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Desde 2010 atuando no mercado, atualmente a Laqus controla as operações das maiores tesourarias corporativas da América Latina, somando mais de R$ 310 bilhões em seu ecossistema. A missão do grupo é tornar as decisões financeiras mais fáceis, rápidas e seguras, garantindo maior eficiência na gestão dos nossos clientes.

Chegamos para dinamizar a economia com produtos simples e digitais, transformando a relação das empresas com as soluções financeiras, uma nova era entre emissores e investidores.

Monitor

Uma solução para gestão de risco e de operações financeiras como emissões de mercado de capitais, financiamento, derivativos e investimentos. Tudo em um só lugar.

Covenants

Uma solução única para controle das obrigações relacionadas às operações financeiras, como pagamentos ordinários e extraordinários, relatórios ambientais, auditoria ESG, envio de demonstrações financeiras, acompanhamento de obrigações diversas incluindo estatutárias ou operacionais e outras tantas relacionadas aos dos mais variados tipos de dívida.

IMF Digital

Primeira infraestrutura de mercado financeiro (IMF) verdadeiramente digital e voltada à economia real, robusta e segura para títulos de dívidas privados, trazendo mais transparência nos custos de emissão, sob a ótica da empresa, e de percepção de risco, sob a ótica do investidor. Por meio da tecnologia, entregamos muita agilidade e facilidade ao acessar recursos do mercado de capitais.

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Allan P. Franck
Head Farmer, GlobalTech

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Fique por dentro de notícias, análises do mercado financeiro e tenha as principais dúvidas esclarecidas em artigos feitos sob a curadoria da equipe Laqus.

Fazer um bom gerenciamento financeiro é fundamental para qualquer empresa se manter saudável e competitiva no mercado. Além de ter atenção aos gastos e ao faturamento, é importante saber o que é e como conseguir capital de giro.

Afinal, esse montante financeiro é um dos elementos essenciais para as operações de um negócio e deve ser calculado e disponibilizado adequadamente. Dessa forma, será mais fácil garantir os recursos necessários para a manutenção e desenvolvimento da organização.

Neste artigo, você entenderá o que é e como conseguir capital de giro para sua empresa. Vamos lá?

O que é capital de giro?

O capital de giro é um conceito essencial para a gestão financeira de qualquer negócio. Afinal, esse é um dinheiro que serve para cumprir as responsabilidades ligadas a custos e despesas, sem depender diretamente das entradas diárias.

Dessa forma, o conceito de capital de giro é semelhante ao de uma reserva de emergência — ou seja, um colchão financeiro para imprevisto. O montante pode ser usado para pagar despesas quando o dinheiro das vendas ainda não está disponível em caixa ou quando a empresa passa por períodos sazonais de baixa.

Como calcular o capital de giro?

Como o capital de giro é representado pelo montante disponível para uso no negócio, o cálculo depende da relação entre ativos e passivos. Logo, a equação é a seguinte:

Capital de giro = Ativos circulantes – Passivos circulantes

Os passivos são as despesas e os custos que a empresa tem, considerando suas obrigações financeiras. Já os ativos representam o valor em caixa, as contas a receber, o estoque e outros recursos. Ao realizar o cálculo, você encontrará qual é o capital de giro necessário no momento.

Qual é a importância do capital de giro?

Agora que você sabe o que é e como calcular o capital de giro, é possível entender a relevância desse montante para o negócio. No geral, é ele o responsável por destacar as empresas com boas condições de enfrentar períodos desfavoráveis e manter o empreendimento em funcionamento.

Afinal, contar apenas com uma fonte de recursos, como aquela proveniente das vendas, pode fazer com que o negócio fique muito exposto a riscos. Para compreender melhor, imagine que uma organização tem uma queda na receita ou que os clientes atrasem diversos pagamentos.

Nesses casos, a companhia poderá enfrentar dificuldades para pagar as contas, honrar fornecedores e garantir o funcionamento. Assim, o capital de giro é fundamental para manter as contas balanceadas e ajudar na organização do fluxo de caixa.

Além disso, como a saúde financeira do negócio depende do capital de giro, quanto maior for a soma, mais seguro o empreendimento estará. Desse modo, esse dinheiro é essencial para a continuidade da companhia.

Quais os riscos de não ter capital de giro adequado?

Depois de entender por que o capital de giro é relevante, é preciso conhecer os riscos que uma empresa corre ao não ter esse montante em volume suficiente. Os principais aspectos que podem ser prejudicados são a robustez e a segurança de mercado.

Considerando a sazonalidade das vendas e cenários atípicos e imprevistos, como crises econômicas, a falta do capital de giro pode comprometer as operações até que a situação se regularize. Como consequência, pode ocorrer o endividamento do negócio.

A falta de um capital de giro adequado também impede que a empresa financie seu ciclo financeiro. Assim, a companhia pode não ter a capacidade necessária para oferecer condições facilitadas para os clientes, como o pagamento a prazo.

Em casos mais críticos, o cumprimento das condições acordadas junto aos fornecedores pode ficar comprometida. A depender da gravidade do cenário, o problema pode fazer com que a empresa tenha que encerrar suas atividades.

Como conseguir capital de giro para o seu negócio?

