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Primeira infraestrutura de mercado financeiro (IMF) verdadeiramente digital e voltada à economia real, robusta e segura para títulos de dívidas privados, trazendo mais transparência nos custos de emissão, sob a ótica da empresa, e de percepção de risco, sob a ótica do investidor. Por meio da tecnologia, entregamos muita agilidade e facilidade ao acessar recursos do mercado de capitais.

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Allan P. Franck
Head Farmer, GlobalTech

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Administrar o próprio negócio envolve diversos desafios. É preciso entregar um serviço ou produto de excelência para o cliente, além de gerenciar operações internas da companhia. Nesse sentido, fazer o fluxo de caixa operacional é uma tarefa essencial.

Afinal, a área financeira de um negócio demanda bastante atenção. Se ela não estiver funcionando bem, toda a saúde da empresa fica comprometida. Portanto, esse conceito deve ser conhecido por todo empreendedor.

Neste artigo, você entenderá o que é o fluxo de caixa operacional e como estruturá-lo na sua empresa. Vamos lá?

O que é fluxo de caixa operacional?

Gerenciar os fluxos de uma empresa é uma das principais obrigações da rotina empresarial, já que essa atividade permite medir o retorno do negócio. De forma geral, todas as entradas e saídas da companhia são consideradas fluxos de caixa.

Nesse sentido, o fluxo de caixa operacional demonstra as receitas das vendas e as despesas geradas pela administração e produção. Isso inclui a compra de matéria-prima, o gasto com processos logísticos, os pagamentos dos funcionários e da energia elétrica, entre outros.

Assim, a ferramenta apresenta a variação do capital de giro e a rotina do negócio. Contudo, ele não considera investimentos, juros, variações de mercado e outros dados financeiros do tipo.

Para que serve e como funciona esse instrumento?

Agora que você sabe o que é o fluxo de caixa operacional, pode entender que ele serve para compreender qual é o mínimo de recursos que a empresa precisa para manter-se funcionando sem prejuízos.

Como você viu, o cálculo considera os gastos com mão de obra, água e luz, entre outras despesas. Ou seja, para calcular esse tipo de fluxo de caixa, é preciso somar o lucro antes de juros e impostos (LAJIR) à desvalorização e subtrair os impostos.

Logo, a fórmula é esta:

Fluxo de caixa operacional = (LAJIR + desvalorização) – impostos

Para compreender melhor, imagine que uma empresa tenha LAJIR igual à R$ 20 mil, uma desvalorização de R$ 2 mil e pague R$ 5 mil de impostos.

Nesse cenário, o cálculo fica:

Fluxo de caixa operacional = (R$ 20 mil + R$ 2 mil) – R$ 5 mil

Fluxo de caixa operacional = R$ 17 mil

Dessa forma, é possível concluir que o fluxo de caixa operacional dessa empresa é de R$ 17 mil. Mantendo esse valor positivo, a companhia pode traçar planos de longo prazo para o negócio. Afinal, esse resultado permite saber que as demandas e entregas estão em harmonia.

Como estruturar um fluxo de caixa operacional?

Como você viu, acompanhar o fluxo de caixa operacional é uma tarefa importante para as empresas, mas é comum surgirem dúvidas durante o processo.

Confira um passo a passo que pode ajudá-lo a estruturar essa tarefa:

Contabilize o saldo inicial

O primeiro passo é contabilizar quanto dinheiro a empresa tem em caixa. Com o saldo inicial em mãos, você poderá controlar melhor as entradas e saídas do negócio ao longo do tempo.

Registre as entradas e saídas

O saldo do caixa deve ser atualizado constantemente, incluindo o que entra e o que sai da empresa. Assim, todas as receitas e despesas devem ser lançadas para um melhor controle do fluxo de caixa.

Em relação às contas variáveis — como a de energia elétrica —, é interessante fazer o lançamento para ter uma projeção dos 12 meses seguintes. Dessa forma, quando houver um imprevisto, é possível agir antecipadamente.

Faça revisões

Após realizar o planejamento para os próximos 12 meses — que envolve lançar todas as despesas e receitas previstas —, é importante fazer uma revisão periódica dos planos. Isso porque o valor de um custo pode aumentar ou reduzir com o tempo, por exemplo.

Portanto, é fundamental que toda movimentação financeira da empresa seja lançada de forma atualizada no controle financeiro. Entre elas, estão ajustes de valores, novas despesas etc.

Categorize as receitas e despesas

Categorizar as receitas e despesas é essencial para entender exatamente quais são as suas maiores entradas e saídas. Assim, a análise fica mais rápida e eficiente — facilitando a definição de estratégias de economia, por exemplo.

O que fazer para aumentar a captação de recursos?

Após entender como estruturar o fluxo de caixa, você pode se interessar por aumentar a captação de recursos para melhorar os resultados do negócio. Para isso, é possível buscar soluções no mercado bancário, como empréstimos ou financiamentos.

