instrução bastante relevante para o mercado de capitais e deve ser conhecida por investidores e profissionais da área. Assim, é possível entender quais são as regras a cumprir e como todos os envolvidos no mercado financeiro devem agir perante elas.

Neste artigo, você descobrirá como funciona a instrução ICVM 400 e quais são os seus pontos de atenção. Continue a leitura!

O que é uma instrução CVM?

Antes de conhecer especificamente essa diretriz, vale a pena saber o que são as instruções da CVM. Na prática, elas são documentos desenvolvidos pela autarquia que têm o objetivo de definir instruções a serem adotadas no mercado financeiro.

Logo, as instruções da CVM trazem regras relacionadas ao funcionamento do mercado de capitais. Desse modo, elas devem ser consideradas e respeitadas por todos os participantes do mercado.

No geral, o uso dessas instruções visa trazer mais transparência e alinhamento sobre os processos do mercado financeiro. Com isso, é possível padronizar diretrizes e garantir que todas as etapas ocorram de modo regulamentado.

O que é a ICVM 400?

Agora que você entende o que são as instruções da CVM, é interessante conhecer uma das mais importantes: a ICVM 400. Ela é a responsável por definir as principais regras para empresas e fundos de investimento que realizam a oferta pública inicial (IPO) ou uma oferta secundária (follow on).

Logo, essa é a diretriz que determina quais são as regras que companhias e fundos devem observar, caso desejem captar recursos via distribuição de ofertas na bolsa de valores. Nesse sentido, você deve saber que o IPO consiste na estreia de uma empresa ou fundo na bolsa.

Para empresas, o processo corresponde à abertura de capital. A partir dele, o empreendimento passa a ter ações negociadas no mercado, permitindo a participação de investidores que tenham interesse em se tornar acionistas.

Já o follow on é uma nova emissão de ações ou cotas por uma empresa ou um fundo que já está listado na bolsa de valores. Logo, o procedimento viabiliza uma nova captação de recursos. Em ambos os casos, a ICVM 400 estabelece as normas que determinam como o processo deve ser executado.

Quais são os principais pontos dessa instrução?

O próximo passo para conhecer a ICVM 400 é compreender quais regras ela estabelece. Na prática, o foco está nas informações que devem ser apresentadas sobre a oferta de distribuição, o que permitirá que os investidores tenham acesso aos dados para embasar suas decisões.

Assim, a ICVM 400 traz questões obrigatórias acerca da atuação da empresa ou do fundo de investimentos neste cenário. Veja quais são os pontos principais!

Criação de um prospecto definitivo

Conforme a instrução da CVM, o empreendimento ou fundo que deseje realizar uma oferta de distribuição deve elaborar um prospecto. Ele serve como um material publicitário, mas que também tem o objetivo de trazer informações importantes sobre todo o processo.

Nesse caso, é preciso incluir tanto os dados da empresa quanto da oferta em si. Entre as informações, estão:

  • total da emissão de valores mobiliários;
  • condições específicas de distribuição, desde os preços até o cronograma;
  • formação do capital social da empresa;
  • instituição intermediária do processo de distribuição;
  • apresentação de todos os riscos relacionados à companhia ou ao fundo, entre outras questões.

Logo, o prospecto tem o objetivo de apresentar um panorama da empresa ou fundo, permitindo que o investidor faça uma análise completa. Assim, cada participante do mercado financeiro pode definir se vale a pena ou não participar da coleta de intenções de investimento.

Registro junto à CVM

De acordo com a ICVM 400, também é obrigatório que o pedido de IPO ou follow on seja registrado junto à CVM. Para tanto, deve ocorrer a apresentação de diversos documentos — que passarão por uma análise da autarquia regulamentadora.

A ideia é que a instituição possa avaliar todos os pedidos para confrontar e conferir informações. Assim, há como garantir a validade dos pedidos e proteger o mercado financeiro de possíveis fraudes.

Qual é a importância da ICVM 400?

Como você viu, a ICVM 400 determina como devem ocorrer as ofertas de distribuição na bolsa. Por conta disso, sua importância está relacionada à proteção que é oferecida aos investidores, já que os seus interesses são protegidos a partir desse tipo de norma.

Essa instrução também garante que exista mais transparência na divulgação de informações, o que favorece uma tomada de decisão mais robusta. Ainda, a ICVM 400 serve para padronizar etapas, certificando que todos os processos relacionados ao mercado de capitais ocorram de maneira semelhante.

Portanto, esse conjunto de regras ajuda a proteger o mercado de modo completo. Assim, é possível diminuir os riscos de fraudes e outras questões que prejudiquem o funcionamento do ambiente financeiro.

Qual é a diferença entre ICVM 400 e 476?

Além de conhecer a ICVM 400, é relevante saber que existe outra instrução ligada às ofertas públicas de distribuição: a ICVM 476. No entanto, ela apresenta diferenças importantes em relação à ICVM 400, já que está relacionada às ofertas com esforços restritos.

Nesse caso, ela determina que o limite de investidores na oferta seja de 75 pessoas — das quais apenas 50 realmente podem investir. Além disso, a oferta de distribuição de ações ou cotas deve acontecer com foco em investidores profissionais.

Logo, as ofertas reguladas pela ICVM 476 são voltadas para quem dispõe de R$ 10 milhões investidos ou tem certificação do mercado financeiro. Junto a essas regras, a instrução simplifica o processo da oferta. O IPO ou follow on não precisa ser registrado na CVM, não exige prospecto e ocorre de maneira mais rápida.

Por outro lado, a ICVM 400 se aplica a qualquer distribuição de ofertas que não tenha esforços restritos. Portanto, conhecer essas distinções permite saber quando cada uma das instruções é utilizada no mercado financeiro.

Como você acompanhou, a ICVM 400 define todas as regras que devem ser observadas na oferta pública de ações e cotas de fundos de investimento na bolsa brasileira. Com isso, ela ajuda a proteger os participantes do mercado financeiro, garantindo padronização e celeridade aos processos.

Essas informações foram úteis? Se quiser conferir mais conteúdos sobre o mercado financeiro, aproveite para acompanhar nossas publicações no LinkedIn!

Captar recursos é uma oportunidade inteligente e muitas vezes necessária para as empresas. Dessa forma, é possível dispor de dinheiro para viabilizar a estratégia do negócio. No entanto, a obtenção de dinheiro deve ocorrer de modo estruturado. Por isso, recorrer ao plano de captação de recursos é extremamente importante.

Com o planejamento, é mais fácil definir quais são os pontos essenciais para a captação do dinheiro ser concluída com sucesso. Além disso, o plano é uma oportunidade para conhecer e avaliar as formas de obtenção de recursos que estão disponíveis no mercado.

Na sequência, descubra como elaborar um plano de captação de recursos para aproveitar as vantagens dessa estratégia!

O que é e como funciona um plano de captação de recursos?

Para entender essa ferramenta, é importante notar que o plano de captação de recursos funciona como um mapa. Assim, ele estabelece os objetivos e as ações necessárias para a empresa angariar os valores desejados.

Logo, o plano ajuda a definir quais devem ser as ações voltadas à obtenção de dinheiro para o negócio. Ainda, seu funcionamento inclui o direcionamento sobre quais alternativas escolher para dispor de recursos externos, de modo a atender aos objetivos definidos pela empresa.

Quais as vantagens de ter um plano desse tipo?

Agora que você sabe para que serve o plano de captação de recursos, é interessante conhecer quais vantagens ele pode oferecer. Um dos pontos importantes é o fortalecimento da organização financeira, graças à estruturação de ações para alcançar e utilizar o dinheiro recebido.

Ainda, o plano de captação aumenta as chances de o negócio obter o crédito necessário. Afinal, é possível defini-lo de modo estratégico, conhecendo quais são os desafios a superar e onde estão as principais oportunidades para obter os recursos.

A ferramenta também permite que a empresa encontre a solução personalizada ideal. Em vez de escolher um meio de captação apenas por ser o mais comum, por exemplo, é possível encontrar o que faz real sentido para o negócio.

Dessa forma, o plano de captação de recursos é essencial para identificar e aproveitar oportunidades melhores no mercado. Em geral, a estratégia pode ajudar a garantir a obtenção dos valores necessários de maneira mais rápida e econômica.

Como fazer um plano de captação de recursos para sua empresa?

Após compreender a importância desse plano, é necessário entender como desenvolver o planejamento ideal para o seu negócio.

A seguir, você aprenderá a elaborar um plano de captação para o seu empreendimento. Confira!

Defina os objetivos empresariais

O primeiro passo para desenvolver seu plano é identificar o destino dos recursos captados. . Assim, é possível entender qual será a quantia solicitada e qual é a finalidade, o que permite encontrar a solução mais adequada para as necessidades da companhia.