Para construir o capital de giro adequado, as empresas podem buscar alternativas no mercado bancário, como empréstimos ou financiamentos. No entanto, essas opções tendem a ser mais caras devido à cobrança de juros elevados e nem sempre contemplam as demandas do empreendimento.

Por outro lado, é possível recorrer ao mercado de capitais, que é formado por valores mobiliários, como títulos de dívidas. Esse ambiente prevê diversas opções para a captação de recursos, o que permite encontrar aquelas mais adequadas para as necessidades do empreendimento.

Na sequência, conheça quais são as principais alternativas para obter o dinheiro no mercado e usá-lo como capital de giro!

Debêntures

As debêntures são títulos de dívida emitidos por empresas públicas ou privadas. Elas podem oferecer retorno prefixado, pós-fixado ou híbrido e o prazo para pagamento dos juros dessas aplicações pode chegar a 10 anos.

Em geral, esses investimentos apresentam baixa liquidez. Porém, os investidores podem negociá-las no mercado secundário, pelo preço de mercado do dia. Nesse caso, o resultado depende do interesse pelo título, o que varia com a capacidade de pagamento do seu empreendimento, enquanto emissor.

CRIs e CRAs

Os certificados de recebíveis imobiliários (CRIs) e do agronegócio (CRAs) também são alternativas para captar recursos e construir capital de giro. Eles são emitidos por securitizadoras que fazem a antecipação de recebíveis para as empresas interessadas.

O pagamento ocorre com deságio e a securitizadora transforma os direitos em títulos que serão negociados no mercado financeiro. Contudo, CRI e CRA são alternativas específicas para companhias do setor imobiliário e do agronegócio, respectivamente, então é preciso observar a questão.

Notas comerciais

Entre as possibilidades para a sua companhia conseguir recursos para capital de giro estão as notas comerciais. Elas são um tipo de título de dívida privada que serve como promessa de pagamento do emissor para o investidor.

Assim, o investidor fica responsável por disponibilizar os recursos, permitindo que a empresa capte o montante necessário para o seu capital de giro. O pagamento é feito a quem investe com base em uma taxa de juros — que pode ser prefixada, pós-fixada ou híbrida.

Ademais, não há limitação de prazo, de fluxo de remuneração ou de correção. Outra vantagem da emissão da nota comercial está no fato de não haver exigência de garantia real, o que pode simplificar o processo.

Além disso, as notas comerciais podem ser negociadas no mercado secundário — fornecendo maior liquidez para o investidor. E, como a nota comercial tende a ser de curto prazo, esse é um título especialmente adequado para obter capital de giro.

Vale ressaltar, ainda, que ela é isenta de Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF).

Agora você sabe como conseguir capital de giro e pode escolher a alternativa mais adequada para a sua companhia. Assim, há como evitar problemas financeiros que possam desestabilizar o negócio e prejudicar seu crescimento.

Quer conhecer melhor as diversas oportunidades do mercado financeiro? Então entre em contato conosco da Laqus!

A gestão de tesouraria é indispensável para o sucesso de um negócio. Afinal, as atividades desenvolvidas nesse setor permitem que os recursos sejam direcionados para cobrir todas as despesas e os compromissos, mantendo a saúde financeira da empresa — especialmente em médias e grandes companhias.

Para realizar esse processo, vale a pena recorrer ao uso da tecnologia. No entanto, é preciso utilizar as ferramentas corretas, como um sistema de gerenciamento robusto.

Quer entender melhor sobre essa solução e descobrir como escolher o sistema mais adequado? Continue a leitura e descubra!

O que é e como funciona um TMS?

Sigla para treasury management systems, o TMS compreende todos os sistemas voltados para a gestão de tesouraria. Portanto, ele é uma ferramenta que ajuda a cuidar do setor financeiro de uma empresa, considerando suas necessidades e seus desafios específicos.

Em geral, essa solução funciona com base em elementos como a automação e a integração de dados. Assim, é possível gerenciar o fluxo de caixa e as movimentações financeiras diárias, por exemplo.

O TMS também é uma forma de compreender as obrigações financeiras diversas, seus vencimentos e outras informações pertinentes à gestão financeira das empresas.

Quais as vantagens do TMS na gestão de tesouraria?

Como você viu, o TMS pode ser implementado na gestão de tesouraria do negócio, trazendo automação aos processos. Porém, é importante saber quais podem ser os outros pontos positivos de recorrer a essa solução tecnológica.

A seguir, você saberá quais são os principais benefícios de contar com um TMS para apoiar suas operações de tesouraria.

Veja!

Maior produtividade e eficiência

Um dos pontos mais importantes sobre o uso do TMS inclui a entrega de resultados. Com a automação promovida pelo sistema, é possível eliminar tarefas repetitivas, como a entrada e a análise manual de dados.

Se houver integração com outros sistemas, é ainda mais fácil criar um fluxo de dados. Isso ajuda a diminuir os erros, já que há menos atuação humana nos gargalos dos processos — como na entrada de informações. Logo, há uma redução dos retrabalhos, e as informações ficam mais confiáveis.

Além disso, a tecnologia é útil para executar as atividades com mais agilidade. Assim, a tomada de decisão se torna mais dinâmica. No caso de médias e grandes empresas, isso é essencial para processar os dados com máxima eficiência e mais produtividade.