Contudo, essas alternativas nem sempre atendem às necessidades do negócio, além de serem mais caras — especialmente pela cobrança de juros altos. Em contrapartida, existem opções no mercado de capitais, como títulos emitidos por empresas.

Diante das possibilidades, é viável encontrar uma alternativa adequada para o seu negócio. Confira as principais oportunidades do mercado:

Debêntures

As debêntures são títulos de dívida de renda fixa que podem ser emitidos pela empresa e devem proporcionar retorno prefixado, pós-fixado ou híbrido. Esse título não prevê um prazo de vencimento, mas, em geral, varia de 2 a 10 anos.

Como as debêntures públicas podem ser negociadas no mercado secundário, o investidor pode obter maior liquidez. Porém, o interesse pelo título dependerá da capacidade de pagamento do emissor e das condições da aplicação.

CRIs e CRAs

O certificado de recebíveis imobiliários e do agronegócio (CRI e CRA) são emitidos por securitizadoras e envolvem a antecipação de recebíveis. Assim, a empresa do ramo imobiliário ou do agronegócio busca uma securitizadora, que antecipa o pagamento de valores a receber.

A liberação de valores é realizada com um pequeno deságio e a instituição passa a deter os direitos creditórios. Com isso, eles são transformados em títulos disponibilizados no mercado financeiro.

Os CRIs e CRAs podem ser prefixados, pós-fixados ou híbridos e o pagamento aos investidores dependerá da quitação pelos clientes.

Notas comerciais

Também é possível obter recursos com o uso das notas comerciais. Elas funcionam como uma promessa de pagamento por parte do emissor para o investidor, que é responsável por disponibilizar os recursos. Assim, a companhia se compromete a pagar o montante acrescido de juros.

Uma das vantagens da emissão desse título é não haver a obrigatoriedade de garantia real, o que pode simplificar o processo. Além disso, a nota comercial possui retorno em curto prazo, fazendo com que ela seja especialmente adequada para obter capital de giro.

Agora você sabe o que é o fluxo de caixa operacional e pode começar a utilizá-lo na sua empresa. Lembre-se de que existem diversas alternativas disponíveis no mercado caso o empreendimento precise captar recursos para melhorar os resultados.

Quer conhecer melhor as oportunidades do mercado financeiro? Então entre em contato conosco da Laqus!

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é uma autarquia fundamental para o mercado financeiro brasileiro. Afinal, ela regulamenta e fiscaliza o ambiente de investimentos do Brasil, definindo regras e procedimentos. Entre as diretrizes estabelecidas pela CVM, está a ICVM 400.

Essa é uma instrução bastante relevante para o mercado de capitais e deve ser conhecida por investidores e profissionais da área. Assim, é possível entender quais são as regras a cumprir e como todos os envolvidos no mercado financeiro devem agir perante elas.

Neste artigo, você descobrirá como funciona a instrução ICVM 400 e quais são os seus pontos de atenção. Continue a leitura!

O que é uma instrução CVM?

Antes de conhecer especificamente essa diretriz, vale a pena saber o que são as instruções da CVM. Na prática, elas são documentos desenvolvidos pela autarquia que têm o objetivo de definir instruções a serem adotadas no mercado financeiro.

Logo, as instruções da CVM trazem regras relacionadas ao funcionamento do mercado de capitais. Desse modo, elas devem ser consideradas e respeitadas por todos os participantes do mercado.

No geral, o uso dessas instruções visa trazer mais transparência e alinhamento sobre os processos do mercado financeiro. Com isso, é possível padronizar diretrizes e garantir que todas as etapas ocorram de modo regulamentado.

O que é a ICVM 400?

Agora que você entende o que são as instruções da CVM, é interessante conhecer uma das mais importantes: a ICVM 400. Ela é a responsável por definir as principais regras para empresas e fundos de investimento que realizam a oferta pública inicial (IPO) ou uma oferta secundária (follow on).

Logo, essa é a diretriz que determina quais são as regras que companhias e fundos devem observar, caso desejem captar recursos via distribuição de ofertas na bolsa de valores. Nesse sentido, você deve saber que o IPO consiste na estreia de uma empresa ou fundo na bolsa.

Para empresas, o processo corresponde à abertura de capital. A partir dele, o empreendimento passa a ter ações negociadas no mercado, permitindo a participação de investidores que tenham interesse em se tornar acionistas.

Já o follow on é uma nova emissão de ações ou cotas por uma empresa ou um fundo que já está listado na bolsa de valores. Logo, o procedimento viabiliza uma nova captação de recursos. Em ambos os casos, a ICVM 400 estabelece as normas que determinam como o processo deve ser executado.

Quais são os principais pontos dessa instrução?

O próximo passo para conhecer a ICVM 400 é compreender quais regras ela estabelece. Na prática, o foco está nas informações que devem ser apresentadas sobre a oferta de distribuição, o que permitirá que os investidores tenham acesso aos dados para embasar suas decisões.

Assim, a ICVM 400 traz questões obrigatórias acerca da atuação da empresa ou do fundo de investimentos neste cenário. Veja quais são os pontos principais!