Em determinadas situações, a captação de recursos é voltada para o curto prazo — como é o caso da obtenção de capital de giro. Em outros cenários, a intenção é dispor dos valores necessários para expandir o negócio ou consolidá-lo no ramo de atuação.

Logo, as ações em cada caso deverão ser diferentes. Além disso, os objetivos devem ser alinhados ao planejamento financeiro. Ou seja, é preciso angariar valores compatíveis com a capacidade de pagamento da empresa, pois montantes muito elevados podem gerar dificuldades no orçamento.

Conheça as principais fontes de recursos

Depois de estabelecer os objetivos financeiros, é essencial conhecer as ferramentas que podem auxiliar na captação de recursos. Entre as soluções, estão alternativas ligadas ao mercado bancário e também ao mercado de capitais.

Veja como funcionam algumas das possibilidades!

Crédito bancário

Uma das opções para obter recursos é buscá-los em instituições financeiras, como os bancos. Nesse caso, sua empresa pode recorrer a um empréstimo ou financiamento, por exemplo.

Porém, essa é uma alternativa que requer cuidado, já que costuma estar entre as mais caras disponíveis. Devido à cobrança de altos juros, é comum ter que pagar um valor muito maior do que o montante obtido.

IPO

Já no mercado de capitais, uma das alternativas envolve a realização de uma oferta pública inicial (IPO). O processo consiste em abrir o capital da empresa, que passa a ter ações negociadas na bolsa de valores.

Com isso, é preciso abrir mão de uma parte do negócio, que pode ser adquirida pelos investidores que desejam participar dos seus resultados. Mas é necessário considerar as limitações dessa escolha: além de não ser tão dinâmico, o processo até a abertura pode gerar custos elevados.

CRI e CRA

Apesar de a presença na bolsa de valores ser uma alternativa, ela não é a única possibilidade do mercado de capitais. A sua empresa também pode recorrer à emissão de títulos de renda fixa. Dois exemplos são o certificado de recebíveis imobiliários (CRI) e do agronegócio (CRA).

Para a emissão desses instrumentos são envolvidas as securitizadoras, responsáveis por converter os recebíveis da empresa em títulos negociáveis. Assim, seu negócio pode antecipar os valores que tem para receber e, em troca, ceder os direitos creditórios para uma securitizadora.

Então a instituição emite os títulos e os negocia com os investidores. No entanto, como o nome indica, o CRI e o CRA são limitados a empresas do setor agro ou imobiliário. Logo, é preciso conferir se o seu empreendimento se encaixa nos requisitos para a emissão dos títulos.

Debêntures

Uma opção mais livre no mercado de capitais são as debêntures. Elas são títulos de dívida emitidos por sociedades anônimas não financeiras. Assim, a empresa pode emitir diretamente as aplicações — e definir o pagamento de juros com um retorno prefixado, pós-fixado ou híbrido.

Em geral, as debêntures têm vencimento de médio e longo prazo. Desse modo, elas tendem a servir para obter capital com um prazo maior e custos menores.

Notas comerciais

No seu plano de captação de recursos, também é possível incluir as notas comerciais ou commercial papers.

Por meio desses títulos, o negócio assume uma dívida com o investidor, comprometendo-se a pagar o débito nas condições acordadas de juros e de prazo. Em geral, as notas comerciais são voltadas para o curto prazo, o que as torna adequadas para obter capital de giro com a isenção de IOF, por exemplo.

Selecione as opções ideais para o empreendimento

Depois de identificar as principais possibilidades para a captação de recursos, é necessário definir quais são as alternativas ideais para atingir as suas metas financeiras. Por isso, é preciso estabelecer quais instrumentos utilizar.

Ademais, é preciso buscar parceiros estratégicos. A Laqus como uma central depositária, por exemplo, pode facilitar o processo e viabilizar a captação do dinheiro para realizar os planos da sua empresa com maior tranquilidade.

Como você acompanhou, fazer um plano de captação de recursos é útil para otimizar a administração empresarial e alcançar objetivos. Com a criação do plano estratégico e a adoção das melhores soluções, será possível obter os valores necessários para realizar as metas definidas.

Ficou interessado nas soluções de captação de recursos? Entre em contato conosco da Laqus e descubra como podemos ajudá-lo!

 

Uma das tarefas mais importantes do gerenciamento financeiro de uma empresa é a gestão do capital de giro. Por meio dele, é possível cuidar do montante que deve ficar disponível para sustentar as operações do negócio durante determinados períodos.

Como o capital de giro é uma reserva para momentos específicos, é necessário garantir que ele tenha um valor adequado. Dessa forma, há como evitar problemas decorrentes da indisponibilidade de recursos para o negócio.

Para entender o que fazer, continue a leitura e veja como realizar uma efetiva gestão do capital de giro da empresa!

Para que serve o capital de giro?

Além de conhecer o conceito, é importante compreender para que serve o capital de giro. De modo amplo, pode-se dizer que ele é útil para financiar as operações do negócio em diversas situações.

No início do empreendimento, o montante tem a finalidade de garantir o cumprimento das obrigações — mesmo quando ainda não há clientes ou lucro. Assim, é possível sustentar o negócio até que ele consiga se manter por meio dos resultados obtidos.

O capital de giro também é útil para a gestão financeira geral da empresa. Como é comum vender a prazo para os clientes e pagar os fornecedores em períodos menores, o montante serve para garantir o cumprimento das obrigações e para manter o ciclo financeiro saudável.

Quais os riscos de não fazer uma gestão eficaz do capital de giro?

Até aqui, você viu como o capital de giro é relevante para o empreendimento. Por conta disso, não realizar um gerenciamento adequado desse montante pode gerar efeitos indesejáveis e prejudicar o negócio.

Sem uma gestão efetiva, há o risco de a companhia não dispor de dinheiro suficiente para sustentar suas operações. Como consequência, uma queda nas vendas ou problemas com o faturamento podem deixar a companhia sem dinheiro para executar as atividades.

Porém, caso não disponha dos recursos exigidos para abastecer o estoque, o armazenamento pode não ser suficiente para atender às necessidades dos clientes. Se houver a ruptura de estoque — ou seja, o desabastecimento —, a empresa pode perder vendas e clientes.

Além disso, um gerenciamento inadequado desse capital pode fazer com que o nível de endividamento do negócio aumente. Logo, a gestão financeira e a continuidade no mercado podem ser afetadas.

Como gerenciar o capital de giro da empresa?

Considerando os riscos que existem quando a gestão não é feita adequadamente, é necessário saber como gerenciar o capital de giro do seu negócio. É importante adaptar as medidas para a realidade da sua companhia, mas existem algumas ações que costumam ser relevantes em todos os cenários.

Para entender o que fazer na gestão de capital de giro da empresa, confira dicas para colocar em prática no cotidiano do empreendimento!

Compare o capital de giro atual com a necessidade real

Um dos primeiros passos é compreender quais são as características atuais do capital de giro do empreendimento. Por isso, comece calculando qual deve ser o valor do capital e identifique a sua disponibilidade ao subtrair os passivos dos ativos circulantes.

Se o resultado for positivo, o negócio é capaz de arcar com as despesas financeiras, diante dos ativos que possui. Já se ele for negativo, é um indício de alto endividamento, com débitos superiores ao patrimônio circulante. Isso pode identificar maior ou menor necessidade de capital.

Ademais, compare o montante que você tem provisionado agora com a real necessidade. Ele deve atingir, no mínimo, o valor calculado, mas não deve superar muito o que for considerado ideal. Assim, há como evitar o comprometimento de recursos que poderiam ser usados em outras estratégias do negócio.

Implemente uma política para reduzir os custos

Como você viu, o capital de giro deve considerar os passivos da companhia, o que inclui as dívidas e os gastos gerais. Portanto, diminuir as despesas pode ser uma forma de reduzir o custo para manter o negócio. Desse modo, tende a ser mais fácil fazer a gestão de capital de giro.

Nesse caso, você deve implementar uma política estruturada para reduzir os gastos sem comprometer a qualidade ou a estratégia do negócio. Por isso, vale a pena fazer um reconhecimento completo da situação para entender quais são os principais gargalos e onde estão os custos supérfluos.

Em seguida, defina uma política de contenção de despesas, focando nesses gastos que podem ser reduzidos ou eliminados. Assim, a necessidade de capital de giro será menor e o uso de recursos da companhia será otimizado.

Negocie condições com os fornecedores

Para que a empresa tenha mais fôlego financeiro, é interessante buscar condições mais favoráveis em relação aos fornecedores. A ideia é negociar preços ou prazos de pagamento, pois isso ajuda a diminuir a necessidade de acionamento do capital de giro.