Aumento da visibilidade sobre os dados

Outro ponto positivo de usar um sistema de gerenciamento de tesouraria está relacionado à visibilidade de informações. O sistema centralizado permite reunir todas as informações pertinentes em um só ambiente, o que auxilia a identificação dos gargalos e oportunidades de melhoria.

O aumento de visibilidade também é útil para as operações financeiras, como a manutenção ou composição do capital de giro e cumprimento de obrigações financeiras. Assim, é mais fácil evitar que movimentações relevantes sejam desconsideradas do planejamento financeiro, por exemplo.

Fortalecimento do controle financeiro

Usando um bom TMS é possível ter mais controle sobre as finanças, sendo viável gerenciar as entradas e saídas financeiras até em uma base diária. Desse modo, é mais fácil entender os resultados da companhia, fazer projeções sobre o desempenho e controlar o fluxo de caixa.

Além disso, há como controlar e acompanhar os vencimentos com mais facilidade, evitando atrasos e outros problemas. Logo, a gestão pode tomar decisões mais eficientes e adequadas para a empresa.

Potencialização de resultados positivos

No geral, a gestão de tesouraria se torna melhor com o uso de um TMS, o que favorece o alcance de resultados positivos. Existe a chance, por exemplo, de mitigar os riscos financeiros do negócio. Assim, é possível manter a gestão financeira sob controle e potencializar a saúde da companhia.

Além disso, um gerenciamento de tesouraria efetivo pode ampliar os lucros. Afinal, há mais eficiência no cumprimento das obrigações financeiras e uma probabilidade maior de que recursos fiquem disponíveis para aumentar a lucratividade.

Como escolher o melhor sistema de gestão de tesouraria?

Agora que você sabe qual é a importância de um TMS, é essencial saber como selecionar a solução ideal para a empresa. Nesse sentido, existem alguns critérios que exigem mais atenção na análise.

Continue a leitura e aprenda como selecionar o melhor sistema de gestão de tesouraria!

Confira quais são as funcionalidades oferecidas

O primeiro aspecto inclui a análise das funções disponíveis. É interessante ter um TMS com diferentes ferramentas, mas é ainda mais relevante que elas sejam adequadas às operações da sua tesouraria.

Então vale a pena mapear os processos, entender as necessidades do setor e conferir se as funcionalidades do TMS atendem às demandas. Entre os recursos mais importantes, estão:

  • gestão de dívida e caixa;
  • acompanhamento operacional;
  • gestão de riscos;
  • auditoria e estruturação contábil, entre outros pontos.
  • Análise a capacidade de integração

Também é importante verificar se o TMS pode se integrar a outros sistemas e ferramentas de dados. Graças a essa característica, é possível criar um fluxo de dados produtivo e que favoreça a centralização de informações.

Para tornar o processo mais simples, o ideal é que a integração ocorra via APIs. Dessa forma, não será preciso se preocupar com a entrada de determinados dados, o que tornará o sistema mais eficiente.

Verifique o nível de segurança do TMS

Para evitar problemas futuros, é indispensável que o sistema de gestão de tesouraria garanta máxima segurança. Isso significa, por exemplo, uma gestão aderente à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Você também deve verificar se o sistema oferecerá dados confiáveis, atualizados e integrados. Dessa maneira, é viável usar a ferramenta como um recurso de inteligência e, ao mesmo tempo, ter a certeza sobre a proteção das informações.

Conheça a qualidade do suporte

Além das características de automação, é fundamental que o TMS conte com um suporte qualificado. Assim, é possível facilitar a implementação da ferramenta, bem como garantir um uso adequado no cotidiano do negócio.

Com o apoio qualificado, sua empresa também terá ajuda se houver algum tipo de problema, dúvida ou demanda operacional. Assim, otimiza-se o uso da ferramenta.

Depois de conhecer essas características, saiba que nós, da Laqus, oferecemos a ferramenta que atende a todos esses requisitos. Com o Monitor, a gestão de tesouraria do seu negócio ocorrerá de modo ágil, centralizado, seguro e automatizado. Além disso, sua empresa contará com a nossa assessoria personalizada e qualificada.

Como você viu, contratar um sistema de gestão de tesouraria favorece o controle das operações financeiras e a tomada de decisão de médios e grandes empreendimentos. Para aproveitar todos os benefícios, é fundamental escolher um TMS de qualidade e com múltiplas funcionalidades.

Quer otimizar a gestão da sua tesouraria? Fale conosco da Laqus e conheça o Monitor, o nosso software de automação!

A inflação é um dos indicadores econômicos mais importantes e deve ser acompanhada pelos investidores. Afinal, ela pode afetar o poder de compra do seu dinheiro — por isso, é necessário saber como se proteger de um período de inflação em alta.

Nesse caso, você pode recorrer a determinados tipos de investimentos para aumentar a sua proteção. Contudo, é preciso conhecer quais são as alternativas que podem ajudar nessa estratégia para decidir o que pode fazer sentido para as suas necessidades e objetivos pessoais.

Neste artigo, você descobrirá mais sobre o assunto e entenderá como proteger seu patrimônio da inflação em alta. Confira!

O que é e como funciona a inflação?