Criação de um prospecto definitivo

Conforme a instrução da CVM, o empreendimento ou fundo que deseje realizar uma oferta de distribuição deve elaborar um prospecto. Ele serve como um material publicitário, mas que também tem o objetivo de trazer informações importantes sobre todo o processo.

Nesse caso, é preciso incluir tanto os dados da empresa quanto da oferta em si. Entre as informações, estão:

  • total da emissão de valores mobiliários;
  • condições específicas de distribuição, desde os preços até o cronograma;
  • formação do capital social da empresa;
  • instituição intermediária do processo de distribuição;
  • apresentação de todos os riscos relacionados à companhia ou ao fundo, entre outras questões.

Logo, o prospecto tem o objetivo de apresentar um panorama da empresa ou fundo, permitindo que o investidor faça uma análise completa. Assim, cada participante do mercado financeiro pode definir se vale a pena ou não participar da coleta de intenções de investimento.

Registro junto à CVM

De acordo com a ICVM 400, também é obrigatório que o pedido de IPO ou follow on seja registrado junto à CVM. Para tanto, deve ocorrer a apresentação de diversos documentos — que passarão por uma análise da autarquia regulamentadora.

A ideia é que a instituição possa avaliar todos os pedidos para confrontar e conferir informações. Assim, há como garantir a validade dos pedidos e proteger o mercado financeiro de possíveis fraudes.

Qual é a importância da ICVM 400?

Como você viu, a ICVM 400 determina como devem ocorrer as ofertas de distribuição na bolsa. Por conta disso, sua importância está relacionada à proteção que é oferecida aos investidores, já que os seus interesses são protegidos a partir desse tipo de norma.

Essa instrução também garante que exista mais transparência na divulgação de informações, o que favorece uma tomada de decisão mais robusta. Ainda, a ICVM 400 serve para padronizar etapas, certificando que todos os processos relacionados ao mercado de capitais ocorram de maneira semelhante.

Portanto, esse conjunto de regras ajuda a proteger o mercado de modo completo. Assim, é possível diminuir os riscos de fraudes e outras questões que prejudiquem o funcionamento do ambiente financeiro.

Qual é a diferença entre ICVM 400 e 476?

Além de conhecer a ICVM 400, é relevante saber que existe outra instrução ligada às ofertas públicas de distribuição: a ICVM 476. No entanto, ela apresenta diferenças importantes em relação à ICVM 400, já que está relacionada às ofertas com esforços restritos.

Nesse caso, ela determina que o limite de investidores na oferta seja de 75 pessoas — das quais apenas 50 realmente podem investir. Além disso, a oferta de distribuição de ações ou cotas deve acontecer com foco em investidores profissionais.

Logo, as ofertas reguladas pela ICVM 476 são voltadas para quem dispõe de R$ 10 milhões investidos ou tem certificação do mercado financeiro. Junto a essas regras, a instrução simplifica o processo da oferta. O IPO ou follow on não precisa ser registrado na CVM, não exige prospecto e ocorre de maneira mais rápida.

Por outro lado, a ICVM 400 se aplica a qualquer distribuição de ofertas que não tenha esforços restritos. Portanto, conhecer essas distinções permite saber quando cada uma das instruções é utilizada no mercado financeiro.

Como você acompanhou, a ICVM 400 define todas as regras que devem ser observadas na oferta pública de ações e cotas de fundos de investimento na bolsa brasileira. Com isso, ela ajuda a proteger os participantes do mercado financeiro, garantindo padronização e celeridade aos processos.

Essas informações foram úteis? Se quiser conferir mais conteúdos sobre o mercado financeiro, aproveite para acompanhar nossas publicações no LinkedIn!

Captar recursos é uma oportunidade inteligente e muitas vezes necessária para as empresas. Dessa forma, é possível dispor de dinheiro para viabilizar a estratégia do negócio. No entanto, a obtenção de dinheiro deve ocorrer de modo estruturado. Por isso, recorrer ao plano de captação de recursos é extremamente importante.

Com o planejamento, é mais fácil definir quais são os pontos essenciais para a captação do dinheiro ser concluída com sucesso. Além disso, o plano é uma oportunidade para conhecer e avaliar as formas de obtenção de recursos que estão disponíveis no mercado.

Na sequência, descubra como elaborar um plano de captação de recursos para aproveitar as vantagens dessa estratégia!

O que é e como funciona um plano de captação de recursos?

Para entender essa ferramenta, é importante notar que o plano de captação de recursos funciona como um mapa. Assim, ele estabelece os objetivos e as ações necessárias para a empresa angariar os valores desejados.

Logo, o plano ajuda a definir quais devem ser as ações voltadas à obtenção de dinheiro para o negócio. Ainda, seu funcionamento inclui o direcionamento sobre quais alternativas escolher para dispor de recursos externos, de modo a atender aos objetivos definidos pela empresa.

Quais as vantagens de ter um plano desse tipo?