Se a empresa conseguir pagar os fornecedores e parceiros em um prazo maior, pode ter tempo suficiente para receber a maior parte dos pagamentos dos clientes. Como consequência, será preciso dispor previamente de um montante menor para cumprir as obrigações financeiras.

Busque crédito com estratégia

Uma boa gestão de capital de giro também envolve a busca de alternativas de crédito para ajudar as finanças, em vez de torná-las mais complexas. Recorrer a empréstimos ou financiamentos, por exemplo, tende a elevar o endividamento. Com isso, a necessidade de capital de giro também fica consideravelmente maior.

Por outro lado, recorrer ao mercado de capitais pode trazer facilidade para obter recursos de modo mais barato. Uma opção é o certificado de recebíveis do agronegócio (CRA), voltado para empresas desse setor.

No caso, você antecipa seus recebíveis e os direitos creditórios são cedidos para uma securitizadora. Então esses direitos são transformados em títulos negociados no mercado, que é o CRA. Assim, parte dos recursos obtidos podem ser utilizados para atingir o nível de capital de giro necessário.

Também é possível recorrer às notas comerciais ou commercial papers. Eles funcionam como um compromisso de dívida regulamentado entre a companhia e os investidores. Como a nota comercial tem curto prazo de vencimento, é comum que seja utilizada para compor o capital de giro do empreendimento.

Com essas dicas, você sabe como fazer a gestão de capital de giro do negócio com máxima eficiência. Assim, é possível proteger a empresa em diferentes cenários, evitando problemas que podem colocar em risco a continuidade da companhia.

Quer ajuda para conhecer e aproveitar as oportunidades de captação de recursos? Fale com o time da Laqus!

O número de investidores no Brasil está aumentando. Em fevereiro de 2022, a B3 (a bolsa de valores brasileira) atingiu 5 milhões de contas de pessoas físicas investindo em renda variável. E a renda fixa também segue em crescimento, alcançando 10 milhões de CPFs em dezembro de 2021.

Isso significa que, cada vez mais, os brasileiros estão percebendo a importância de investir. Nesse sentido, conhecer o que é a ANBIMA se torna importante tanto para o investidor comum quanto para aquele que deseja se tornar um profissional de investimento.

Para entender melhor o seu conceito, neste artigo você conhecerá a ANBIMA, seu funcionamento e o seu papel no mercado financeiro. Acompanhe até o final!

O que é a ANBIMA?

O mercado financeiro é bastante amplo e conta com diversas alternativas de investimento para todo o tipo de investidor. Nesse contexto, é natural a criação de associações para defender os interesses de determinados participantes — é o caso da ANBIMA.

A sigla representa a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais. Ela foi fundada em outubro de 2009, após a fusão da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (ANBID) com a Associação Nacional das Instituições do Mercado Financeiro (ANDIMA).

Trata-se de uma associação que representa bancos, gestoras, corretoras, distribuidoras e administradoras de valores mobiliários no mercado financeiro e de capitais. Nesse sentido, ela é considerada uma das principais entidades relacionadas ao universo dos investimentos.

Entre seus objetivos, está apoiar o crescimento do mercado visando o desenvolvimento econômico e social. Sua atuação é pautada em 4 pilares: a representação, autorregulação, informação e educação.

Como a ANBIMA funciona?

Após conferir o que é a ANBIMA, talvez você queira saber como ela funciona. Para compreender essa questão, é necessário entender o que é o SFN (Sistema Financeiro Nacional).

Ele é formado pelo conjunto de entidades e instituições que promovem a intermediação financeira. Ou seja, o grupo de entidades que possibilitam o encontro entre fornecedores e tomadores de recursos.

Por meio do sistema financeiro que o Governo, empresas, bancos e pessoas movimentam recursos, pagam suas dívidas e realizam investimentos. Nesse contexto, a ANBIMA integra o SFN, contribuindo com a regulamentação do setor, estabelecendo regras e boas práticas.

No entanto, por ser uma associação privada, a ANBIMA atua com a autorregulação. Isso significa que ela cria regulamentações às instituições visando garantir a transparência e a segurança nos mercados financeiros de capitais, mas a adesão aos códigos e normas é voluntária.

Contudo, a partir de sua adesão, os membros são obrigados a seguir as regras impostas pelo órgão. Em caso de descumprimento por um associado, por exemplo, a ANBIMA pode aplicar penalidades — como multas, advertências, suspensão e até a exclusão da associação.

Ademais, a ANBIMA possui autorização da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) — órgão que regula e fiscaliza o mercado — para fornecer certificações aos interessados que desejam se tornar profissionais de investimentos.

Quais são as certificações fornecidas pela ANBIMA?

Como forma de promover a informação e a educação, a ANBIMA oferece cursos sobre o mercado financeiro e capacitação de investidores profissionais. Assim, ela organiza os conteúdos e elabora as avaliações aos candidatos que se inscrevem em seus programas de qualificação.

Cada um de suas certificações habilita o profissional ao exercício de uma atividade específica. Atualmente, a ANBIMA oferece 6 certificações. São elas:

CPA 10 — destinada aos profissionais que atuam na distribuição de investimentos;

CPA 20 — voltada a profissionais que desejam trabalhar com clientes do varejo de alta renda, investidores institucionais, entre outros;

CEA — habilita o profissional a atuar como especialista de investimentos e, assim, poder recomendar alternativas e assessorar gerentes de contas;

CFG — atende a quem deseja iniciar a carreira como gestor de recursos de terceiros, assumir cargos em empresas de asset management, entre outras;

CGA — exigida para exercer a função de gestor de fundos de investimento. Por exemplo, fundos de renda fixa, ações, cambiais e multimercados;

CGE — com essa certificação profissional, você estará habilitado para ocupar o cargo de gestor em fundos estruturados, como fundos em participações, direitos creditórios e imobiliários.

Em caso de aprovação, o candidato poderá exercer a atividade de investidor profissional de acordo com a certificação obtida. Logo, qualquer pessoa que tenha o interesse em se tornar um profissional do mercado, deve considerar tirar uma certificação junto à ANBIMA.

Qual é o papel da ANBIMA?

Ao chegar até aqui, é possível entender que a ANBIMA tem um papel bastante relevante no mercado financeiro. Como sua atuação se dá de forma autônoma em relação às instituições que representa, ela tem poder de influenciar o próprio mercado, ao mesmo tempo em que auxilia o investidor.

Quando uma pessoa pretende começar a investir, é comum que ela busque instituições ou corretoras que forneçam investimentos de seu interesse. Elas são responsáveis por oferecer e classificar os produtos ou ativos financeiros mais adequados ao seu perfil de investidor e objetivos.

No entanto, quem não tem muita experiência sobre o mercado ainda pode encontrar dificuldades em fazer escolhas. Afinal, além de considerar questões como o aporte inicial e a rentabilidade proposta, é preciso conferir também:

  • os riscos associados;
  • proteções ou garantias existentes;
  • eventual prazo de carência de resgate;
  • impostos que incidem no investimento;
  • entre outros.

Com tantos detalhes, o interessado pode necessitar de suporte profissional — seja para entender melhor uma alternativa de investimento ou para auxiliá-lo na tomada de decisão. Nesse sentido, a ANBIMA exerce um papel fundamental, pois treina e capacita o profissional que atua nesse ramo.

Dessa maneira, a associação contribui para a proteção do investidor e do próprio mercado financeiro. Isso evita que pessoas cometam equívocos quando estão investindo, assim como impede uma atuação tendenciosa de empresas ou de um gerente bancário, por exemplo.

Assim, o investidor consegue tomar decisões mais adequadas ao que, de fato, está buscando no mercado. Portanto, por meio da autorregulação, a ANBIMA promove boas práticas em relação às negociações do mercado, construindo um ambiente mais forte e transparente.

Conclusão

Agora você sabe o que é a ANBIMA e suas principais certificações, conseguiu entender a importância dessa associação para o mercado financeiro e de capitais? Por isso, conhecer o assunto é fundamental para quem deseja investir ou se tornar um profissional de investimentos!

Para saber mais a respeito da atuação dos órgãos regulatórios do mercado de capitais e adentrar este mercado entre em contato conosco!

A captação de recursos por uma empresa pode ser feita por meio das soluções do mercado de capitais. Entre as principais alternativas, estão as debêntures e os commercial papers, que fazem parte da renda fixa.

Embora esses títulos tenham algumas semelhanças, também guardam diferenças significativas. Assim, ao conhecer os pontos de distinção, é mais fácil entender o que pode ser adequado às estratégias de investimento ou às necessidades do negócio.