A inflação corresponde ao avanço de preços que ocorre de forma generalizada e contínua na economia. Ela envolve os preços dos produtos e serviços de diversos setores e afeta o valor do dinheiro no tempo.

No Brasil, a inflação é medida oficialmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Esse indicador é calculado todos os meses pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que mede os preços de uma cesta de itens e acompanha a evolução nos custos.

Vale notar que cada componente tem um peso diferente no cálculo. Logo, o avanço de determinados preços tem um peso maior no resultado do índice.

Como a inflação em alta impacta seu poder de compra?

Após compreender como funciona esse indicador, é necessário entender quais podem ser os efeitos da inflação alta em seu poder de compra. No geral, um índice elevado diminui a sua capacidade de realizar gastos pessoais e de poupar dinheiro.

O motivo é a desvalorização do dinheiro com o tempo. Diante da inflação, a mesma quantia não será capaz de comprar os mesmos produtos no ano seguinte, por exemplo. É por causa do avanço da inflação que R$ 500 compram menos itens hoje do que era possível no passado.

Portanto, é preciso pensar em como evitar os principais efeitos da inflação alta para obter proteção patrimonial. Assim, você conseguirá manter o valor do dinheiro no tempo e ter um crescimento real do seu patrimônio no curto, médio e longo prazo.

Quais são os impactos da inflação alta nos investimentos?

Agora que você sabe o que é a inflação e sua relação com o dinheiro, vale entender como ela pode afetar os seus investimentos. Na prática, essa taxa interfere no cálculo da chamada rentabilidade real. Ela é obtida pelo retorno da carteira descontada a inflação.

Portanto, a rentabilidade real indica se o seu patrimônio cresceu ou não. Nesse sentido, se a rentabilidade real for negativa, significa que o seu portfólio não evoluiu de verdade e houve perda do poder de compra — mesmo que ele tenha apresentado retorno nominal positivo.

Por conta desse impacto, a inflação alta pode afetar os resultados da sua estratégia de investimentos. Afinal, quanto mais elevado for o avanço de preços, maior deve ser a rentabilidade bruta da sua carteira para garantir um desempenho líquido positivo — a fim de superar as movimentações da inflação.

Como proteger o poder de compra com o mercado de capitais?

Até aqui, você compreendeu como a inflação em alta impacta os seus investimentos e o seu patrimônio. Para se proteger desse efeito, é possível buscar alternativas do mercado financeiro. Em especial, vale considerar as aplicações financeiras que estão atreladas à inflação.

Esses são investimentos de renda fixa com um rendimento híbrido. Na prática, o retorno é composto por uma taxa fixa mais a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Então, caso os títulos sejam levados até o vencimento, eles oferecem um retorno acima da inflação.

Entre as opções existentes, há três títulos que podem se destacar para você compor uma carteira diversificada. Conheça quais são essas alternativas do mercado de capitais!

A primeira aplicação para considerar o investimento acima da inflação é o certificado de recebíveis do agronegócio (CRA). Esse é um investimento de renda fixa que faz parte do crédito privado.

O título é emitido por instituições securitizadoras e se baseia em direitos creditórios. Nesse caso, uma empresa do agronegócio antecipa seus recebíveis diante da cessão dos direitos creditórios, obtendo o valor das contas a receber à vista, com um deságio.

Então a securitizadora transforma esses direitos em ativos negociáveis no mercado — que são os títulos, como o CRA. Com isso, os investidores oferecem recursos em troca da rentabilidade acordada.

Para se proteger da inflação alta, como visto, é preciso que o rendimento esteja atrelado à variação do IPCA mais uma taxa fixa. No entanto, esse tipo de investimento costuma ter uma liquidez menor — muitas vezes, com resgate apenas no vencimento.

Nesse caso, para se desfazer da aplicação antes do prazo, é preciso recorrer ao mercado secundário. Porém, o valor recebido dependerá do preço de mercado do CRA na data do resgate, o que pode gerar perdas.

Ademais, o risco de crédito do CRA é maior em comparação a outras alternativas da renda fixa. Isso acontece porque, no CRA, não há proteção por parte do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) — e o mesmo ocorre com os demais exemplos que serão apresentados.

Portanto, se o emissor tiver dificuldades para fazer o pagamento da rentabilidade acordada, a entidade não faz o ressarcimento aos investidores.

Mas, considerando a relação de risco e retorno, esse investimento tende a oferecer uma rentabilidade maior que outras aplicações financeiras. Assim, você pode potencializar o retorno da sua carteira, sem precisar sair da renda fixa.

Debêntures

Também parte do crédito privado, as debêntures são títulos de dívida emitidos por sociedades anônimas não financeiras, que podem ser públicas ou privadas. Nesse caso, você tem acesso a um investimento que costuma ser de médio ou longo prazo.

Vale notar que existem diferentes tipos de debêntures. As incentivadas, por exemplo, são emitidas por instituições ligadas ao setor de infraestrutura. Com isso, elas oferecem benefício fiscal e são isentas de Imposto de Renda.

As debêntures costumam ser de longo prazo e ter baixa liquidez. Porém, se você quiser resgatar uma debênture antecipadamente, também é possível vendê-la no mercado secundário — assim como o CRA.

