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Allan P. Franck
Head Farmer, GlobalTech

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Como parte da gestão financeira, é comum que empresas busquem meios de captar recursos. Dessa forma, elas podem financiar projetos e o próprio crescimento, cumprir obrigações e driblar dificuldades, por exemplo.

Ao mesmo tempo, a busca por recursos serve para evitar que os negócios se descapitalizem, ficando sem caixa. Nesse contexto, vale a pena conhecer as diferentes oportunidades disponíveis no mercado de capitais para oferecer recursos financeiros às companhias.

Quer saber mais sobre o assunto? Veja como as empresas podem realizar a captação de recursos via mercado de capitais e como essas alternativas podem ajudar!

Por que as empresas captam recursos no mercado de capitais?

Antes de conhecer as oportunidades específicas para captar recursos para um negócio, vale a pena saber que o mercado de capitais é o ambiente onde são negociados valores mobiliários.

Funciona assim: a empresa emite títulos ou outros tipos de ativos e os disponibiliza no mercado. Em determinadas alternativas, os interessados em investir no mercado de capitais oferecem os recursos, em troca de um pagamento com juros.

Essa é uma alternativa aos empréstimos e financiamentos bancários, por exemplo. Um dos motivos que explicam por que os negócios optam por participar desse mercado tem relação com os custos. Afinal, tende a ser mais barato emitir valores mobiliários e fazer o pagamento dos investidores do que solicitar empréstimos.

Quais as vantagens de captar recursos pelo mercado de capitais?

Além dos gastos menores, existem outras vantagens de participar do mercado de capitais. Há, primeiramente, a regulamentação dos valores mobiliários existentes e a atuação de órgãos competentes.

Isso garante mais segurança tanto para as companhias como para os investidores. Mais uma vantagem é a variedade de títulos e outros valores mobiliários. Com isso, a empresa pode emitir o investimento que fizer mais sentido para as suas necessidades e expectativas.

Ainda, é possível captar os recursos com relativa facilidade. Desde que os processos sejam seguidos de maneira estratégica, há como obter os valores desejados de forma menos burocrática. Dessa maneira, as companhias podem buscar capital de giro, crédito para expansão e melhorias e mais.

Como as empresas podem fazer a captação de recursos nesse mercado?

Sabendo o que é a captação de recursos e como o mercado de capitais pode ajudar, vale a pena explorar as alternativas que estão disponíveis. Dessa forma, é possível saber quais valores mobiliários podem ser emitidos, em busca do apoio dos investidores.

Na sequência, veja quais são as modalidades de destaque para que as empresas captem recursos!

Crédito privado

O crédito privado é uma classificação que faz parte da renda fixa e que é formada por títulos de dívida emitidos pelos empreendimentos. O retorno segue regras definidas previamente e pode ser prefixado, pós-fixado ou híbrido.

Entre as alternativas, há as debêntures, que são títulos de dívida. Já o certificado de recebíveis imobiliários (CRI) e o certificado de recebíveis do agronegócio (CRA) são emitidos por securitizadoras e envolvem os fluxos de recebimento de empresas dos respectivos setores.

Notas comerciais

Outro tipo de título a considerar é a nota comercial ou commercial paper. Ela serve como uma nota promissória emitida pela empresa. Então o empreendimento assume o compromisso de fazer o pagamento, com juros, do montante disponibilizado pelo investidor.

Nesse título, não existe obrigatoriedade quanto à disponibilização de garantias e o vencimento tende a ser de curto prazo. Com isso, as notas comerciais costumam ser utilizadas no caso de rentabilização do capital de giro, por exemplo.

CCB

A cédula de crédito bancário (CCB) é emitida, obrigatoriamente, por instituições financeiras, como bancos. Com isso, é preciso buscar uma empresa desse tipo, que servirá como intermediária para a emissão do valor mobiliário.

O prazo da CCB costuma ser um pouco mais longo, mas a liquidez é menor — bem como a proteção para o investidor. Ainda, vale considerar que os custos podem ser maiores nessa modalidade.

Abertura de capital

Na bolsa de valores, pessoas e empresas podem escolher investir em ações de companhias. Para que isso seja possível, o negócio deve participar do mercado acionário, o que exige abrir o capital na bolsa em uma oferta pública inicial (IPO).