Quer compreender melhor quais são as distinções entre debêntures e commercial papers? Continue a leitura e descubra!

O que são debêntures e como funcionam?

Para começar, vale a pena conhecer as debêntures. Elas correspondem a títulos de dívida que são emitidos por empresas que desejam captar recursos. Em troca, há o pagamento de uma rentabilidade que segue as regras comuns da renda fixa.

Logo, o retorno pode ser de três tipos diferentes:

  • prefixado: baseia-se em uma taxa fixa definida previamente;
  • pós-fixado: rende de acordo com a variação de um indicador de mercado;
  • híbrido: é composto por uma taxa fixa mais a variação de um indicador de referência.

Esse tipo de investimento faz parte do crédito privado, uma subclassificação da renda fixa. Na prática, as debêntures apresentam riscos maiores que outros títulos dessa classe. Isso acontece porque elas não têm proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Vale destacar que debêntures costumam ter duração de médio a longo prazo. Já a liquidez dos títulos de dívida tende a ser menor e, muitas vezes, não é possível fazer o resgate antecipado. Nesses casos, é preciso aguardar o vencimento ou negociar no mercado secundário — o que pode gerar perdas.

A respeito da tributação para investidores, apenas as debêntures incentivadas são isentas de Imposto de Renda (IR). Trata-se de títulos emitidos por empresas ligadas ao segmento de infraestrutura e que, por esse motivo, recebem o benefício fiscal.

No caso das debêntures tributadas, o IR incide sobre o rendimento, de acordo com o período de investimento. As alíquotas variam com a tabela regressiva, da seguinte forma:

  • até 180 dias: 22,5%;
  • de 181 a 360 dias: 20%;
  • de 361 a 720 dias: 17,5%;
  • acima de 720 dias: 15%.

O que são commercial papers e como funcionam?

Assim como as debêntures, os commercial papers, também conhecidos como Nota Comercial, são títulos de dívida emitidos por empresas que buscam realizar a captação de recursos. Sendo um tipo de título privado de dívida. A Nota Comercial, serve como uma promessa de pagamento por parte do emissor para o investidor, que é responsável por disponibilizar os recursos.

Na prática, as notas permitem que ocorra a captação de recursos financeiros. Já o pagamento a quem investe é realizado com base em uma taxa de juros — prefixada, pós-fixada ou híbrida — negociada entre as partes. Por conta disso, esse instrumento é classificado como um título de renda fixa.

Quanto ao vencimento, a nota comercial não apresenta restrições de prazo máximo, mas atualmente, tende a ser um título de dívida de curto prazo, tanto pela herança das notas promissórias quanto pela novidade que representa para o mercado. Assim, na data acordada, ocorre o resgate do título por parte do investidor.

Já em relação aos riscos, vale destacar que a nota comercial não tem garantia real. Contudo, ela é classificada como um título executivo extrajudicial, então significa que não exige protesto para ser alvo de uma ação de execução na justiça.

Quais são as principais diferenças entre as duas alternativas?

Como você viu até aqui, debêntures e commercial papers são títulos de dívida de renda fixa e seguem regras semelhantes de tributação e rendimento. Porém, também é preciso considerar as diferenças entre as aplicações para elaborar a melhor estratégia para usar essas opções.

Na sequência, descubra os principais diferenciais entre notas comerciais e debêntures!

Emissão

Um dos principais aspectos que diferencia os títulos é o conjunto de regras de emissão. Para as debêntures, apenas sociedades anônimas não pertencentes ao setor financeiro podem emitir esses títulos.

No caso das notas comerciais, além das sociedades anônimas não financeiras, as sociedades limitadas e as cooperativas de agronegócio podem realizar a emissão. Portanto, essa é uma alternativa que contempla mais negócios.

Além disso, as notas comerciais podem ser emitidas em uma negociação direta com o investidor, enquanto as debêntures exigem um agente intermediário. Contudo, em ambos os casos, é preciso haver o registro da empresa na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Prazo

Os títulos não se diferenciam por conta dos prazos, nenhuma das opções possui prazo máximo.

Utilização do dinheiro

Por conta das características referentes ao prazo, as commercial papers e as debêntures também utilizam os recursos captados de forma diferente. Nas debêntures, é frequente que o dinheiro seja utilizado no financiamento de projetos, reestruturação do capital da empresa ou até alongamento de dívidas.

A captação de recursos para projeto via notas comerciais também é possível e deve se tornar mais comum com o passar do tempo. Até o momento a maior aplicação dessa alternativa é a captação de recursos para uso no capital de giro.

Segurança

Embora ambos os títulos sejam de renda fixa, notas comerciais e debêntures não têm cobertura do FGC. Logo, os investidores ficam expostos diretamente ao risco de crédito, independente do montante.

Alguns tipos específicos de debêntures podem apresentar garantias, que limitam as perdas do investidor caso ocorra algum evento de crédito através de ativos ou pela preferência de recebimento. Podemos destacar as garantias reais, flutuantes, quirografárias e subordinadas.

Os commercial papers, por sua vez, podem contar com garantias reais ou fidejussórias.

Qual opção vale mais a pena?

Conhecendo as diferenças entre commercial papers e debêntures, fica mais fácil compreender o que é mais adequado para as suas necessidades. Em relação às empresas, de modo geral, as notas contemplam um número maior de companhias, então essa pode ser a opção ideal para o negócio.

Também podem ter um processo mais simples e barato, pois a emissão pode acontecer de forma direta. No entanto, pode ser interessante buscar uma instituição depositária, de modo a oferecer segurança operacional para os investidores, tornando os títulos mais atraentes.

Já para os investidores, é preciso considerar as características de cada título — como prazo, rentabilidade e aporte mínimo. Também é interessante avaliar os riscos do emissor. A partir disso, é possível definir qual alternativa é mais adequada à sua estratégia.

Com as informações apresentadas, agora você sabe quais são as diferenças entre debêntures e commercial papers. Dessa forma, fica mais fácil analisar as possibilidades para definir qual alternativa é mais alinhada para as suas necessidades de investidor ou para o seu empreendimento.

Este artigo foi útil? Para ter ajuda sobre a emissão de títulos de dívida, entre em contato conosco da Laqus!

Cuidar do dinheiro do negócio é uma etapa indispensável para alcançar o sucesso no mercado. Para atingir esse resultado de maneira estruturada e consistente, vale a pena recorrer a um planejamento financeiro empresarial.

Essa é uma estratégia que considera tanto a situação atual das finanças quanto as expectativas para o futuro. Com ela, é possível definir formas de agir e de administrar o capital, o que pode favorecer o funcionamento da companhia.

Quer descobrir como criar e implementar o planejamento financeiro empresarial? Confira quais são 6 entre as etapas indispensáveis no processo!

Por que fazer um bom planejamento financeiro empresarial?

Tão importante quanto compreender o que é o planejamento financeiro é entender como ele pode ser relevante para a empresa. Um dos principais motivos para colocá-lo em prática é o fato de ele funcionar como um guia para as decisões do negócio.

Portanto, um bom plano desse tipo ajuda a gestão financeira a ser mais eficiente e desenvolver um planejamento mais adequado. Como consequência, há como melhorar a utilização de recursos por parte do empreendimento.

Isso porque o planejamento pode auxiliar o negócio a reduzir custos e despesas e a se tornar mais lucrativo, por exemplo. Assim, surgem mais oportunidades para realizar investimentos em melhorias, o que pode aumentar a competitividade da empresa.

Em especial, um plano financeiro de qualidade é um dos responsáveis por garantir que a empresa disponha dos recursos necessários para executar as diversas atividades que devem ser realizadas.

Sendo assim, essa estratégia costuma ser indispensável para o crescimento, fortalecimento e continuidade do empreendimento no mercado. Então o planejamento está diretamente relacionado ao sucesso empresarial.

6 Dicas para planejar as finanças do negócio

Agora que você sabe qual é a importância do planejamento financeiro empresarial, é o momento de descobrir como elaborar o seu. Para tanto, é fundamental seguir etapas específicas para compor um plano completo.

Para descobrir o que é preciso para adotar essa estratégia, veja a seguir 6 passos para acertar no planejamento financeiro!

1. Faça um diagnóstico da situação atual

Embora o planejamento seja focado no futuro, é necessário conhecer o ponto de partida para implementar as mudanças exigidas. Por isso, a criação do seu plano deve ter início com o diagnóstico da situação financeira do negócio.

Identifique, por exemplo, o nível de lucratividade, a capacidade de gerar resultados, a estrutura de endividamento e mais. Assim, você saberá se o empreendimento está financeiramente saudável.