Agora que você sabe para que serve o plano de captação de recursos, é interessante conhecer quais vantagens ele pode oferecer. Um dos pontos importantes é o fortalecimento da organização financeira, graças à estruturação de ações para alcançar e utilizar o dinheiro recebido.

Ainda, o plano de captação aumenta as chances de o negócio obter o crédito necessário. Afinal, é possível defini-lo de modo estratégico, conhecendo quais são os desafios a superar e onde estão as principais oportunidades para obter os recursos.

A ferramenta também permite que a empresa encontre a solução personalizada ideal. Em vez de escolher um meio de captação apenas por ser o mais comum, por exemplo, é possível encontrar o que faz real sentido para o negócio.

Dessa forma, o plano de captação de recursos é essencial para identificar e aproveitar oportunidades melhores no mercado. Em geral, a estratégia pode ajudar a garantir a obtenção dos valores necessários de maneira mais rápida e econômica.

Como fazer um plano de captação de recursos para sua empresa?

Após compreender a importância desse plano, é necessário entender como desenvolver o planejamento ideal para o seu negócio.

A seguir, você aprenderá a elaborar um plano de captação para o seu empreendimento. Confira!

Defina os objetivos empresariais

O primeiro passo para desenvolver seu plano é identificar o destino dos recursos captados. . Assim, é possível entender qual será a quantia solicitada e qual é a finalidade, o que permite encontrar a solução mais adequada para as necessidades da companhia.

Em determinadas situações, a captação de recursos é voltada para o curto prazo — como é o caso da obtenção de capital de giro. Em outros cenários, a intenção é dispor dos valores necessários para expandir o negócio ou consolidá-lo no ramo de atuação.

Logo, as ações em cada caso deverão ser diferentes. Além disso, os objetivos devem ser alinhados ao planejamento financeiro. Ou seja, é preciso angariar valores compatíveis com a capacidade de pagamento da empresa, pois montantes muito elevados podem gerar dificuldades no orçamento.

Conheça as principais fontes de recursos

Depois de estabelecer os objetivos financeiros, é essencial conhecer as ferramentas que podem auxiliar na captação de recursos. Entre as soluções, estão alternativas ligadas ao mercado bancário e também ao mercado de capitais.

Veja como funcionam algumas das possibilidades!

Crédito bancário

Uma das opções para obter recursos é buscá-los em instituições financeiras, como os bancos. Nesse caso, sua empresa pode recorrer a um empréstimo ou financiamento, por exemplo.

Porém, essa é uma alternativa que requer cuidado, já que costuma estar entre as mais caras disponíveis. Devido à cobrança de altos juros, é comum ter que pagar um valor muito maior do que o montante obtido.

IPO

Já no mercado de capitais, uma das alternativas envolve a realização de uma oferta pública inicial (IPO). O processo consiste em abrir o capital da empresa, que passa a ter ações negociadas na bolsa de valores.

Com isso, é preciso abrir mão de uma parte do negócio, que pode ser adquirida pelos investidores que desejam participar dos seus resultados. Mas é necessário considerar as limitações dessa escolha: além de não ser tão dinâmico, o processo até a abertura pode gerar custos elevados.

CRI e CRA

Apesar de a presença na bolsa de valores ser uma alternativa, ela não é a única possibilidade do mercado de capitais. A sua empresa também pode recorrer à emissão de títulos de renda fixa. Dois exemplos são o certificado de recebíveis imobiliários (CRI) e do agronegócio (CRA).

Para a emissão desses instrumentos são envolvidas as securitizadoras, responsáveis por converter os recebíveis da empresa em títulos negociáveis. Assim, seu negócio pode antecipar os valores que tem para receber e, em troca, ceder os direitos creditórios para uma securitizadora.

Então a instituição emite os títulos e os negocia com os investidores. No entanto, como o nome indica, o CRI e o CRA são limitados a empresas do setor agro ou imobiliário. Logo, é preciso conferir se o seu empreendimento se encaixa nos requisitos para a emissão dos títulos.

Debêntures

Uma opção mais livre no mercado de capitais são as debêntures. Elas são títulos de dívida emitidos por sociedades anônimas não financeiras. Assim, a empresa pode emitir diretamente as aplicações — e definir o pagamento de juros com um retorno prefixado, pós-fixado ou híbrido.

Em geral, as debêntures têm vencimento de médio e longo prazo. Desse modo, elas tendem a servir para obter capital com um prazo maior e custos menores.

Notas comerciais

No seu plano de captação de recursos, também é possível incluir as notas comerciais ou commercial papers.

Por meio desses títulos, o negócio assume uma dívida com o investidor, comprometendo-se a pagar o débito nas condições acordadas de juros e de prazo. Em geral, as notas comerciais são voltadas para o curto prazo, o que as torna adequadas para obter capital de giro com a isenção de IOF, por exemplo.

Selecione as opções ideais para o empreendimento

Depois de identificar as principais possibilidades para a captação de recursos, é necessário definir quais são as alternativas ideais para atingir as suas metas financeiras. Por isso, é preciso estabelecer quais instrumentos utilizar.