Notas comerciais

As notas comerciais ou commercial papers são investimentos de renda fixa, e podem ser emitidos para diferentes prazos. Essa emissão é feita por sociedades anônimas, limitadas ou cooperativas — o que as torna mais abrangentes que as debêntures.

Vale saber, ainda, que as notas comerciais são títulos sem garantias reais, o que pode aumentar o risco envolvidos. Por outro lado, como esse é um título executivo extrajudicial, pode ser mais fácil buscar recebimento em caso de calote por parte do emissor.

Neste artigo, você descobriu como a inflação alta pode afetar seu patrimônio e quais investimentos podem oferecer proteção nesse tipo de cenário. Ao considerar seu perfil de investidor e sua estratégia, é possível avaliar quais oportunidades do mercado de capitais você pode aproveitar.

Quer conhecer mais sobre as alternativas de investimento disponíveis? Entre em contato conosco da Laqus e conte com nosso apoio!

Uma das classes de investimentos no mercado de capitais é a renda fixa — a qual oferece diversas alternativas de aplicações. Entre as possibilidades, vale a pena conhecer o que são títulos privados de dívidas.

Dessa maneira, você entenderá como eles funcionam e quais resultados podem oferecer. Além disso, é interessante conhecer as vantagens dos títulos privados de dívida tanto para quem investe quanto para empresas que emitem esses ativos mobiliários.

Quer descobrir o que são os títulos privados e quais suas principais características? Continue a leitura e saiba mais!

O que são títulos privados de dívidas?

O primeiro ponto que você deve conhecer é o conceito de um título de dívida. Esse é um valor mobiliário que funciona como um tipo de empréstimo. Então o investidor disponibiliza recursos, tornando-se uma espécie de credor do emissor do título.

Já o responsável pela emissão do título se compromete a pagar uma rentabilidade com características conhecidas. Além disso, os títulos de dívida se dividem entre os públicos e os privados.

Os títulos públicos brasileiros são emitidos pelo Tesouro Nacional e servem para o Governo Federal captar recursos. Já os títulos privados de dívida são os investimentos de renda fixa criados por empresas de diferentes tamanhos e setores.

Ainda, vale notar que os títulos privados podem apresentar uma subdivisão, conhecida como crédito privado. Essa classificação compreende os títulos privados que são emitidos por empresas não financeiras.

Quais são as principais características dessas aplicações?

Agora que você entende o que são os títulos privados de dívida, é interessante compreender quais são suas características gerais. Assim, você conhecerá melhor o funcionamento das aplicações disponíveis.

A seguir, veja os aspectos referentes ao funcionamento de títulos privados.

Rentabilidade

Como são de renda fixa, esses investimentos têm um retorno que segue regras conhecidas antecipadamente. Entre os tipos, há três rentabilidades possíveis:

  • prefixada: definida por uma taxa fixa que é conhecida antes do investimento;
  • pós-fixada: atrelada à variação de um indicador de referência, como o Certificado de Depósito Interbancário (CDI);
  • híbrida: formada por uma taxa fixa mais a variação de um indicador, como Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Segurança

Em relação à segurança, os títulos privados de dívidas oferecem menos riscos que os ativos da renda variável, por exemplo. Isso ocorre porque há a previsibilidade sobre o retorno, sendo que na renda variável não há nenhuma garantia de ganho.

Além disso, a proteção varia entre os tipos de título. Aqueles que são emitidos por instituições financeiras costumam apresentar proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Essa é uma entidade que paga os investidores, dentro de certos limites, caso o emissor do título não cumpra o pagamento acordado.

Os títulos de crédito privado, por sua vez, não têm proteção do FGC. Com isso, eles apresentam mais riscos — mas também podem oferecer mais ganhos. Essa dinâmica se deve à relação proporcional entre risco e retorno.

Liquidez

A liquidez corresponde à facilidade com a qual um investimento pode ser convertido em dinheiro. Em alguns títulos de dívidas, há liquidez diária — permitindo o resgate antecipado em qualquer dia.

Porém, o mais comum é encontrar títulos com baixa liquidez. No entanto, é possível negociá-los no mercado secundário, se houver interesse em fazer o resgate antecipado. Nesse cenário, é preciso observar que pode haver perdas, devido à marcação a mercado — ou seja, do valor do título no dia da venda.

Quais são os principais títulos privados de dívida do mercado?

Após conhecer as características de funcionamento dos títulos privados de dívidas, vale entender quais deles estão disponíveis no mercado.

Entre os que são emitidos por instituições financeiras, é possível destacar:

  • certificado de depósito bancário (CDB);
  • letra de crédito imobiliário (LCI);
  • letra de crédito do agronegócio (LCA);
  • letra hipotecária (LH);
  • letra de câmbio (LC), entre outros.

No crédito privado, também há uma grande variedade de alternativas disponíveis. Entre as mais conhecidas, estão:

  • debênture;
  • certificado de recebíveis imobiliários (CRI);
  • certificado de recebíveis do agronegócio (CRA);
  • nota comercial (commercial paper) e outros.

Se você quiser entender melhor as possibilidades do crédito privado, confira as diferenças entre CRAs, debêntures e notas comerciais.

Quais as vantagens de investir nesses títulos?