Para fazer essa análise, vale a pena recorrer a ferramentas como fluxo de caixa, balancetes, relatórios e demonstrativos. Desse modo, o conhecimento é embasado em dados e se torna mais relevante, servindo como um direcionamento para as decisões.

2. Estabeleça objetivos financeiros

Após reconhecer a situação atual, é necessário traçar metas de interesse para as finanças da empresa. No caso, os objetivos financeiros podem ser de curto, médio e longo prazo.

Além de serem atrelados a um período certo para conclusão, eles devem seguir outros critérios — como serem mensuráveis e específicos. Isso é essencial para que seja possível medir e acompanhar a evolução do plano e os resultados que ele oferece ao longo do tempo.

3. Elabore orçamentos empresariais

Diante dos objetivos já definidos, é possível planejar como deve ocorrer a distribuição dos recursos. Nesse momento, vale a pena elaborar orçamentos que contemplem as diferentes necessidades do negócio, o que inclui seu plano estratégico.

Ainda, é interessante formar mais de um orçamento. Como o cenário não é totalmente previsível, montar um orçamento para um contexto pessimista, otimista e realista o ajudará a se preparar para qualquer situação.

4. Monte um plano de ação

Além dos orçamentos empresariais, é preciso criar um plano de ação para a conquista dos objetivos. Assim, você garante a distribuição do dinheiro de modo gerenciado, ao mesmo tempo em que age para contornar dificuldades e aproveitar oportunidades.

É necessário, por exemplo, determinar onde estão os custos e despesas que podem ser reduzidos, sem prejudicar a qualidade das soluções da empresa. Com um plano de diminuição dos gastos, é possível utilizar melhor os recursos do negócio.

Também pode ser o caso de rever a precificação de produtos e de definir os investimentos que serão realizados. Para garantir um bom nível de acompanhamento, vale a pena estabelecer métricas financeiras.

Por meio dos indicadores, é possível medir como o dinheiro tem sido usado e efetuar comparações. Ainda, essa é uma forma de identificar onde podem estar as principais melhorias, rumo à evolução da gestão financeira.

5. Selecione corretamente as formas de captar recursos

Fazer um bom planejamento financeiro empresarial também prevê a identificação das melhores opções para a captação de recursos. Nesse contexto, é importante entender onde estão as alternativas mais adequadas ao seu plano de ação.

Como os produtos bancários (como empréstimos e financiamentos) podem aumentar o endividamento, recorrer ao mercado de capitais pode ser mais adequado. Assim, é possível captar recursos dos investidores em troca de uma rentabilidade posterior.

Entre os exemplos, estão investimentos de renda fixa como o certificado de recebíveis do agronegócio (CRA), debêntures e as notas comerciais. Então avalie quais alternativas de captação fazem mais sentido para o negócio, considerando juros e prazos de pagamento.

Na prática, a emissão desses títulos pode ajudar a companhia a dispor de mais dinheiro sem se comprometer com dívidas que sejam muito mais elevadas.

6. Invista em tecnologia

Como você viu, executar um planejamento financeiro empresarial é essencial, mas não é uma tarefa simples. Portanto, pode ser interessante realizar o investimento em tecnologia.

Por meio de softwares e outras ferramentas, é possível automatizar o controle financeiro. Assim, há mais produtividade no setor e menos chances de erros causados por falhas humanas. Ainda, esse é um meio de ter um gerenciamento mais efetivo e completo das finanças.

Recorrer a essas ferramentas também é útil para efetuar a integração de dados referentes às movimentações financeiras. Desse modo, é mais fácil integrar outros profissionais para que contribuam com a gestão financeira.

Agora você sabe como o planejamento financeiro empresarial funciona e por que ele é tão importante para o negócio. Com o auxílio dessas 6 dicas, fica mais fácil montar um plano adequado para a realidade da sua empresa.

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A emissão de títulos de dívidas não se limita a opções tradicionais da renda fixa. Também existem os chamados commercial papers. Eles atendem até mesmo demandas de mais curto prazo e permitem que negócios de diferentes tipos captem recursos com condições mais atraentes que em empréstimos ou financiamentos.

Além de entender como essa alternativa funciona, é interessante pensar no contexto desse mercado no nosso país. Assim, você pode identificar as projeções sobre o crescimento e a consolidação das aplicações no Brasil.

A seguir, descubra quais são as expectativas para o mercado de commercial papers brasileiro e veja o que esperar do segmento!

O que é um commercial paper?

Também conhecida como nota promissória comercial, é um tipo de título privado de dívida. Ele serve como uma promessa de pagamento por parte do emissor para o investidor, que é responsável por disponibilizar os recursos.

Na prática, as notas permitem que ocorra a captação de recursos financeiros. Já o pagamento a quem investe é realizado com base em uma taxa de juros — prefixada, pós-fixada ou híbrida — negociada entre as partes. Por conta disso, esse instrumento é classificado como um título de renda fixa.

Já em relação aos riscos, vale destacar que, apesar da maior parte das notas comerciais disponíveis no mercado não contarem com garantias, são permitidas garantias reais ou fidejussórias. Ela é classificada como um título executivo extrajudicial, portanto, não exige protesto para ser alvo de uma ação de execução na justiça.

Como está o cenário do mercado de commercial papers?

Compreender o cenário dos commercial papers envolve entender também a sua história, que remete ao século XIX. Foi nessa época em que as primeiras notas comerciais foram criadas nos Estados Unidos.

O objetivo era funcionar como uma alternativa substituta aos empréstimos bancários, o que ajudou a fomentar o desempenho das empresas.

Além disso, até a década de 1950, praticamente todo o mercado de commercial papers estava concentrado nos Estados Unidos. Foi a partir do fim da Segunda Guerra Mundial que esse título se popularizou em outros mercados.

Em 1960, a primeira nota comercial foi emitida no Brasil. No entanto, ainda faltavam mecanismos de controle e regulamentação, bem como regras específicas. Ao longo dos anos, outras regras foram desenvolvidas para criar as condições necessárias para esse setor.

Essa trajetória ajuda a explicar por que as notas comerciais estão consolidadas nos EUA. Como referência, em abril de 2021 o mercado era de 1,1 trilhão de dólares, em média.

No Brasil, a emissão desburocratizada de notas comerciais estimulou o mercado. Em fevereiro de 2022, elas movimentaram R$ 5,16 bilhões. O montante representa uma alta de mais de 1000%, em relação ao mês anterior.

Entre os motivos que ajudam a explicar o interesse nesse tipo de título está a possibilidade de economizar. No geral, as taxas pagas aos investidores são menores que os custos de empréstimos e financiamentos. Logo, a estratégia ajuda a reduzir o endividamento das empresas.

Os commercial papers também se destacam pela versatilidade sobre o uso dos recursos. O dinheiro captado pode servir para compor capital de giro, alongar dívidas, reestruturar o negócio e outros objetivos.

Qual é a legislação em vigor no Brasil para esse título?

Para continuar compreendendo o cenário de commercial papers, vale a pena entender como está a legislação brasileira nesse sentido. Um dos primeiros pontos para considerar é, justamente, a regulamentação da aplicação financeira.

Como a nota comercial é reconhecida como um valor mobiliário, ela deve ser registrada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A CVM garante a regulamentação de todos os investimentos do mercado brasileiro, aplicando suas regras sobre os commercial papers.

Já sobre os instrumentos legais específicos, a Instrução nº 566/2015 é uma das mais importantes. Até o começo de 2022, ela era a instrução mais atualizada sobre o tema, após revogar a Instrução nº 134/1990.

Essa definição legal foi complementada pela Instrução nº 583/2016. De modo geral, as elaborações da CVM dispõem regras sobre notas promissórias e, consequentemente, commercial papers. Entre elas, estão as informações que devem ser apresentadas nas notas e as características de resgate.

Mais recentemente, em agosto de 2021 foi publicada a Lei nº 14.194/2021. No Capítulo XI, estão dispostas regras a respeito da emissão de notas comerciais e como deve acontecer a distribuição em cada situação.

Isso demonstra que o mercado brasileiro oferece as bases necessárias para que esse tipo de investimento se popularize, já que ele é reconhecido. Ademais, podem ocorrer outras adaptações na legislação, garantindo maior alinhamento ao contexto das empresas e dos investidores.

Quais são as expectativas para o mercado de notas comerciais no Brasil?

Como você viu, na comparação com outras partes do mundo — como os Estados Unidos —, o mercado de commercial papers é relativamente recente no Brasil. O mercado local está crescendo e existe grande expectativa sobre o desenvolvimento desse setor ao longo dos próximos anos.

Diante da desburocratização para emissão dos títulos, o commercial paper pode se tornar mais comum para empresas de diferentes portes e segmentos. Além disso, o aumento no volume de investidores pode estimular o desenvolvimento do setor.