Nesse processo, a companhia emite ações e as negocia diretamente com os investidores. Com isso, os recursos levantados na abertura de capital seguem para o caixa do empreendimento. Mas é preciso ter atenção: apenas o IPO e outras ofertas públicas (como o follow on) fazem com que a venda de ações injete diretamente dinheiro na empresa.

Depois do período de oferta, a negociação de ações segue ocorrendo no mercado secundário. Nesse caso, ela acontece entre investidores. Com isso, os valores envolvidos na compra e venda dos papéis são trocados entre os investidores, e não vão para a companhia.

Private equity

Outra possibilidade para captar recursos consiste em atrair fundos de private equity para sua empresa. Nesse caso, a ideia é que o fundo adquira uma parte do negócio. Para isso, ele paga uma quantia alinhada com o valuation da companhia.

Então a gestão do fundo passa a atuar junto à administração do empreendimento. A intenção é apoiar o gerenciamento de recursos e a tomada de decisão, em busca da valorização do negócio.

Quando os objetivos são alcançados, o fundo realiza a saída do investimento, por meio da venda da participação. Essa é uma alternativa que pode ser usada por empresas que não querem, não podem ou não pretendem abrir seu capital, por exemplo.

Assim como acontece com o investimento em ações, o private equity prevê que a companhia abra mão de parte do negócio para os investidores. Já as modalidades que você viu anteriormente funcionam como empréstimos realizados diretamente por quem investe.

Como saber qual é a melhor alternativa para a empresa captar recursos?

Como você viu, existem muitas possibilidades para uma companhia captar os recursos que serão usados em seus processos. A escolha, entretanto, depende de características como custos, acessibilidade, valores desejados, gestão das finanças e outros aspectos relevantes.

Por isso, é importante contar com apoio profissional na decisão de como captar recursos. Gestores financeiros e CEOs, por exemplo, podem ter a ajuda de agentes autônomos de investimento (AAI), por exemplo, para tirar dúvidas sobre as possibilidades que o mercado de capitais oferece.

Empresas especializadas, como a Laqus, são igualmente importantes. Com o apoio desse time, é possível identificar as soluções necessárias para o negócio e dar início ao processo de emissão de valores mobiliários.

Com base no que você conferiu, foi possível perceber que há diversos meios de captar recursos para um empreendimento. A escolha da forma mais adequada exige atendimento personalizado e consultivo, de modo a potencializar as vantagens do mercado de capitais.

Ainda tem dúvidas sobre esse assunto? Entre em contato conosco da Laqus e tenha o apoio do nosso time!

O acesso a este tipo de instrumento também passa pela maior transparência com que se pode acompanhar o recurso aplicado. Se há maior conforto do investidor com o nível de informação e controles que se tem de uma emissão de CRA de risco pulverizado (muito produtores rurais como devedores), é mais provável que os grandes distribuidores também se vejam em condições de distribuir e monitorar operações de CRA com este perfil de risco. É para atender principalmente a esta demanda que a Laqus (antiga Mark 2 Market) fez seu pedido à CVM para operar como Depositária de CRA, em concorrência à B3. Sua proposta é de um ambiente mais transparente, aberto e com melhor acesso à informação, no qual as Agrotechs poderão prestar seus serviços e informações, dando publicidade ao mesmo tempo para todos os envolvidos ou interessados.

Mas não basta apenas um novo ambiente ou uma nova tecnologia, é preciso uma mudança de mentalidade e cultura para a aceitação desta nova proposta, o que a Laqus aposta em rápida adoção, pois trata-se de um novo tipo de operação que os principais estruturadores e distribuidores hoje ou não fazem ou operam volume muito pequenos. Quem agradece é o produtor, que com o crescimento da safra e manutenção do financiamento por recursos direcionados ficava sem alternativas de financiamento.

Um ponto importante de destaque é a capacidade que um ambiente como o da Laqus pode dar aos bancos na concessão de novo crédito ao setor. Neste sentido, a securitização pode ser muito útil para a reunião de operações de crédito originalmente concedidas por um banco em forma de lastros de um novo CRA, este então vendido a investidores do mercado de capitais, sejam pessoas físicas, investidores institucionais ou estrangeiros. Este movimento permitirá um maior espaço aos principais bancos privados para que avancem na concessão de novo crédito, fazendo aquilo que é o foco de sua atividade: avaliação do risco de crédito e garantias para antecipação de recursos ao produtor. Este movimento trará uma nova dinâmica ao mercado de CRA, na qual as securitizadoras, emissoras de CRA, passarão a ser parceiras dos bancos e não apenas um veículo como nos casos do CRA corporativo de risco concentrado, liberando espaço nos balanços das instituições financeiras para novas concessões e trazendo um recurso novo para preencher esta lacuna, o do mercado de capitais.