Considerando as características gerais de funcionamento, os títulos privados podem ser oportunidades interessantes para os investidores. Em primeiro lugar, eles podem oferecer mais segurança, o que ajuda a equilibrar os riscos da carteira.

Além disso, há muita variedade de alternativas disponíveis. Logo, você pode encontrar condições distintas de segurança, liquidez e retorno. Assim, é possível escolher o que for mais adequado para cada objetivo que você tiver.

Ainda, os títulos privados de dívidas podem ajudar a rentabilizar o patrimônio de quem investe. Desse modo, investir neles pode ser uma forma de compor e acumular patrimônio.

Quais são as vantagens de emissão para as empresas?

Além dos investidores, as empresas privadas podem se beneficiar dos títulos privados. Para os emissores desses títulos, existe a chance de captar recursos financeiros por meio dos valores mobiliários.

Assim, é possível dispor do dinheiro obtido para financiar projetos, compor capital de giro ou alongar dívidas, por exemplo. Ao mesmo tempo, o custo desse crédito tende a ser menor que o de empréstimos e financiamentos bancários.

Como consequência, a empresa pode captar recursos sem precisar elevar muito o endividamento. No geral, portanto, a emissão de títulos privados de dívidas pode ajudar as companhias a terem uma gestão financeira mais efetiva e com mais qualidade.

Como escolher e investir em títulos privados de dívida?

Até aqui, você viu o que são os títulos privados de dívidas e como eles funcionam. Agora é interessante saber como investir nessas alternativas, considerando as diferentes possibilidades.

Nesse sentido, comece analisando seu perfil de investidor e seus objetivos financeiros. Desse modo, você sabe qual é o risco tolerável na sua estratégia e qual é o prazo ideal para os títulos da sua carteira.

Em seguida, pesquise o tipo de título mais adequado. Como visto, as aplicações de crédito privado podem oferecer mais retorno sem que seja preciso sair da renda fixa e, com isso, podem ser atraentes.

Após definir a estratégia de alocação, você deve ter conta em uma instituição financeira para escolher os títulos. Eles ficam disponíveis na plataforma de investimentos de cada instituição, de modo que você pode selecionar os mais interessantes para a sua carteira.

Neste artigo, você descobriu o que são os títulos privados de dívidas e como eles funcionam. Como é possível obter diversas vantagens com esse tipo de investimento, vale a pena saber analisá-los para escolher o que for mais conveniente para o seu portfólio.

Essas informações foram úteis? Se precisar de ajuda para conhecer melhor as oportunidades do mercado, entre em contato conosco da Laqus!

Toda empresa ou fundo imobiliário (FII) que deseja ser listado na bolsa de valores brasileira (B3) precisa passar por um IPO (oferta pública inicial). Agora, quando se fala em aumentar a quantidade de ações ou cotas em circulação, isso pode ser feito por meio do follow on (oferta subsequente).

Geralmente, em ambos os procedimentos, qualquer interessado pode participar e adquirir as novas ações ou cotas emitidas, exceto se for uma oferta restrita. Também chamada de ICVM 476 ou oferta 476, ela possui características diferentes das regras normalmente conhecidas.

Logo, se você atua no mercado financeiro ou deseja investir em produtos, veículos ou ativos de uma oferta restrita, acompanhe a leitura. Neste artigo você descobrirá o que é a ICVM 476 e por que é necessário entender essa norma.

Boa leitura!

O que é a CVM?

Antes de explorar o significado de ICVM 476, é pertinente compreender o que é a CVM. Essa é a sigla para Comissão de Valores Mobiliários, uma autarquia vinculada ao Ministério da Economia do Brasil, criada em 1976.

Popularmente, a CVM é conhecida como o xerife da bolsa de valores brasileira. Isso porque ela tem poderes para regulamentar, fiscalizar e punir a atuação de diversos integrantes do mercado financeiro.

Entre suas atribuições está disciplinar sobre:

  • registro de companhias de capital aberto;
  • registro de distribuição de valores mobiliários;
  • organização, funcionamento e operações na bolsa de valores;
  • suspensão ou cancelamento de registros, credenciamento e autorizações;
  • administração de carteiras e a custódia de valores mobiliários;
  • entre outras.

O trabalho exercido pela CVM evita situações de monopólio, formação de cartéis, golpes e fraudes financeiras, assim como atuações que possam provocar deslealdade nas negociações. Para fins fiscalizatórios, ela pode solicitar e analisar dados de qualquer participante do mercado.

No caso de apurar irregularidades, ela poderá aplicar multas, além de cancelar registros e credenciamentos. Portanto, sua atuação é fundamental para trazer transparência, confiança e segurança ao mercado financeiro — protegendo investidores, empresas, fundos e instituições.

O que é a ICVM 476?

Conhecendo o conceito de CVM, chegou o momento de aprender o que é a ICVM 476. Como você viu, a CVM é responsável por normatizar matérias relacionadas ao mercado financeiro. Isso pode ser feito por meio da edição de instruções normativas, conhecidas pela sigla ICVM.

Nesse sentido, o ICVM 476 é a Instrução da Comissão de Valores Mobiliários de número 476. Seu texto original é datado de 16 de janeiro de 2009 e dispõe sobre as ofertas públicas de valores mobiliários distribuídas com esforços restritos — e a forma como eles são negociados.