No geral, o avanço do segmento pode trazer mais flexibilidade financeira para os negócios. Afinal, as companhias podem obter recursos para executar tarefas e cumprir compromissos diferenciados.

Ainda, existem novos projetos voltados para tornar essa modalidade mais acessível. A união entre a Laqus como central depositária e a Oliveira Trust para realização do registro, por exemplo, ajuda a demonstrar o cenário promissor para a alternativa no Brasil.

Esse tipo de parceria pode facilitar o acesso de empresas para a emissão de commercial papers, incluindo títulos com valores menores. Como consequência, o uso é fortalecido — tanto como instrumento de dívida quanto como opção de investimento.

Como você acompanhou, o mercado de commercial papers ainda está em desenvolvimento no Brasil. Considerando que eles já estão consolidados em outros locais, como nos Estados Unidos, existem perspectivas de crescimento para o cenário brasileiro nos próximos anos. Por isso, vale a pena conhecer mais sobre a modalidade.

Essas informações forem úteis para você? Se quiser ajuda para entender melhor o processo de emissão de commercial papers, entre em contato conosco da Laqus!

Ao considerar o mercado financeiro, é essencial entender que ele apresenta diferentes divisões — e cada uma pode funcionar de maneira diferente. Entre as possibilidades, existem o mercado primário e o mercado secundário, os quais apresentam características particulares.

Por isso, vale a pena conhecer como cada um funciona e qual é o papel de ambos. A partir desse entendimento, torna-se possível definir qual é o melhor ambiente para operar, considerando as oportunidades que estão disponíveis nos dois ecossistemas.

Neste contexto, descubra a seguir o que é o mercado primário e o mercado secundário e veja como eles se distinguem!

O que é o mercado primário e como funciona?

Para começar, o mercado primário representa o ambiente onde os novos valores mobiliários são negociados por meio de uma relação direta entre o emissor e os investidores. É o caso, por exemplo, de uma emissão de títulos de dívida de uma empresa.

Uma vez que eles sejam criados, a companhia negocia diretamente com os investidores. Ou seja, com a venda dos títulos, o dinheiro segue para a empresa e o investidor passa a agir como uma espécie de credor do empreendimento.

Também é o que acontece quando uma empresa faz uma oferta pública inicial (IPO) de ações ou mesmo uma oferta secundária (follow on). Dessa forma, o negócio capta recursos com a realização dos aportes de investidores na bolsa de valores.

O que é o mercado secundário e como funciona?

Já o mercado secundário funciona de maneira diferente. Ele prevê a negociação de valores mobiliários entre terceiros, de modo alheio ao emissor desses investimentos.

Ou seja, os valores mobiliários são negociados entre os próprios investidores, sem que exista interferência do negócio. No caso, portanto, o dinheiro movimentado segue para quem vende os valores mobiliários — e não para a empresa que os emitiu inicialmente.

Quais são as principais diferenças entre mercado primário e secundário?

Como você viu, esses dois mercados têm diferenças importantes acerca do funcionamento e de quem capta os valores oriundos das negociações. Porém, existem outras distinções que também devem ser consideradas.

Uma delas envolve os investimentos que podem ser encontrados em cada ambiente. Os títulos públicos, por exemplo, são mais frequentes no mercado primário, pela negociação via Tesouro Direto. Porém, não é impossível encontrar alguns deles sendo negociados no mercado secundário.

Por outro lado, as ações só fazem parte do mercado primário durante um IPO ou follow on. A partir disso, todas as negociações ocorrem no mercado secundário da bolsa de valores. O mesmo acontece com fundos que têm cotas negociadas na bolsa, como é o caso dos fundos imobiliários (FIIs).

Já os títulos privados de renda fixa podem ser encontrados nos dois ambientes. Entre eles, estão alternativas como debêntures, os certificados de recebíveis do agronegócio (CRAs) e as notas comerciais — ou commercial papers.

Nesses casos, a negociação via mercado secundário oferece liquidez aos investidores. Caso não seja possível resgatar um título de maneira antecipada com o emissor, a venda nesse ambiente se torna uma alternativa para transformar os valores mobiliários em dinheiro.

Outra diferença importante em relação aos mercados primário e secundário na renda fixa é o preço dos títulos. Quando você aplica diretamente com o emissor, o investimento mínimo é definido por ele — e as taxas de rentabilidade também.

Nas negociações do mercado secundário, contudo, os títulos costumam ser vendidos pelo preço de mercado a cada momento. Com isso, é possível que o comprador encontre oportunidades diferentes do mercado primário. Já o vendedor do título pode ter prejuízo na venda, em alguns casos.

Qual é a importância de cada mercado?

Até aqui, você descobriu que o mercado primário e o mercado secundário funcionam de maneira diferente e também apresentam oportunidades distintas. Além disso, é necessário considerar que cada um tem a sua importância.

O mercado primário é essencial, por exemplo, para realizar a emissão de novos valores mobiliários. Graças a ele, as empresas podem captar recursos e os investidores têm acesso a oportunidades inéditas no mercado de capitais.

Já o mercado secundário é relevante para viabilizar a negociação entre investidores, o que pode aumentar a liquidez. Ainda, ele cria um ambiente propício à realização de negócios, contando com transparência e mais segurança.

No geral, os dois mercados se complementam, pois viabilizam oportunidades tanto para os emissores quanto para os investidores.

Por que é importante conhecer os dois mercados?

Entender o funcionamento do mercado primário e do mercado secundário é importante para todos que participam do ambiente de investimentos.

Para entender melhor, confira quais são os impactos para cada um dos participantes envolvidos nesses processos!

Emissores

Os emissores de valores mobiliários são diretamente impactados pela existência do mercado primário e secundário. Como vimos, o primeiro possibilita captar recursos com custos menores na comparação com empréstimos e financiamentos, por exemplo.

Por outro lado, o mercado secundário pode atrair novos investidores. Sabendo que é possível vender os ativos nesse ambiente, a tendência é que haja maior liquidez para as negociações.

Investidores

Para os investidores, ambos os mercados podem ser importantes e oferecer benefícios. Participar do mercado primário ajuda a aproveitar investimentos diversos de modo direto e desde o começo. Ademais, essa é uma forma de ajudar uma empresa a captar recursos via valores mobiliários.

Já o mercado secundário permite que os investidores negociem aplicações de renda fixa antes do vencimento, por exemplo, e também traz dinamicidade para a renda variável. Isso pode gerar mais flexibilidade para a estratégia, de acordo com os objetivos ao investir.

Profissionais do mercado financeiro

Conhecer ambos os mercados também é importante para profissionais do setor. Um assessor de investimentos, por exemplo, deve entender melhor o funcionamento dos mercados para apresentar as informações aos clientes investidores.

Além disso, os profissionais podem apoiar empresas que desejam emitir valores mobiliários para captar recursos. Como consequência, o conhecimento sobre o mercado primário se torna especialmente relevante.

Como você viu, o mercado primário e o mercado secundário se diferenciam, principalmente, pelo tipo de negociação. Enquanto o primeiro garante a captação de recursos pelos emissores, o segundo envolve a negociação entre investidores — e é preciso entender ambos os ambientes e suas diferenças!

Essas informações foram úteis para você? Para ter ajuda e entender melhor as alternativas do mercado de capitais, entre em contato conosco da Laqus!

O mercado de capitais é formado por estruturas e processos que servem para garantir a disponibilidade de valores mobiliários de diferentes tipos. Entre os procedimentos que fazem parte desse ambiente estão a oferta pública e a oferta privada.

Ambas consistem em etapas de lançamento de ações, títulos e outros investimentos, mas são apresentadas de forma distinta ao mercado. Com isso, é importante conhecer cada uma das alternativas para entender o que pode fazer sentido para a sua estratégia.

Neste artigo, você compreenderá o que é a oferta pública e a oferta privada e saberá qual delas pode valer mais a pena. Continue a leitura e descubra!

Por que abrir capital no mercado financeiro?

Quando o assunto envolve a realização de ofertas públicas ou privadas, é comum que haja uma relação com a abertura de capital de um negócio no mercado. Esse processo consiste na mudança de status de uma empresa, que passa a negociar ações no mercado.

Normalmente, a estreia acontece via oferta pública inicial (IPO). A partir desse momento, os investidores podem adquirir ações para participar dos resultados da companhia em questão.

Para a empresa, a abertura de capital pode ser vantajosa para realizar a captação de recursos. Afinal, após a oferta inicial, o dinheiro segue para o caixa da instituição.

Outros motivos para abrir o capital envolvem o fortalecimento do negócio no mercado e o aumento da liquidez para os acionistas já existentes. Porém, como você verá, essa não é a única alternativa para obter recursos no mercado de capitais.