Ademais, é preciso buscar parceiros estratégicos. A Laqus como uma central depositária, por exemplo, pode facilitar o processo e viabilizar a captação do dinheiro para realizar os planos da sua empresa com maior tranquilidade.

Como você acompanhou, fazer um plano de captação de recursos é útil para otimizar a administração empresarial e alcançar objetivos. Com a criação do plano estratégico e a adoção das melhores soluções, será possível obter os valores necessários para realizar as metas definidas.

Ficou interessado nas soluções de captação de recursos? Entre em contato conosco da Laqus e descubra como podemos ajudá-lo!

 

Uma das tarefas mais importantes do gerenciamento financeiro de uma empresa é a gestão do capital de giro. Por meio dele, é possível cuidar do montante que deve ficar disponível para sustentar as operações do negócio durante determinados períodos.

Como o capital de giro é uma reserva para momentos específicos, é necessário garantir que ele tenha um valor adequado. Dessa forma, há como evitar problemas decorrentes da indisponibilidade de recursos para o negócio.

Para entender o que fazer, continue a leitura e veja como realizar uma efetiva gestão do capital de giro da empresa!

Para que serve o capital de giro?

Além de conhecer o conceito, é importante compreender para que serve o capital de giro. De modo amplo, pode-se dizer que ele é útil para financiar as operações do negócio em diversas situações.

No início do empreendimento, o montante tem a finalidade de garantir o cumprimento das obrigações — mesmo quando ainda não há clientes ou lucro. Assim, é possível sustentar o negócio até que ele consiga se manter por meio dos resultados obtidos.

O capital de giro também é útil para a gestão financeira geral da empresa. Como é comum vender a prazo para os clientes e pagar os fornecedores em períodos menores, o montante serve para garantir o cumprimento das obrigações e para manter o ciclo financeiro saudável.

Quais os riscos de não fazer uma gestão eficaz do capital de giro?

Até aqui, você viu como o capital de giro é relevante para o empreendimento. Por conta disso, não realizar um gerenciamento adequado desse montante pode gerar efeitos indesejáveis e prejudicar o negócio.

Sem uma gestão efetiva, há o risco de a companhia não dispor de dinheiro suficiente para sustentar suas operações. Como consequência, uma queda nas vendas ou problemas com o faturamento podem deixar a companhia sem dinheiro para executar as atividades.

Porém, caso não disponha dos recursos exigidos para abastecer o estoque, o armazenamento pode não ser suficiente para atender às necessidades dos clientes. Se houver a ruptura de estoque — ou seja, o desabastecimento —, a empresa pode perder vendas e clientes.

Além disso, um gerenciamento inadequado desse capital pode fazer com que o nível de endividamento do negócio aumente. Logo, a gestão financeira e a continuidade no mercado podem ser afetadas.

Como gerenciar o capital de giro da empresa?

Considerando os riscos que existem quando a gestão não é feita adequadamente, é necessário saber como gerenciar o capital de giro do seu negócio. É importante adaptar as medidas para a realidade da sua companhia, mas existem algumas ações que costumam ser relevantes em todos os cenários.

Para entender o que fazer na gestão de capital de giro da empresa, confira dicas para colocar em prática no cotidiano do empreendimento!

Compare o capital de giro atual com a necessidade real

Um dos primeiros passos é compreender quais são as características atuais do capital de giro do empreendimento. Por isso, comece calculando qual deve ser o valor do capital e identifique a sua disponibilidade ao subtrair os passivos dos ativos circulantes.

Se o resultado for positivo, o negócio é capaz de arcar com as despesas financeiras, diante dos ativos que possui. Já se ele for negativo, é um indício de alto endividamento, com débitos superiores ao patrimônio circulante. Isso pode identificar maior ou menor necessidade de capital.

Ademais, compare o montante que você tem provisionado agora com a real necessidade. Ele deve atingir, no mínimo, o valor calculado, mas não deve superar muito o que for considerado ideal. Assim, há como evitar o comprometimento de recursos que poderiam ser usados em outras estratégias do negócio.

Implemente uma política para reduzir os custos

Como você viu, o capital de giro deve considerar os passivos da companhia, o que inclui as dívidas e os gastos gerais. Portanto, diminuir as despesas pode ser uma forma de reduzir o custo para manter o negócio. Desse modo, tende a ser mais fácil fazer a gestão de capital de giro.

Nesse caso, você deve implementar uma política estruturada para reduzir os gastos sem comprometer a qualidade ou a estratégia do negócio. Por isso, vale a pena fazer um reconhecimento completo da situação para entender quais são os principais gargalos e onde estão os custos supérfluos.

Em seguida, defina uma política de contenção de despesas, focando nesses gastos que podem ser reduzidos ou eliminados. Assim, a necessidade de capital de giro será menor e o uso de recursos da companhia será otimizado.