Confira mais detalhes:

Aplicação

A ICVM 476 elenca todos os valores mobiliários que podem ter a oferta restrita. Com isso, observa-se que esse tipo de oferta não abrange somente a emissão de ações e cotas de FIIs, pois contempla também:

  • cédulas de crédito bancário que não sejam de responsabilidade de instituição financeira;
  • certificados de recebíveis imobiliários ou do agronegócio de securitizadoras registradas;
  • debêntures não-conversíveis ou não-permutáveis;
  • brazilian depositary receipts (BDRs) patrocinados;
  • notas comerciais;
  • entre outros.

Investidores que podem participar

A instrução determina que a oferta restrita deve ser destinada, exclusivamente, aos investidores profissionais. Ou seja, limita-se àqueles que possuem mais de R$ 10 milhões investidos ou tenham uma certificação específica para atuar no mercado financeiro.

Nessa classificação, se encaixam os assessores e analistas de investimentos e planejadores financeiros, por exemplo, além de profissionais certificados por um dos seguintes órgãos:

  • ANCORD (Associação Nacional das Corretoras de Valores);
  • APIMEC (Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais);
  • ANBIMA (A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).

Depois de ter a certificação, é preciso que o profissional se cadastre na CVM — que faz o registro da pessoa como investidor profissional. Ademais, instituições e fundos também podem ser enquadradas nessa categoria. Os requisitos para o registro podem ser conferidos na ICVM 554/14.

Limitação de participantes

Outro ponto relevante abordado na ICVM 476, refere-se à quantidade de participantes que podem fazer parte de uma oferta restrita. De acordo com as regras previstas, somente 75 investidores profissionais podem ser convidados a participar do procedimento.

No entanto, desse número, apenas 50 deles poderão adquirir o objeto da oferta. Essas características fazem com que o público-alvo seja composto apenas por interessados que tenham grande conhecimento e experiência no mercado de capitais.

Qual a diferença entre ICVM 476 e ICVM 400?

Após conhecer as características mais relevantes da ICVM 476, é importante conferir suas diferenças em relação à ICVM 400.

A primeira distinção envolve o modelo de cada uma delas. A ICVM 476, como visto, refere-se ao modelo de oferta restrita — com público-alvo específico e limitado. Já a ICVM 400 diz respeito à oferta pública padrão, da qual qualquer interessado poderá participar.

Outra diferença marcante está relacionada às diretrizes a serem seguidas. Por serem destinadas a investidores profissionais, as ofertas ICVM 476 possuem menos exigências. Afinal, os seus participantes já detêm elevado conhecimento sobre investimentos.

Por outro lado, a empresa ou fundo que faça uma oferta pública considerando a ICVM 400 passará por uma maior burocracia. Isso porque o participante terá que realizar o registro da oferta na CVM, além de elaborar um prospecto com as informações mais relevantes acerca da oportunidade.

O prospecto é um documento com a função de atrair investidores e alertá-los sobre os riscos envolvidos. Quando se faz uma oferta 476, a emissão de prospecto é dispensada, bastando apenas a companhia ou fundo, por exemplo, arquivar o anúncio da oferta na CVM.

Quais os riscos envolvidos nas ofertas restritas?

No mercado financeiro, quanto maior o risco de uma alternativa de investimento, mais elevada tende a ser a sua rentabilidade. É preciso ter em mente que alternativas como ações e fundos imobiliários integram a renda variável e, assim, envolvem riscos maiores por conta da volatilidade de preços.

Além disso, em uma oferta 476, pode haver restrições quanto à negociação dos ativos — exigindo que eles continuem sendo negociados entre investidores profissionais no mercado secundário. Por isso, é preciso ter atenção a essa característica — especialmente quanto à liquidez.

Neste artigo, você teve a oportunidade de entender como funciona uma oferta restrita (ICVM 476). Então continue estudando a seu respeito, já que o conhecimento pode ajudá-lo a mitigar os riscos e aumentar as suas chances de êxito nesse tipo de oferta.

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Fazer uma boa gestão financeira é determinante para qualquer empresa que deseja crescer e se consolidar no mercado. Para isso, além das ferramentas tradicionais, como planejamento e orçamento, há como aproveitar outros instrumentos.

Entre eles, está a emissão de notas comerciais. Esses são investimentos de renda fixa cujas características podem favorecer a gestão de recursos da companhia. Como consequência, recorrer a eles pode ajudar o negócio a conseguir resultados estratégicos mais interessantes.

Quer entender como isso é possível? Continue a leitura e descubra como a emissão de notas pode auxiliar as finanças do seu empreendimento!

O que é e como funciona a gestão financeira empresarial?

O primeiro ponto que precisamos retomar é o conceito de gestão financeira empresarial. Na prática, ela compreende um conjunto de ações e estratégias para cuidar do dinheiro de um negócio em relação aos seus objetivos.

Além disso, para cumprir o seu propósito, a gestão financeira de uma empresa envolve diversas etapas, como o planejamento financeiro. A partir dele, é possível definir quais são os gastos e os ganhos da instituição, bem como os resultados de lucratividade e endividamento.