O que é a oferta pública e como funciona?

Depois de entender a possibilidade de abrir capital, vale a pena conhecer o que representa a oferta pública. Ela consiste em uma distribuição ampla de valores mobiliários para o público, sendo comunicada de forma extensiva a todo o mercado.

Nesse processo de oferta pública, pode ocorrer a disponibilização de ações, mas também a emissão de títulos, por exemplo. Algumas alternativas são as notas comerciais, também conhecidas como ou commercial papers, que podem ser distribuídas por meio de uma oferta pública, segundo a Instrução nº 566 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O que é a oferta privada e como funciona?

A oferta privada acontece de maneira diferente do procedimento público. Em vez de ela ser aberta ao público de modo amplo, esse tipo de oferta é voltado a um grupo selecionado de investidores interessados.

Nesse caso, portanto, não ocorre uma ampla divulgação da emissão de títulos. Em vez disso, a comunicação é direcionada para um conjunto fechado de pessoas físicas ou jurídicas, o que limita a participação.

Ainda, é importante notar que fazer uma oferta privada não é o mesmo que uma oferta pública com esforços restritos. O segundo caso está previsto pela Instrução nº 476 da CVM e dispõe sobre a possibilidade de os valores mobiliários serem distribuídos a um número menor de investidores.

Nesse cenário, a oferta acontece para 75 investidores profissionais, como um fundo de investimento. Porém, apenas 50 deles podem efetivamente investir. A diferença para a oferta pública tradicional é a isenção de registro na CVM.

Essa dinâmica tende a tornar o processo mais fácil e barato. Contudo, mesmo assim, a oferta pública com esforços restritos não é uma oferta privada. Portanto, é preciso ter atenção para não se confundir sobre as regras exercidas.

Quais são as principais diferenças entre as alternativas?

Como você viu até aqui, a oferta pública e a oferta privada funcionam de maneira distinta. Portanto, vale a pena se aprofundar nas diferenças que existem entre essas opções.

Uma das distinções é a necessidade de registro. Uma oferta pública tradicional precisa cumprir diversas etapas regulatórias, como registro na CVM, apresentação de prospecto e outras fases. Isso torna o processo mais caro e mais demorado, e também pode dificultar o acesso ao crédito.

Em uma oferta privada, por outro lado, não é preciso executar essas etapas de registro. Logo, o procedimento tende a ser mais dinâmico e acessível, facilitando a obtenção de recursos.

Ainda, a oferta pública costuma prever a obrigatoriedade de contratação de instituições intermediárias para sua realização. Enquanto isso, a oferta privada tende a ser mais flexível nesse sentido.

Outra diferença é o ambiente de negociação. Uma oferta pública de ações, por exemplo, prevê a negociação dos valores mobiliários na bolsa de valores. Já títulos emitidos de forma privada podem ser negociados em uma instituição depositária.

Qual tipo de oferta vale mais a pena?

Agora que você sabe quais são os tipos de oferta que existem no mercado, é interessante pensar em qual delas pode ser a melhor alternativa. Nesse sentido, avalie tanto os objetivos quanto as possibilidades do negócio.

A abertura de capital na bolsa de valores, por exemplo, costuma ter a oferta pública como padrão. Isso significa ter custos mais elevados com todas as etapas de registro, apresentação de prospecto e formação da oferta.

Nesse caso, uma possibilidade seria fazer uma oferta restrita. Porém, o alcance ao público não é tão elevado — e a estratégia de captação pode ficar comprometida.

Na emissão de títulos, por sua vez, a oferta privada pode apresentar diferentes vantagens. Afinal, a simplificação das etapas facilita o acesso ao crédito e gera mais rapidez e eficiência para obter os recursos.

Além disso, é possível contar com estrutura e segurança sem precisar enfrentar muita burocracia. Com a Laqus, o emissor tem apoio de uma instituição depositária, o que garante a ajuda na execução dos processos. Ademais, é uma forma de tornar a oferta mais atraente para os investidores.

Se você escolher a oferta privada, note que é importante ter atenção à divulgação. O mais comum é que o processo seja feito de maneira limitada, para evitar a caracterização de uma oferta pública. Afinal, isso levaria ao cumprimento das obrigações desse tipo de procedimento.

Agora você sabe o que é uma oferta pública e o que é uma oferta privada. Como vimos, elas apresentam diferenças nos custos e na burocracia e podem ser usadas em diferentes contextos. Analisar cada uma das possibilidades é essencial para decidir como fazer o lançamento de valores mobiliários.

Este artigo foi útil para você? Se quiser saber mais sobre as ofertas privadas, entre em contato com o nosso time da Laqus!

O avanço do setor tecnológico traz novidades que também são voltadas para quem deseja investir ou realizar operações financeiras com mais vantagens. Uma dessas possibilidades envolve a tokenização de ativos, que pode ser bastante versátil.

Mas, para considerar o uso desse processo, é importante conhecê-lo e saber como ele funciona. Assim, você pode analisar se faz sentido utilizá-lo como investidor ou na hora de efetuar a captação de recursos para uma empresa, por exemplo.

Na sequência, descubra o que é a tokenização de ativos e veja o que essa alternativa pode oferecer!

O que é um token?

Um token é a representação digital e negociável de um ativo tangível ou intangível. Ou seja, é como se o token fosse um elemento que carregasse o valor de um ativo referenciado — qualquer que seja ele.

Em geral, esse token faz parte de uma estrutura voltada para a negociação. A mais conhecida é o blockchain, que consiste em uma metodologia criptografada de transmitir informações digitais.

Funciona assim: quando uma operação é realizada, o registro é feito em um bloco, que tem um código de identificação único. Quando o bloco é totalmente “preenchido”, outro é criado. O próximo bloco sempre carrega o próprio código (chamado hash) e o código do bloco anterior.

Isso permite criar uma corrente de blocos interligados, o que ajuda a garantir a segurança e diminui os riscos de fraudes. Por conta dessa questão, o blockchain permite tanto a negociação de ativos digitais quanto a execução de contratos inteligentes, por exemplo.

O que é tokenização?

Agora que você entende o que é um token, é possível compreender o processo de tokenização de ativos. Essa etapa corresponde à transformação de um ativo em partes menores (os tokens), que são negociadas digitalmente.

Como você verá, existem diferentes tipos de token, mas a tokenização tem um funcionamento geral semelhante. A ideia, portanto, é permitir que mais pessoas negociem pequenas partes de um ativo com valor atrelado.

Guardadas as devidas proporções do mercado de capitais, é como uma empresa que divide parte do seu capital social em ações negociáveis, por exemplo. A diferença é que o processo tende a ser mais simples e descentralizado, além de não se limitar a um ativo financeiro.

Como funciona o processo de tokenização?

Outro ponto importante sobre a tokenização envolve conhecer como ela ocorre. A tokenização de ativos acontece em etapas estruturadas, começando pela identificação do ativo que será tokenizado.

É preciso passar por um processo que contempla questões jurídicas, como a definição das partes envolvidas e do bem que será dividido em partes menores. A criação efetiva do token ocorre via blockchain, por meio de um dos contratos inteligentes.

Assim, é lançado um novo ativo digital em uma rede pública, que serve para a escrituração das operações e de suas informações. As negociações dos tokens acontecem em plataformas específicas — que têm surgido em números cada vez maiores, a partir do avanço desse processo tecnológico.

Quais são exemplos de tokenização de ativos no mercado?

Apesar de a criação de tokens ser relativamente recente, é possível encontrar usos consolidados dela no setor tecnológico.

A seguir, confira quais são algumas alternativas que já existem no mercado e como elas funcionam!

Moedas digitais

O exemplo mais conhecido de tokenização de ativos envolve as moedas virtuais, como o bitcoin. Elas podem ser negociadas digitalmente e têm valor atrelado ao volume de negociação e de interesse por parte dos investidores.

No caso da ethereum, o conceito de token fica ainda mais evidente. Ela é, na verdade, uma plataforma, enquanto o ether é o token que serve como moeda virtual. Logo, negocia-se ether — e não ethereum.

NFTs

Um token não fungível (NFT) está relacionado a um ativo que não pode ser substituído. É o que acontece com uma obra de arte ou com uma ilustração digital, por exemplo.

O NFT, então, funciona como um tipo de certificado de autenticidade referente ao registro desse ativo. Obras de arte físicas têm certificados de originalidade, o que garante que elas sejam únicas e o que faz com que tenham valor. O NFT é semelhante, mas existe de maneira digital.

Tokens agrícolas

A tokenização de ativos já chegou até mesmo ao segmento do agronegócio. É possível acompanhar, por exemplo, a criação de tokens financeiros que estão atrelados ao preço de commodities agrícolas e permitem o investimento com mais facilidade.