Por fim, aguarda-se a viabilização do Fundo de Investimento do Agronegócio, primo-irmão do Imobiliário e que transfere o benefício fiscal da isenção de tributos sobre a renda ao cotista do fundo. Isso fará com que o investidor institucional passe a dar maior atenção a este tipo de financiamento e, consequentemente, necessite de mais informação para suas análises e escolha dos melhores ativos. Novamente, uma IMF nos moldes do que a Laqus pretende ser, beneficiará o investidor institucional na sua chegada a este mercado tanto quanto os bancos, o investidor estrangeiro e, claro, as pessoas físicas.

O acentuado ciclo de queda da Taxa Selic registrado nos últimos anos tem levado os investidores a apostarem cada vez mais em uma modalidade de renda fixa menos conhecida entre o público em geral. Neste cenário o crédito privado ganhara espaço no mercado, porque permite a busca por uma rentabilidade maior entre troca de maior risco, situação mais aceita em um cenário de juros baixos, o que reduz a atratividade das aplicações mais tradicionais. A procura por esses papéis tem crescido muito, principalmente entre os interessados em fugir do retorno menor dos títulos públicos do Tesouro Direto, considerado o investimento mais seguro, mas que por outro lado, também é o mais afetado pelos cortes do Copom.

O mercado secundário mostra sinais de que cresce o interesse por este tipo de investimento, ainda que seu volume seja tímido. De janeiro a maio deste ano, o volume de títulos negociados cresceu 67,9% em relação ao mesmo período de 2018, segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

Os números relacionados a essa categoria de renda fixa não param por aí. Entre uma das categorias do título privado – as debêntures de infraestrutura -, a alta no volume negociado é ainda maior. O índice de crescimento entre esse tipo de título privado chegou a 77%, segundo a ANBIMA, muito baseado no incentivo fiscal concedidos aos investidores pessoa física.

Esta expectativa de incremento na demanda tem justificativa. As perspectivas de novos cortes na Selic para os próximos meses, bem como uma visão de estabilidade ou queda dos juros de mais longo prazo poderão deixar esse tipo de investimento ainda mais atrativo em relação ao Tesouro Direto. A taxa básica de juros é a referência de rendimento dos títulos públicos. Dessa forma, haverá um número ainda maior de investidores em busca de alternativas mais atrativas.

Além disso, uma decisão tomada pelo governo em junho passado também poderá tornar esse mercado ainda mais interessante. O governo assinou uma portaria que permite as empresas do setor de petróleo, gás natural e biocombustíveis (leia-se etanol) fazerem emissões de títulos privados incentivados para levantar capital e fazer investimentos. Na prática, a iniciativa possibilitará um crescimento da variedade de papéis dessa espécie, atraindo outros interessados e aumentando a liquidez.

Até aqui, tudo bem. Todos os fatos apontam como o crédito privado têm sido uma interessante opção de investimento e afins. Mas será que as pessoas acostumadas a fazer aplicações conhecem de fato essa categoria de investimento ou como é o seu funcionamento no mercado?

Para quem ainda não conhece ou sabe pouco sobre o tema, os títulos de crédito privado servem de mecanismo para as instituições da iniciativa privada poderem emitir dívida como forma de financiar seus próprios investimentos ou compromissos, como capital de giro, por exemplo. É a mesma lógica dos papéis públicos do Tesouro Direto, em que o governo federal faz esses lançamentos de títulos da dívida pública para se financiar.

Mas o grande pulo do gato dos títulos privados é o fato de oferecer taxas mais elevadas se comparadas às do Tesouro Direto, que são baseadas na Selic. Ou seja, a rentabilidade esperada é maior, por outro lado, corre-se um risco maior de calote em relação ao risco país. Em tempos de juros baixos, esses títulos passaram a atrair a atenção dos investidores buscando melhores retornos.