Depois desse ponto, há a elaboração de um orçamento, o qual define a distribuição de recursos entre os setores e processos do negócio. Ainda, ele pode ajudar a encontrar oportunidades para cortar gastos e aumentar a lucratividade, por exemplo.

Junto ao planejamento e ao orçamento, a gestão financeira pode dispor de estratégias voltadas para a captação de recursos. Assim, a companhia pode obter os valores necessários para realizar seus planos e atingir os objetivos empresariais.

Qual a importância de uma gestão financeira empresarial bem elaborada?

Como você viu, a gestão financeira de uma empresa envolve todas as etapas referentes ao cuidado com o dinheiro do negócio. Por conta disso, ela é indispensável para o sucesso do empreendimento.

É por meio dela que a companhia consegue gerenciar e até elevar seu nível de lucratividade. Afinal, o gerenciamento das finanças também prevê a realização de investimentos em melhorias e o cuidado com os custos dos processos, por exemplo.

Por isso, a gestão financeira bem estruturada está relacionada à continuidade do negócio no mercado. Além de auxiliar a empresa a se manter financeiramente, ela pode contribuir para aumentar a competitividade no setor de atuação.

O que são as notas comerciais?

Agora que você reconhece a relevância da gestão financeira no negócio, é importante saber quais ferramentas podem ajudar sua companhia. Em relação à captação de recursos, as notas comerciais são alternativas que merecem atenção.

Também chamadas de commercial papers, elas funcionam como uma espécie de promessa de pagamento emitida pela sua empresa, em favor de um investidor. Com isso, quem investe oferece os recursos, mediante o compromisso de pagamento assumido pela sua companhia.

Além desses conceitos iniciais, vale a pena entender melhor como as notas comerciais funcionam. Por isso, veja quais são as principais características deste título.

Rentabilidade

Como as notas comerciais são aplicações de renda fixa, elas apresentam condições previamente conhecidas de retorno. Ao definir a rentabilidade, portanto, sua empresa pode optar por uma das seguintes modalidades:

prefixada: determina uma taxa de rendimento fixa, válida até o resgate da aplicação;

pós-fixada: prevê o acompanhamento de um indicador de mercado;

híbrida: é formada por uma taxa fixa mais a variação de um indicador de mercado.

Prazo

Outra questão importante sobre esses investimentos de renda fixa é o prazo. Ao serem emitidos, seja por uma companhia de capital aberto ou fechado, os commercial papers costumam ser mais voltados ao curto prazo.

Contudo, não há limitação de prazo, fluxo de remuneração ou correção para as notas comerciais — o que traz mais liberdade para o emissor. Isso as diferencia de outros títulos — como as debêntures —, que apresentam prazos estabelecidos, normalmente mais longos.

Garantia e emissão

Ao contrário do que acontece com certos investimentos, a nota comercial é um título privado de dívida que não exige a apresentação de garantias. Como consequência, sua emissão tende a ser mais simples e rápida, oferecendo dinamismo para obter os valores desejados.

No entanto, mesmo assim a emissão deve ser feita junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Desse modo, é possível garantir a regulamentação desse instrumento para a captação de recursos.

Tipo de empresa

Ainda, você deve saber que as notas comerciais se destinam a certos tipos de companhias. Na prática, elas podem ser emitidas por empresas não-financeiras, de capital aberto ou fechado.

Além disso, sociedades anônimas, limitadas ou cooperativas podem realizar a emissão dos commercial papers. Nesse sentido, há uma abrangência maior que em outros valores mobiliários, como debêntures e certificados de recebíveis imobiliários (CRIs) ou do agronegócio (CRAs).

Como a emissão de notas comerciais pode ajudar na gestão financeira?

Até aqui, você descobriu como as notas comerciais funcionam. Mas, como a emissão dessas notas pode ser útil para a gestão financeira empresarial? Isso acontece porque, primeiramente, ela é uma alternativa para captar dinheiro.

Logo, o negócio conta com uma fonte de recursos no mercado de capitais, o que pode auxiliar a executar planos e atividades diversas. Além disso, por ser uma opção para captação, inclusive, no curto prazo, as notas comerciais costumam ser úteis para planos que exigem liquidez.

Pode ser o caso, por exemplo, de emitir os títulos para atender à necessidade de capital de giro em determinado momento. Assim, os demais recursos da companhia podem ser utilizados para atingir outras metas financeiras.

O uso desses investimentos para compor o capital de giro também pode ajudar a empresa a ter mais segurança e previsibilidade. Mesmo diante de situações atípicas, é possível manter o funcionamento das operações graças à disponibilidade dos recursos.

Ainda, emitir os títulos tende a ser mais barato que solicitar empréstimos ou financiamentos. Logo, há um nível menor de endividamento da companhia. Assim, a empresa pode ter uma gestão financeira mais estratégica, fazendo com que ela permita alcançar melhores resultados ao longo do tempo e se destacar da concorrência.

Neste artigo, você descobriu que a emissão de notas comerciais pode ser útil para otimizar a gestão financeira de um empreendimento. Por isso, vale a pena considerar essa alternativa do mercado financeiro para apoiar o alcance dos objetivos financeiros empresariais.

Gostou de conhecer os commercial papers? Se quiser saber mais sobre esses e outros instrumentos de captação e gestão financeira, entre em contato conosco da Laqus!

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