Também existe a emissão de tokens voltados à Cédula de Produto Rural (CPR) digital. Com isso, a tendência é que a negociação entre as partes seja simplificada, ao mesmo tempo em que estimula o segmento.

Por que é importante entender esse processo?

Agora que você sabe como funciona a tokenização de ativos e para que serve, vale entender por que é relevante conhecê-la. Esse é um avanço do mercado tecnológico que pode trazer novas oportunidades tanto para quem investe quanto para empresas que desejam captar recursos.

A tokenização também tem vantagens ligadas à praticidade de negociação e à transparência, devido ao registro público das transações. Além disso, o processo pode auxiliar a diminuir os custos para os envolvidos e ajudar na rastreabilidade logística.

Ainda, a tokenização pode ser uma forma de investir em tecnologia, aproveitando o potencial de crescimento desse setor. Porém, também é preciso ter atenção com os riscos envolvidos, já que a volatilidade tende a ser mais elevada.

Ao mesmo tempo, é necessário considerar as questões referentes à regulamentação. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) desenvolveu um ambiente de testes, onde têm sido conduzidos experimentos de tokenização, fora da regulamentação.

Futuramente, eles podem apresentar regras específicas para o mercado brasileiro. Portanto, é preciso ter atenção com esse aspecto, já que os tokens ainda não são regulamentados como investimentos tradicionais no Brasil.

Como você viu, a tokenização é um processo que pode facilitar a negociação de ativos, de modo digital e transparente. Porém, antes de recorrer a ela é preciso considerar os riscos envolvidos e verificar se o processo atende às suas necessidades.

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Cada segmento de mercado apresenta obstáculos próprios para o alcance de objetivos estratégicos. No setor logístico, isso não é diferente. Existem algumas barreiras ligadas a ele que podem afetar o desenvolvimento do negócio.

Conhecer essas dificuldades é o primeiro ponto para encontrar a melhor maneira de resolvê-las. Nesse sentido, uma das possibilidades é a captação de recursos. Com mais dinheiro, é possível fazer os investimentos necessários para impulsionar a companhia.

A seguir, conheça os principais desafios encontrados no segmento logístico e entenda como pode ocorrer a captação de recursos para superá-los!

Quais são as principais dores do setor logístico?

Dentro da área logística, existem diferentes dificuldades e obstáculos que podem afetar os resultados do negócio. Por exemplo, é comum que existam problemas em relação ao espaço e controle de armazenamento.

Geralmente, também surgem questões sobre o transporte — o que envolve a segurança, rastreabilidade, eficiência e cumprimento de prazos. Ainda, podem aparecer pontos de atenção ligados aos equipamentos da empresa.

Para entender melhor, considere as demandas dos veículos do negócio. É necessário organizar a manutenção preventiva, realizar eventuais manutenções corretivas e coordenar a atualização ou expansão das frotas, por exemplo.

Também é preciso considerar possíveis dificuldades para unir as áreas diversas da logística, garantindo um movimento integrado na empresa. Vale notar que esses obstáculos não se limitam a negócios que atuam estritamente no segmento logístico, como transportadoras.

Diversas empresas têm um setor interno de logística — como companhias de varejo. Elas precisam cuidar do estoque e, por vezes, da movimentação de produtos para atender à demanda. Embora a logística não seja a atividade-fim do negócio, é parte importante da estratégia comercial.

Quais investimentos podem ajudar a solucionar essas questões?

Como você acompanhou, o universo logístico tem desafios que devem ser considerados e superados. Para solucioná-los, faz sentido realizar investimentos na estrutura e nos processos da empresa. Assim, as dores podem ser convertidas em oportunidades.

Nesse sentido, os desafios de estoque podem ser superados com a ajuda de recursos de controle de entrada e saída do armazenamento, por exemplo. Também existe a possibilidade de estabelecer métodos de gerenciamento do estoque e mudanças no layout de armazenagem.

O transporte, por sua vez, pode ser otimizado pelo investimento em sistemas de rastreio e monitoramento em tempo real (telemetria). A roteirização dos transportes e a contratação de seguros específicos também costumam ajudar — especialmente, em relação à segurança.

Para integrar o universo do transporte e do armazenamento, uma ideia interessante é contar com soluções de gerenciamento logístico. O uso de um software ajuda a automatizar tarefas — desde a emissão de documentos à criação e ao acompanhamento de um plano de manutenção.

Como a captação de recursos é importante para otimizar o setor logístico?

Acabamos de ver que realizar investimentos estratégicos no setor logístico é fundamental para superar os principais obstáculos dele. Para isso ser possível, a empresa deve dispor do dinheiro necessário para concretizar os planos de melhoria.

Porém, empresas de diferentes portes podem encontrar dificuldades em ter recursos disponíveis quando há problemas na logística. Afinal, muitos resultados financeiros dependem desse setor. Se ele for menos eficiente, o desempenho das finanças também é afetado.

Para resolver a questão, é possível focar na captação de recursos. Com outras fontes financeiras, o dinheiro obtido pode ser direcionado para o crescimento da empresa. Desse modo, fica mais fácil superar os obstáculos e consolidar um desempenho alinhado à estratégia estabelecida.

Como captar recursos para impulsionar o negócio?

Considerando que a obtenção de recursos pode ajudar a impulsionar o setor logístico, é preciso saber como essa dinâmica pode ser implementada. Na prática, existem diferentes formas de atrair capital — embora nem todas sejam adequadas a todas as empresas.

A seguir, veja quais são as principais alternativas para captação de recursos e entenda o que considerar para decidir entre elas!

Financiamentos

Os financiamentos são produtos financeiros que funcionam como empréstimos. Eles oferecem a liberação de um montante financeiro, em troca de pagamentos parcelados sobre os quais incidem a taxa de juros.

No entanto, essa alternativa é pouco dinâmica, pois exige uma extensa análise de crédito e requer que os recursos sejam utilizados de maneira específica. Além disso, o financiamento é a modalidade mais cara entre as formas de captação.

FIIs

Os fundos de investimento imobiliário (FII) também podem servir para a captação de recursos do setor logístico. Eles são fundos que investem a maior parte do dinheiro em ativos do segmento de imóveis — podendo ser propriedades físicas ou não.

Para as empresas que desejam obter recursos, uma opção pode ser adotar o modelo sale and leaseback (SLB). Essa operação consiste em vender um imóvel (como um galpão logístico) para um FII e, em seguida, alugar esse mesmo imóvel.

Logo, você pode vender o bem e manter o seu uso, mediante o aluguel. Essa é uma forma de transformar o ativo em dinheiro líquido. Porém, a alternativa pode ser pouco acessível para companhias menores.

Debêntures

As debêntures são títulos de dívida emitidos por empresas, mediante registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Elas são investimentos de renda fixa, com rentabilidade prefixada, pós-fixada ou híbrida. Em geral, as debêntures apresentam prazos mais longos e baixa liquidez.

Quando esses títulos são emitidos por empresas ligadas ao segmento de infraestrutura — como aquelas que atuam exclusivamente no setor de logística —, eles podem ser debêntures incentivadas e oferecer isenção de Imposto de Renda (IR) para pessoa física.

IPO

No mercado de capitais, outra maneira de captar recursos envolve a oferta pública inicial (IPO). Esse é o processo de abertura de capital na bolsa de valores, mediante a venda de ações.

Apesar de ser uma alternativa para captar altos montantes financeiros, o IPO envolve um procedimento longo e que tende a envolver custos mais elevados.

Com isso, ele pode não ser uma opção para pequenas e médias empresas — e mesmo grandes companhias podem ter dificuldades de ter acesso essa alternativa.

Notas comerciais

Entre as opções do mercado para a obtenção de recursos, existem as notas comerciais ou commercial papers. Elas consistem em uma espécie de compromisso de pagamento, firmado entre o emissor e quem empresta o dinheiro.

A rentabilidade das notas comerciais também pode ser prefixada, pós-fixada ou híbrida, já que esse é um investimento de renda fixa. Além disso, não possuem prazo máximo para emissão.

Logo, essa é uma alternativa para captar recursos de curto prazo, com previsibilidade e economia — em especial, em relação ao financiamento. Ademais, é uma escolha versátil, que permite o uso do dinheiro segundo os interesses. Por isso, as notas comerciais podem ser as mais vantajosas para companhias do setor logístico.

Conseguiu entender como o setor logístico pode obter recursos para vencer os desafios cotidianos? Entre as soluções, o destaque fica para a nota comercial, que oferece praticidade de emissão, atratividade para os investidores e potencial para empresas de diferentes portes angariarem recursos.

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