Negocie condições com os fornecedores

Para que a empresa tenha mais fôlego financeiro, é interessante buscar condições mais favoráveis em relação aos fornecedores. A ideia é negociar preços ou prazos de pagamento, pois isso ajuda a diminuir a necessidade de acionamento do capital de giro.

Se a empresa conseguir pagar os fornecedores e parceiros em um prazo maior, pode ter tempo suficiente para receber a maior parte dos pagamentos dos clientes. Como consequência, será preciso dispor previamente de um montante menor para cumprir as obrigações financeiras.

Busque crédito com estratégia

Uma boa gestão de capital de giro também envolve a busca de alternativas de crédito para ajudar as finanças, em vez de torná-las mais complexas. Recorrer a empréstimos ou financiamentos, por exemplo, tende a elevar o endividamento. Com isso, a necessidade de capital de giro também fica consideravelmente maior.

Por outro lado, recorrer ao mercado de capitais pode trazer facilidade para obter recursos de modo mais barato. Uma opção é o certificado de recebíveis do agronegócio (CRA), voltado para empresas desse setor.

No caso, você antecipa seus recebíveis e os direitos creditórios são cedidos para uma securitizadora. Então esses direitos são transformados em títulos negociados no mercado, que é o CRA. Assim, parte dos recursos obtidos podem ser utilizados para atingir o nível de capital de giro necessário.

Também é possível recorrer às notas comerciais ou commercial papers. Eles funcionam como um compromisso de dívida regulamentado entre a companhia e os investidores. Como a nota comercial tem curto prazo de vencimento, é comum que seja utilizada para compor o capital de giro do empreendimento.

Com essas dicas, você sabe como fazer a gestão de capital de giro do negócio com máxima eficiência. Assim, é possível proteger a empresa em diferentes cenários, evitando problemas que podem colocar em risco a continuidade da companhia.

Quer ajuda para conhecer e aproveitar as oportunidades de captação de recursos? Fale com o time da Laqus!

O número de investidores no Brasil está aumentando. Em fevereiro de 2022, a B3 (a bolsa de valores brasileira) atingiu 5 milhões de contas de pessoas físicas investindo em renda variável. E a renda fixa também segue em crescimento, alcançando 10 milhões de CPFs em dezembro de 2021.

Isso significa que, cada vez mais, os brasileiros estão percebendo a importância de investir. Nesse sentido, conhecer o que é a ANBIMA se torna importante tanto para o investidor comum quanto para aquele que deseja se tornar um profissional de investimento.

Para entender melhor o seu conceito, neste artigo você conhecerá a ANBIMA, seu funcionamento e o seu papel no mercado financeiro. Acompanhe até o final!

O que é a ANBIMA?

O mercado financeiro é bastante amplo e conta com diversas alternativas de investimento para todo o tipo de investidor. Nesse contexto, é natural a criação de associações para defender os interesses de determinados participantes — é o caso da ANBIMA.

A sigla representa a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais. Ela foi fundada em outubro de 2009, após a fusão da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (ANBID) com a Associação Nacional das Instituições do Mercado Financeiro (ANDIMA).

Trata-se de uma associação que representa bancos, gestoras, corretoras, distribuidoras e administradoras de valores mobiliários no mercado financeiro e de capitais. Nesse sentido, ela é considerada uma das principais entidades relacionadas ao universo dos investimentos.

Entre seus objetivos, está apoiar o crescimento do mercado visando o desenvolvimento econômico e social. Sua atuação é pautada em 4 pilares: a representação, autorregulação, informação e educação.

Como a ANBIMA funciona?

Após conferir o que é a ANBIMA, talvez você queira saber como ela funciona. Para compreender essa questão, é necessário entender o que é o SFN (Sistema Financeiro Nacional).

Ele é formado pelo conjunto de entidades e instituições que promovem a intermediação financeira. Ou seja, o grupo de entidades que possibilitam o encontro entre fornecedores e tomadores de recursos.

Por meio do sistema financeiro que o Governo, empresas, bancos e pessoas movimentam recursos, pagam suas dívidas e realizam investimentos. Nesse contexto, a ANBIMA integra o SFN, contribuindo com a regulamentação do setor, estabelecendo regras e boas práticas.

No entanto, por ser uma associação privada, a ANBIMA atua com a autorregulação. Isso significa que ela cria regulamentações às instituições visando garantir a transparência e a segurança nos mercados financeiros de capitais, mas a adesão aos códigos e normas é voluntária.

Contudo, a partir de sua adesão, os membros são obrigados a seguir as regras impostas pelo órgão. Em caso de descumprimento por um associado, por exemplo, a ANBIMA pode aplicar penalidades — como multas, advertências, suspensão e até a exclusão da associação.

Ademais, a ANBIMA possui autorização da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) — órgão que regula e fiscaliza o mercado — para fornecer certificações aos interessados que desejam se tornar profissionais de investimentos.

Quais são as certificações fornecidas pela ANBIMA?

Como forma de promover a informação e a educação, a ANBIMA oferece cursos sobre o mercado financeiro e capacitação de investidores profissionais. Assim, ela organiza os conteúdos e elabora as avaliações aos candidatos que se inscrevem em seus programas de qualificação.