O crédito privado, com distribuição pública em mercado de capitais, conta principalmente com três tipos de títulos. As debêntures são as mais conhecidas no mercado porque são papeis emitidos por empresas de diversos setores. Ao adquiri-las, a pessoa faz uma espécie de empréstimo à companhia e recebe remuneração pela quantia aplicada. Nessa categoria, também existem as chamadas debêntures incentivadas, voltadas para a infraestrutura.

Esses títulos são conhecidos dessa forma porque recebem um incentivo fiscal para atrair investidores, isentando-os de imposto sobre a renda que estes títulos proporcionam, e assim aumentar a liquidez pelo maior interesse de investidores em emprestar recursos para obras ou serviços de infraestrutura, como energia, estradas e aeroportos.

Existem ainda o Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) e o Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA), emitidos por empresas securitizadoras. A ideia é levantar dinheiro para financiar projetos da área imobiliária e do agronegócio, como o nome já diz. Além destes títulos, há também o Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), que costumam oferecem seus recursos para capital de giro das empresas através da antecipação de cheques, duplicadas e outras formas de recebimento.

Para quem leu até aqui, já percebeu que os títulos privados não são tão novidade assim, mas começaram a ser mais procurados diante do nosso ambiente econômico atual. Só vale lembrar que, tudo correndo bem com o emissor, se trata de uma renda fixa como outra qualquer, apesar de ser uma alternativa interessante devido à rentabilidade maior em troca do maior risco. Mas todo cuidado é pouco. Como dica, o interessado deve verificar a situação do emissor do referido título para conhecer os seus riscos. A partir daí, é só tirar suas conclusões se realmente é um bom negócio. As informações necessárias para iniciar uma pesquisa estão aqui.

NA MÍDIA, O GLOBO – COLUNA CAPITAL, POR MARIANA BARBOSA

No mesmo dia em que vetou a operação do Whatsapp sob a justificativa de evitar um monopólio nos meios de pagamento digitais, o Banco Central tomou uma medida que assegura outro monopólio: o da B3 como depositária de títulos mobiliários no Brasil.

A circular que autoriza o Banco Central a comprar títulos privados – uma medida para ajudar as empresas na crise – determina que a compra só poderá ser realizada se os mesmos títulos privados estiverem depositados em uma depositária autorizada pelo Banco Central.

Ou seja, só se a dívida estiver depositada na CETIP, única central de depósitos existente no Brasil hoje e que pertence à B3.

Acontece que há mais de um ano os escaninhos do Banco Central guardam a análise de um processo de autorização de uma depositária alternativa à B3: a Laqus (antiga Mark2Market).

A falta de uma central de depósitos para concorrer com à CETIP da B3 é uma barreira ao surgimento de uma nova bolsa de valores no Brasil. Quando a ATS tentou lançar uma Bolsa alternativa, a principal queixa, e que levou a uma disputa em câmara de arbitragem, era a falta de concorrência para depositar os títulos mobiliários. A B3 queria cobrar taxas que, para a ATS, inviabilizavam o negócio.

A intenção da Laqus é começar atuando com CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio) para ir ganhando musculatura. O plano é em seis meses abrir para CRIs e debêntures – e em menos de dois anos estrear como central de depósitos de ações.

Há dois anos, a fintech entrou com pedido de autorização na CVM, que pediu um parecer do Banco Central para concluir o processo – embora a legislação estabeleça que o regulador, neste caso, seja a própria CVM.

A Laqus chegou a recorrer à Lei de Liberdade Econômica para que o BC estabelecesse prazos para deliberar. A expectativa é de que o parecer saia até o fim do mês.

A Laqus foi fundada por Rodrigo Amato há dez anos e é conhecida pela tesouraria de grandes empresas. Seu software é usado para a gestão de emissões de títulos, dívidas e outras operações.

Atualmente, R$ 275 bilhões em operações financeiras são geridas utilizando a plataforma da Laqus. Há 4 anos, eram R$ 21 bilhões. A maior parte dos clientes são companhias de capital aberto.

Desde a sua fundação, a Laqus já levantou R$ 1,5 milhão, em uma rodada liderada pelo fundo de venture capital KPTL.

A empresa já está com uma nova rodada engatilhada, mas os investidores aguardam a autorização da CVM para liberar o cheque.

 

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