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Laqus, uma fintech que tenta quebrar o monopólio da B3

NA MÍDIA, O GLOBO – COLUNA CAPITAL, POR MARIANA BARBOSA

No mesmo dia em que vetou a operação do Whatsapp sob a justificativa de evitar um monopólio nos meios de pagamento digitais, o Banco Central tomou uma medida que assegura outro monopólio: o da B3 como depositária de títulos mobiliários no Brasil.

A circular que autoriza o Banco Central a comprar títulos privados – uma medida para ajudar as empresas na crise – determina que a compra só poderá ser realizada se os mesmos títulos privados estiverem depositados em uma depositária autorizada pelo Banco Central.

Ou seja, só se a dívida estiver depositada na CETIP, única central de depósitos existente no Brasil hoje e que pertence à B3.

Acontece que há mais de um ano os escaninhos do Banco Central guardam a análise de um processo de autorização de uma depositária alternativa à B3: a Laqus (antiga Mark2Market).

A falta de uma central de depósitos para concorrer com à CETIP da B3 é uma barreira ao surgimento de uma nova bolsa de valores no Brasil. Quando a ATS tentou lançar uma Bolsa alternativa, a principal queixa, e que levou a uma disputa em câmara de arbitragem, era a falta de concorrência para depositar os títulos mobiliários. A B3 queria cobrar taxas que, para a ATS, inviabilizavam o negócio.

A intenção da Laqus é começar atuando com CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio) para ir ganhando musculatura. O plano é em seis meses abrir para CRIs e debêntures – e em menos de dois anos estrear como central de depósitos de ações.

Há dois anos, a fintech entrou com pedido de autorização na CVM, que pediu um parecer do Banco Central para concluir o processo – embora a legislação estabeleça que o regulador, neste caso, seja a própria CVM.

A Laqus chegou a recorrer à Lei de Liberdade Econômica para que o BC estabelecesse prazos para deliberar. A expectativa é de que o parecer saia até o fim do mês.

A Laqus foi fundada por Rodrigo Amato há dez anos e é conhecida pela tesouraria de grandes empresas. Seu software é usado para a gestão de emissões de títulos, dívidas e outras operações.

Atualmente, R$ 275 bilhões em operações financeiras são geridas utilizando a plataforma da Laqus. Há 4 anos, eram R$ 21 bilhões. A maior parte dos clientes são companhias de capital aberto.

Desde a sua fundação, a Laqus já levantou R$ 1,5 milhão, em uma rodada liderada pelo fundo de venture capital KPTL.

A empresa já está com uma nova rodada engatilhada, mas os investidores aguardam a autorização da CVM para liberar o cheque.

 

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