Cada um de suas certificações habilita o profissional ao exercício de uma atividade específica. Atualmente, a ANBIMA oferece 6 certificações. São elas:

CPA 10 — destinada aos profissionais que atuam na distribuição de investimentos;

CPA 20 — voltada a profissionais que desejam trabalhar com clientes do varejo de alta renda, investidores institucionais, entre outros;

CEA — habilita o profissional a atuar como especialista de investimentos e, assim, poder recomendar alternativas e assessorar gerentes de contas;

CFG — atende a quem deseja iniciar a carreira como gestor de recursos de terceiros, assumir cargos em empresas de asset management, entre outras;

CGA — exigida para exercer a função de gestor de fundos de investimento. Por exemplo, fundos de renda fixa, ações, cambiais e multimercados;

CGE — com essa certificação profissional, você estará habilitado para ocupar o cargo de gestor em fundos estruturados, como fundos em participações, direitos creditórios e imobiliários.

Em caso de aprovação, o candidato poderá exercer a atividade de investidor profissional de acordo com a certificação obtida. Logo, qualquer pessoa que tenha o interesse em se tornar um profissional do mercado, deve considerar tirar uma certificação junto à ANBIMA.

Qual é o papel da ANBIMA?

Ao chegar até aqui, é possível entender que a ANBIMA tem um papel bastante relevante no mercado financeiro. Como sua atuação se dá de forma autônoma em relação às instituições que representa, ela tem poder de influenciar o próprio mercado, ao mesmo tempo em que auxilia o investidor.

Quando uma pessoa pretende começar a investir, é comum que ela busque instituições ou corretoras que forneçam investimentos de seu interesse. Elas são responsáveis por oferecer e classificar os produtos ou ativos financeiros mais adequados ao seu perfil de investidor e objetivos.

No entanto, quem não tem muita experiência sobre o mercado ainda pode encontrar dificuldades em fazer escolhas. Afinal, além de considerar questões como o aporte inicial e a rentabilidade proposta, é preciso conferir também:

  • os riscos associados;
  • proteções ou garantias existentes;
  • eventual prazo de carência de resgate;
  • impostos que incidem no investimento;
  • entre outros.

Com tantos detalhes, o interessado pode necessitar de suporte profissional — seja para entender melhor uma alternativa de investimento ou para auxiliá-lo na tomada de decisão. Nesse sentido, a ANBIMA exerce um papel fundamental, pois treina e capacita o profissional que atua nesse ramo.

Dessa maneira, a associação contribui para a proteção do investidor e do próprio mercado financeiro. Isso evita que pessoas cometam equívocos quando estão investindo, assim como impede uma atuação tendenciosa de empresas ou de um gerente bancário, por exemplo.

Assim, o investidor consegue tomar decisões mais adequadas ao que, de fato, está buscando no mercado. Portanto, por meio da autorregulação, a ANBIMA promove boas práticas em relação às negociações do mercado, construindo um ambiente mais forte e transparente.

Conclusão

Agora você sabe o que é a ANBIMA e suas principais certificações, conseguiu entender a importância dessa associação para o mercado financeiro e de capitais? Por isso, conhecer o assunto é fundamental para quem deseja investir ou se tornar um profissional de investimentos!

Para saber mais a respeito da atuação dos órgãos regulatórios do mercado de capitais e adentrar este mercado entre em contato conosco!

A captação de recursos por uma empresa pode ser feita por meio das soluções do mercado de capitais. Entre as principais alternativas, estão as debêntures e os commercial papers, que fazem parte da renda fixa.

Embora esses títulos tenham algumas semelhanças, também guardam diferenças significativas. Assim, ao conhecer os pontos de distinção, é mais fácil entender o que pode ser adequado às estratégias de investimento ou às necessidades do negócio.

Quer compreender melhor quais são as distinções entre debêntures e commercial papers? Continue a leitura e descubra!

O que são debêntures e como funcionam?

Para começar, vale a pena conhecer as debêntures. Elas correspondem a títulos de dívida que são emitidos por empresas que desejam captar recursos. Em troca, há o pagamento de uma rentabilidade que segue as regras comuns da renda fixa.

Logo, o retorno pode ser de três tipos diferentes:

  • prefixado: baseia-se em uma taxa fixa definida previamente;
  • pós-fixado: rende de acordo com a variação de um indicador de mercado;
  • híbrido: é composto por uma taxa fixa mais a variação de um indicador de referência.

Esse tipo de investimento faz parte do crédito privado, uma subclassificação da renda fixa. Na prática, as debêntures apresentam riscos maiores que outros títulos dessa classe. Isso acontece porque elas não têm proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Vale destacar que debêntures costumam ter duração de médio a longo prazo. Já a liquidez dos títulos de dívida tende a ser menor e, muitas vezes, não é possível fazer o resgate antecipado. Nesses casos, é preciso aguardar o vencimento ou negociar no mercado secundário — o que pode gerar perdas.

A respeito da tributação para investidores, apenas as debêntures incentivadas são isentas de Imposto de Renda (IR). Trata-se de títulos emitidos por empresas ligadas ao segmento de infraestrutura e que, por esse motivo, recebem o benefício fiscal.

No caso das debêntures tributadas, o IR incide sobre o rendimento, de acordo com o período de investimento. As alíquotas variam com a tabela regressiva, da seguinte forma:

  • até 180 dias: 22,5%;
  • de 181 a 360 dias: 20%;
  • de 361 a 720 dias: 17,5%;
  • acima de 720 dias: 15%.

O que são commercial papers e como funcionam?

Assim como as debêntures, os commercial papers, também conhecidos como Nota Comercial, são títulos de dívida emitidos por empresas que buscam realizar a captação de recursos. Sendo um tipo de título privado de dívida. A Nota Comercial, serve como uma promessa de pagamento por parte do emissor para o investidor, que é responsável por disponibilizar os recursos.

Na prática, as notas permitem que ocorra a captação de recursos financeiros. Já o pagamento a quem investe é realizado com base em uma taxa de juros — prefixada, pós-fixada ou híbrida — negociada entre as partes. Por conta disso, esse instrumento é classificado como um título de renda fixa.

Quanto ao vencimento, a nota comercial não apresenta restrições de prazo máximo, mas atualmente, tende a ser um título de dívida de curto prazo, tanto pela herança das notas promissórias quanto pela novidade que representa para o mercado. Assim, na data acordada, ocorre o resgate do título por parte do investidor.

Já em relação aos riscos, vale destacar que a nota comercial não tem garantia real. Contudo, ela é classificada como um título executivo extrajudicial, então significa que não exige protesto para ser alvo de uma ação de execução na justiça.

Quais são as principais diferenças entre as duas alternativas?

Como você viu até aqui, debêntures e commercial papers são títulos de dívida de renda fixa e seguem regras semelhantes de tributação e rendimento. Porém, também é preciso considerar as diferenças entre as aplicações para elaborar a melhor estratégia para usar essas opções.

Na sequência, descubra os principais diferenciais entre notas comerciais e debêntures!

Emissão

Um dos principais aspectos que diferencia os títulos é o conjunto de regras de emissão. Para as debêntures, apenas sociedades anônimas não pertencentes ao setor financeiro podem emitir esses títulos.

No caso das notas comerciais, além das sociedades anônimas não financeiras, as sociedades limitadas e as cooperativas de agronegócio podem realizar a emissão. Portanto, essa é uma alternativa que contempla mais negócios.

Além disso, as notas comerciais podem ser emitidas em uma negociação direta com o investidor, enquanto as debêntures exigem um agente intermediário. Contudo, em ambos os casos, é preciso haver o registro da empresa na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Prazo

Os títulos não se diferenciam por conta dos prazos, nenhuma das opções possui prazo máximo.

Utilização do dinheiro

Por conta das características referentes ao prazo, as commercial papers e as debêntures também utilizam os recursos captados de forma diferente. Nas debêntures, é frequente que o dinheiro seja utilizado no financiamento de projetos, reestruturação do capital da empresa ou até alongamento de dívidas.

A captação de recursos para projeto via notas comerciais também é possível e deve se tornar mais comum com o passar do tempo. Até o momento a maior aplicação dessa alternativa é a captação de recursos para uso no capital de giro.

Segurança

Embora ambos os títulos sejam de renda fixa, notas comerciais e debêntures não têm cobertura do FGC. Logo, os investidores ficam expostos diretamente ao risco de crédito, independente do montante.

Alguns tipos específicos de debêntures podem apresentar garantias, que limitam as perdas do investidor caso ocorra algum evento de crédito através de ativos ou pela preferência de recebimento. Podemos destacar as garantias reais, flutuantes, quirografárias e subordinadas.

Os commercial papers, por sua vez, podem contar com garantias reais ou fidejussórias.

Qual opção vale mais a pena?

Conhecendo as diferenças entre commercial papers e debêntures, fica mais fácil compreender o que é mais adequado para as suas necessidades. Em relação às empresas, de modo geral, as notas contemplam um número maior de companhias, então essa pode ser a opção ideal para o negócio.

Também podem ter um processo mais simples e barato, pois a emissão pode acontecer de forma direta. No entanto, pode ser interessante buscar uma instituição depositária, de modo a oferecer segurança operacional para os investidores, tornando os títulos mais atraentes.

Já para os investidores, é preciso considerar as características de cada título — como prazo, rentabilidade e aporte mínimo. Também é interessante avaliar os riscos do emissor. A partir disso, é possível definir qual alternativa é mais adequada à sua estratégia.

Com as informações apresentadas, agora você sabe quais são as diferenças entre debêntures e commercial papers. Dessa forma, fica mais fácil analisar as possibilidades para definir qual alternativa é mais alinhada para as suas necessidades de investidor ou para o seu empreendimento.

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